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ESG em um novo nível de escrutínio

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Que o ESG vem sofrendo ataques de vários ângulos e de partes interessadas com diferentes objetivos não é novidade. Mas, apesar disso (e talvez por conta disso), estamos vendo um novo nível de escrutínio sobre ESG com atos de regulação em várias partes do mundo, em especial, na União Europeia.

Quando falamos em ESG sob a ótica dos investimentos temos que lembrar que demoramos décadas para chegar a padrões adequados de relatórios financeiros de forma que as partes interessadas não apenas compreendessem, como também confiassem nos números apresentados a ponto de usarem esses relatórios em suas decisões de investimentos. Faz parte do processo, o contraditório, as dúvidas e os aprimoramentos. E com o ESG não seria diferente.  

Qual o impacto dos temas abordados pelo ESG nos cenários futuros? Questão que demanda muitos (e complexos) dados para coleta, analise ​​e modelagem – muitos dos quais não estão facilmente disponíveis, principalmente se identificados no Escopo 3 do GEE. São as chamadas “Manchas Brancas” que desafiam as organizações e a confiabilidade dos relatórios.

Espera-se que todo CEO seja capaz de analisar os relatórios e identificar questões urgentes antevendo problemas e soluções. O pensamento de curto prazo versus o de longo prazo se torna uma habilidade gerencial necessária para lidar com os pontos brancos dos relatórios.  

A qualidade dos relatórios traduzida em números confiáveis para todas as partes interessadas, inclusive para os CEOs, passa pela transparência. Este ponto sensível do processo foi contemplado na Diretiva Anti Greenwashing da UE (Green claims’ directive Protecting consumers from greenwashing – Diretiva sobre reivindicações verdes – Protegendo os consumidores do greenwashing) aprovada recentemente pelo parlamento europeu, ratificando oficialmente o acordo provisório com o Conselho.

UE prevê que 53% dos produtos que circulam no mercado se beneficiam de alegações ecológicas ambíguas ou de engano, e 40% dessas alegações não têm comprovação. A Diretiva anti greenwashing bate de frente com essa prática, determinando que as empresas que operam na UE não podem fazer afirmações ambíguas sobre o impacto ambiental dos seus produtos ou serviços sem provas fundamentadas. E vai além no âmbito de aplicação abordando não apenas as alegações “greenwashing”, como também as relacionadas ao “bluewashing”, incorporando aspectos ambientais e sociais da sustentabilidade.

Com base na UCPD (Unfair Commercial Practices Directive  –  Diretiva de Práticas Comerciais Desleais)  existente, as novas regras visam eliminar práticas duvidosas colocando em risco as organizações que fizerem o que se segue:

● Exigir falsamente atualizações de software, obscurecer a capacidade de reparo e práticas de substituição prematura de consumíveis

● Alegações enganosas sobre o impacto dos consumíveis ou declarações enganosas sobre peças não originais examinadas;

● Termos ambíguos como afirmações “ecologicamente corretas”, “verdes” e que sejam falsas sobre compensação de carbono;

● Alegações enganosas de longevidade que evitam a obsolescência prematura do produto.

Mas o que tudo isso representa na prática? 

Que os riscos estão maiores em relação ao escrutínio jurídico e a reputação das organizações que ostentarem alegações enganosas sem comprovação. Isso será aplicável não apenas para organizações da UE como também para organizações de qualquer lugar do mundo que queiram fazer negócios com o terceiro maior PIB mundial representados pelos 27 países do bloco europeu.

E que esse caminho não tem volta, porque a UE quer atingir a neutralidade climática até 2050, e para isso precisa preparar os consumidores para transição verde. A Diretiva Anti Greenwashing está totalmente alinhada com esse objetivo atuando na remodelagem dos padrões de consumo para diminuir significativamente os impactos socioambientais dos produtos produzidos e consumidos na Europa.

Fontes:

Sobre BISA Certifica:

Benchmarking Inteligência Sustentável – BISA é resultado do aprimoramento do Programa Benchmarking Brasil que ganhou inteligência para otimizar os recursos técnicos gerenciais de avaliação, certificação e comparabilidade das melhores práticas de sustentabilidade. Com o incremento das novas tecnologias somado a um colegiado de especialistas de vários países, BISA ganha robustez na gestão das boas práticas e passa a fornecer um conjunto de serviços e dados para que as organizações possam conduzir seus negócios em alinhamento com as agendas ESG (Environmental, Social, and Governance) e SDG (Sustainable Development Goals). Saiba mais em www.bisacertifica.com.br

Marilena Lino Lavorato

Marilena Lino Lavorato

Especialista em Marketing, Negócios, Sociologia e Meio ambiente. Vencedora do Prêmio von Martius de Sustentabilidade da Câmara Brasil Alemanha, categoria Humanidades, 1º lugar em 2013, e recebedora do Prêmio Abraps Virada Sustentável pela atuação alinhada ao ODS 17 (Parcerias e Meios de Implementação) em 2019. Diretora da Mais Consultoria, Idealizadora do Programa Benchmarking Brasil, da Plataforma BISA e do Canal Socioambiental online do Youtube. Membro do Conselho Consultivo ABRAPS, palestrante, autora, coautora e organizadora de séries de livros e vídeos, artigos e papers em portais e revistas especializadas. https://benchmarkingbrasil.com.br/
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Marilena Lino Lavorato

Marilena Lino Lavorato

Especialista em Marketing, Negócios, Sociologia e Meio ambiente. Vencedora do Prêmio von Martius de Sustentabilidade da Câmara Brasil Alemanha, categoria Humanidades, 1º lugar em 2013, e recebedora do Prêmio Abraps Virada Sustentável pela atuação alinhada ao ODS 17 (Parcerias e Meios de Implementação) em 2019. Diretora da Mais Consultoria, Idealizadora do Programa Benchmarking Brasil, da Plataforma BISA e do Canal Socioambiental online do Youtube. Membro do Conselho Consultivo ABRAPS, palestrante, autora, coautora e organizadora de séries de livros e vídeos, artigos e papers em portais e revistas especializadas. https://benchmarkingbrasil.com.br/
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