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Ouro em estado alfanumérico

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Repórter em veículos como Folha de S.Paulo e O Estado de S.Paulo, atuou também como apresentador do programa ECO Negócios, na ECO TV. É MBA em Comunicação e Relações com Investidores e diretor na Virtual Comunicação.

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(Imagem: Pixabay)

Em 1530 o Brasil ainda engatinhava como Colônia portuguesa, mas os espanhóis, bons navegadores e sentindo `o cheiro` do ouro e da prata, penetraram forte na América. Em uma dessas campanhas, Gonzalo Jimenez de Quesada – que explorou muito a Colômbia e fundou a cidade de Bogotá – dirigiu-se ao coração de uma selva densa, rica em biodiversidade e ao mesmo tempo misteriosa, para buscar, especialmente, ouro. No ano 32 do Século XVI o militar granadino aventurou-se pela Amazônia e, na volta, contou a história de um rei que cobria todo o corpo com ouro e atirava pedras preciosas em um lago oferecendo-as aos deuses. Assim estava criada a lenda do El Dorado, cuja expressão aportuguesada virou eldorado.

De lá p´ra cá muito tempo passou e, com ele, a criação de múltiplas histórias e lendas. Mas a sede pelo ouro continua! Além do tradicional formato do precioso metal dourado, o que chamamos de “ouro” hoje em dia pode assumir vários formatos em produtos e riquezas denominados “ouro negro, branco, azul, verde” etc. O fato é que nessa expansão conceitual entram dados `que valem ouro` para as modernas organizações, sejam empresariais, governamentais ou de outra natureza.

Na segunda década do Século XXI, na ponta do arco-íris muitos esperam encontrar um data center. Nesta que é tida como a Era da Informação, a produção, formatação e proteção dos dados é de um valor altíssimo. O mundo está mais frio, calculista ou objetivo? Pense.

Para entender melhor esta moderna ourivesaria, visitamos, a convite, o maior Data Center da América Latina, em Vinhedo, a menos de 100 km da Capital de São Paulo. Ali tudo é superlativo e nesse local ficam os dois maiores dos 28 Data Centers da empresa Ascenty, presente no Brasil, Chile e México. No total a companhia opera 445 MW (power) em áreas que, somadas, chegam a 300.000 m2 e são servidas por 5.000 Km de um sistema próprio de fibras óticas. Com a governança de dados em alta, e a chegada do 5G que vai multiplicar exponencialmente o uso da internet e a base de dados de todas as organizações e países, dá para dizer que isto é ouro em estado alfanumérico. E por ser tão valioso, o produto requer uma mega segurança.

Hoje resultado de um joint venture com a Digital Realty e a Brookfiled Infrastructure (estas duas presentes no mundo todo), a Ascenty trabalha com armazenamento de dados em nuvem (clouds providers) e tem uma estrutura física pesada para suportar os seus 400 clientes atuais. “Temos clientes nas áreas de tecnologia e de finanças”, em maior número, diz Marcos Siqueira, o VP de Operações. Segundo ele, as empresas do segmento financeiro demoraram a chegar, mas agora, por reconhecer a confiabilidade, optam pela estrutura do Data Center. E isto fomos ver de perto.

INVESTIMENTOS

Ainda sobre a Ascenty, a companhia foi criada em 2010 pelo norte-americano Chris Torto (CEO) e nos seus primeiros 10 anos investiu R$ 1 bilhão. Estruturada, partiu para a expansão. Atualmente tem bases no Estado de São Paulo (em um raio de 120 km da capital) e nas regiões metropolitanas do Rio (RJ) e de Fortaleza (CE).

Em 2021 foram aportados R$ 1,5 BI e para este ano a projeção é de R$ 1,35 BI. Como a companhia é de capital fechado, não se sente na obrigação de divulgar o faturamento. E não o faz.

ENERGIA LIMPA

Os Data Centers (acima especificados) são certificados e a empresa destaca a sua política ESG na área de governança (Conselho independente, estrutura de comitês de auditoria e fiscal, ética e transparência, política de remuneração da alta administração atrelada a metas) e ambiental (com 99,27% de todos os resíduos produzidos sendo reciclados). Só não divulga ações sociais por entender nestas “uma obrigação” corporativa. No momento são consumidas energias de fontes tradicional (50%) e incentivada (50%) e até dezembro de 2023 será 100% incentivada. No modelo atual, 90% da energia utilizada provêm de fonte limpa e em dezembro do ano que vem será 100%.  

PÓS-NEGOCIAÇÃO

A B3 lançou a terceira fase do projeto que oferece serviço de automatização dos processos de pós-negociação para ativos de Renda Fixa. Trata-se da primeira entrega focada na frente de Títulos Privados, incluindo debêntures, CRI, CRA e cotas de fundos fechados. O ciclo de pós-negociação de títulos privados movimenta mais de R$ 1,5 bilhão por dia, com mais de 4 mil negócios diários.

Nas duas primeiras fases do projeto Soluções de Pós-Negociação foram lançados os fluxos para títulos públicos federais, negociados na plataforma de negociação Trader da B3, e também para títulos públicos negociados em ambiente de balcão, fora do ambiente da B3. A terceira fase ampliará esse serviço para os títulos privados com negociações também realizadas na plataforma Trader da B3.

RECOMPRA

O Conselho de Administração da Suzano aprovou um programa de recompra de ações. Com isto, a companhia poderá adquirir até 20 milhões de ações ao longo dos próximos 18 meses (a contar do último dia 4).

O programa de recompra abrangerá até 2,8% do total de ações em circulação no mercado, que em 31 de março último era de 726.823.001 ações. O número exclui papéis detidos por controladores, pessoas ligadas e administradores. Todas as operações de compra de ações de emissão da companhia serão realizadas na B3, a preço de mercado.

MARCAS

Em parceria com o Meio & Mensagem, a Kantar divulgou o ranking BrandZ 50 Marcas Brasileiras Mais Valiosas, considerando o período 2021/2022. E foi pela segunda vez consecutiva que o Itaú aparece como a marca brasileira mais valiosa, atingindo US$ 8,08 bilhões, Em 2020 o valor calculado era de US$ 8,2 bilhões.

Na sequência vêm a Brahma (US$ 6,5 bilhões); o Banco Bradesco (US$ 5,96 bilhões); Skol (US$ 5,92 bilhões) e Claro (US$ 5,1 bilhões).

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Quando considerado o ranking Top 10, aparecem o Magazine Luiza, na sexta posição (valor de marca de US$ 4,73 bilhões); Nubank (US$ 3,59 bilhões); Petrobras (US$ 2,63 bilhões); Vivo (US$ 2,6 bilhões) e Antarctica (US$ 2,4 bilhões).

VOOS

Com o compromisso de chegar a emissões de carbono zero até 2050, os aeroportos deverão facilitar a vida das companhias aéreas para que utilizem combustíveis sustentáveis em seus voos (SAF, na sigla em inglês). Paralelamente, os aeroportos precisam se empenhar na transição energética para descarbonizar a infraestrutura.

“Como a quantidade de emissão de reponsabilidade do aeroporto é pequena comparada à das aeronaves, é muito importante que eles tenham um papel de apoio [às companhias aéreas]”, sustentou Juliana Scavuzzi, diretora de Sustentabilidade do Conselho Internacional de Aeroportos, em entrevista à agência epbr, acrescentando que o desenvolvimento de tecnologias para a captura de carbono, assim como a propulsão das aeronaves, os aviões elétricos e os movidos a hidrogênio é que darão os rumos da descarbonização.

NEUTRO

A Minerva Foods anuncia o seu primeiro produto certificado Carbono Neutro, já com o embarque realizado no último dia 2, no Uruguai. Com a inclusão do selo CO² neutral, concedido por organização independente com sistemas de certificação em mais de 100 países, a Minerva Foods pode assegurar que, em todas as etapas de desenvolvimento do produto certificado, realizou a mensuração de emissões correspondentes aos escopos 1 e 3, promovendo compensação a partir do uso de créditos de carbono. A Companhia já é carbono neutro no escopo 2 desde 2020.

Líder em exportação de carne bovina na América do Sul e uma das maiores empresas na produção e comercialização de carne in natura e seus derivados na região, a companhia implementa plano de redução de emissões em suas unidades produtivas e nas fazendas fornecedoras parceiras para mitigar continuamente as emissões originadas no processo produtivo, que precisam ser compensadas.

ELÉTRICO

Com a presença de representantes das principais entidades do setor elétrico brasileiro será aberto o XXVI Seminário Nacional de Produção e Transmissão de Energia Elétrica (SNPTEE) no próximo domingo, 15, Anfiteatro do Riocentro, no Rio de Janeiro. Em seguida à cerimônia será inaugurada a ExpoSNPTEE, feira de negócios que reunirá os principais players do mercado de energia.

O XXVI SNPTEE contará ainda com uma série de eventos paralelos que darão o tom de sua magnitude: apresentações da Nova Geração Profissional (NGP), que proporciona aos jovens membros do CIGRE-Brasil a oportunidade de expor seus trabalhos a um público seleto; III Fórum de Mulheres, que visa enaltecer a presença das mulheres no setor; e II Fórum de CEOs, que busca o relacionamento dos dirigentes das principais empresas do segmento com o CIGRE-Brasil.

CRESCIMENTO

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) divulgou suas projeções econômicas para a região neste ano. A guerra da Rússia contra a Ucrânia impacta negativamente no crescimento mundial (agora estimado em 3,3%) e para a região da América Latina e do Caribe aguarda um crescimento médio de 1,8%. Pelas suas projeções, as economias da América do Sul crescerão 1,5%, enquanto as da América Central (mais o México) ficarão em 2,3%, e as do Caribe deverão crescer 4,7% (excluindo a Guiana). Para os Estados Unidos a previsão é de +2,8%, acrescenta.

A CEPAL foi criada em ferreiro de 1948 e é uma das cinco comissões regionais das Nações Unidas, com sede em Santiago do Chile.

GÊNERO

Maioria na população, as mulheres ocupam, atualmente, 14% das posições nos Conselhos de Administração das Companhias instaladas no Brasil. Se forem excluídas as suplentes e herdeiras, essa participação cai (ainda mais) para 4%. Índice baixíssimo, especialmente quando o IBGE (2019) apontou que 51,8% da população brasileira é de mulheres.

Para debater a questão de falta de representatividade nos Conselhos, o grupo “Conselhos de Conselheira” promoverá a live “A Comunicação como agente transformador da participação de mulheres em Conselhos”. Deste evento, gratuito, participarão Rochana Grossi (jornalista, mestre em marketing de serviços, especialista em valoração econômica ambiental e finanças aplicadas, certificada em Gestão de Riscos), como mediadora; Mariana Barbosa (jornalista, editora no jornal O Globo); Kika Ricciardi (Conselheira de Administração) e Nelson Tucci (jornalista, MBA em Comunicação e Relações com Investidores, editor desta coluna e também colunista de Plurale, escrevendo sobre sustentabilidade).

A live será no dia 16 próximo, às 20h. Acesse https://www.sympla.com.br/a-comunicacao-como-agente-transformador-da-participacao-de-mulheres-em-conselhos__1569481

ECONOMIA AZUL

O mercado financeiro é o ambiente onde ocorre a negociação de ativos, sejam títulos, moedas, ações, debêntures, mercadorias, commodities e qualquer outro bem com valor financeiro. Sua função é possibilitar o encontro entre investidores (que fornecem o capital) e os captadores/emissores (que recebem o capital, via emissão de valor mobiliário), fomentando aportes de investimentos (públicos e privados), bem como as movimentações econômicas ao redor do mundo. Nesse meio, as questões ambientais e sociais estão presentes como riscos e/ou externalidades para qualquer investimento e acabam influenciando e sendo influenciadas por esses fluxos de negócios.

Assim, a Marina Week – maior evento nacional para discutir problemas e oportunidades que o mar oferece – decidiu fechar o segundo dia de evento (2 de junho próximo, às 16h30) com um painel designado “O mercado financeiro e o investimento na Economia Azul”.  Mediado por este colunista, a Mesa 4 do evento conta com apoio do Portal Acionista e de Plurale e terá vários especialistas na temática, analisando perspectivas e desafios para a promoção do uso sustentável do oceano.

A Marina Week é iniciativa da Unesco, da Cátedra Unesco para Sustentabilidade do Oceano (parceria com o Instituto Oceanográfico da USP) e da Scientific American e tem a coordenação geral do professor Alexander Turra. Ocorrerá de 1 a 5 de junho próximo, no Memorial da América Latina, em São Paulo, e as inscrições (gratuitas), bem como a programação e conceituação, podem ser acessadas pelo link http://marinaweek.com.br/

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Repórter em veículos como Folha de S.Paulo e O Estado de S.Paulo, atuou também como apresentador do programa ECO Negócios, na ECO TV. É MBA em Comunicação e Relações com Investidores e diretor na Virtual Comunicação.

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