Iata corta projeção e prevê retorno de só 43% da demanda por voos do pré-pandemia

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no email

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês) cortou sua projeção para o ritmo de recuperação da indústria em 2021. Agora, espera que a demanda global por transporte aéreo de passageiros (medida em RPK, ou passageiros-quilômetros pagos transportados) alcance apenas 43% do nível pré-pandemia, cuja base é o ano de 2019. Em dezembro de 2020, a previsão para este ano era de chegar a 51% do nível pré-pandemia.

Em anúncio feito nesta quarta-feira, 21, o economista-chefe da Iata, Brian Pearce, afirmou que, devido a atrasos nos cronogramas de vacinação contra a covid-19 em diferentes regiões do mundo, e seu impacto sobre o ritmo da retomada do setor no segundo semestre, o prejuízo total das companhias aéreas em 2021 deve ficar entre US$ 47 bilhões e US$ 48 bilhões. Antes, a estimativa era de que o rombo somasse US$ 38 bilhões.

Segundo Pearce, as perdas são, ainda assim, de duas a três vezes menores do que no ano passado. “As companhias aéreas estão fazendo progresso, mas teremos que esperar até 2022 para a indústria zerar os prejuízos ou voltar à lucratividade”, disse.

O economista destacou que não há muitas falências de empresas da indústria mesmo diante de um choque financeiro tão dramático como o provocado pelo novo coronavírus. Porém, pontuou que o custo da sobrevivência vem sendo um aumento massivo do endividamento do setor. Pelos cálculos da Iata, a dívida das companhias aéreas cresceu US$ 220 bilhões na pandemia como fruto de auxílios governamentais e emissões ao mercado.

“Isso vai moldar como as companhias aéreas têm de usar seu fluxo de caixa. Elas terão de desalavancar, porque esse nível de dívida não é sustentável”, comentou.

Como o ritmo da vacinação em diferentes países é apontado pela Iata como o principal fator externo para determinar a velocidade da retomada da indústria, a associação expressa otimismo com os mercados domésticos dos Estados Unidos e do Reino Unido, onde a imunização avança rapidamente.

Dados da Airfinity projetam que os dois países tenham vacinado 75% de sua população até julho. Para o Brasil, a estimativa é chegar a esse patamar apenas em meados de 2022.

Pearce também destacou a força do transporte aéreo de carga, que em fevereiro deste ano alcançou volume 9% superior ao nível pré-pandemia. Ele reconheceu, contudo, que o segmento tem peso muito menor que o de passageiros na indústria, sendo insuficiente para compensar o nível de demanda 89% menor de fevereiro de 2021 na comparação com janeiro de 2020, antes de a covid ganhar terreno fora da China.

“Estamos esperando ver receitas fortes com transporte de cargas. Mas, para a indústria total, a expectativa é que a receita fique em 55% do nível de 2019”, apontou o economista-chefe da Iata, acrescentando que as perspectivas são muito melhores para 2022 e 2023 em razão da vacinação. “A não ser que vejamos algumas das variantes do vírus se provarem resistentes às vacinas, a recuperação nos próximos dois anos será bem significativa”, concluiu.

Receba conteúdos diariamente por e-mail

Estadão Conteúdo

Estadão Conteúdo

"O Estado de S. Paulo" é o mais antigo dos jornais da cidade de São Paulo ainda em circulação . Em 4 de janeiro de 1875, ainda durante o Império, circulava pela primeira vez "A Província de S. Paulo" - seu nome original.

Você pode se interessar por

Publicidade

Receba notícias pelo Telegram

Leia também

Tire dúvidas sobre investimentos

Últimas atualizações sobre

Advertência

Declaramos que o Portal Acionista.com.br não se responsabiliza pelas informações divulgadas neste site e qualquer outro canal, tanto referente às matérias de produção própria , quanto matérias ou análises produzidas por terceiros ou reproduzidas de links autorizados, publicados nas nossas páginas a partir de uma seleção criteriosa, porém sem garantir sua integralidade e exatidão.
Matérias e  análises produzidas por terceiros são de inteira responsabilidade dos mesmos. As informações, opiniões, sugestões, estimativas ou projeções referem-se a data presente e estão sujeitas à mudanças conforme as condições do mercado, sem prévio aviso.
Informamos, ainda, que o Acionista.com.br não faz qualquer recomendação de investimento e que, portanto, não se responsabiliza por perdas, danos, custos e lucros cessantes decorrentes de operações financeiras de qualquer tipo, enfatizando que as decisões sobre investimentos são pessoais.
Importante lembrar sempre: ganhos passados, não são garantia de ganhos futuros.

Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com os nossos Termos de Uso e Política de Privacidade e, ao continuar navegando neste site, você declara estar ciente dessas condições.