Em meio à pressão do governo para a redução da taxa básica de juros, o Banco Central manteve a estratégia de manutenção da Selic para alcançar a convergência da inflação, mas apontou menor chance de uma retomada de um ciclo de alta caso a desinflação não ocorra como o esperado. O Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic em 13,75% ao ano pela sexta vez consecutiva.

No comunicado, o BC inseriu o trecho de que a retomada do ciclo de ajuste é um “cenário menos provável”, embora tenha repetido que não hesitará em tomar essa decisão caso a inflação não ceda.

“O Copom enfatiza que, apesar de ser um cenário menos provável, não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso o processo de desinflação não transcorra como esperado.”

Diante de uma forte ofensiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de outros membros do governo, o BC também acrescentou no comunicado que “a conjuntura demanda paciência e serenidade na condução da política monetária.”

O colegiado ainda repetiu que segue vigilante, “avaliando se a estratégia de manutenção da taxa básica de juros por período prolongado será capaz de assegurar a convergência da inflação”.

“O Comitê reforça que irá perseverar até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas”, reforçou, retirando, porém, o trecho que havia sido incorporado no Copom de março que tratava da deterioração das expectativas longas naquele momento.

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