B3 divulga receita total de R$ 2,667 bi no 1T21

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A B3 S.A. – Brasil, Bolsa, Balcão (B3SA3) divulgou os resultados financeiros do primeiro trimestre de 2021 (1T21).

‘A manutenção dos altos volumes negociados em nossas plataformas contribuiu com um sólido desempenho financeiro no primeiro trimestre. As receitas totalizaram R$2,6 bilhões, 5% acima do 4T20 e 25% maior que no 1T20. A alavancagem operacional da Companhia alinhada à disciplina de despesas contribuiu com o crescimento de 24% do nosso EBITDA, que atingiu R$ 1,9 bilhão. No 1T21, também continuamos o apoio à sociedade no combate à pandemia juntamente com a B3 Social, associação sem fins lucrativos na qual a B3 é associada-fundadora, com R$15 milhões aprovados em ações ligadas à emergência de saúde e segurança alimentar.’, afirmou Daniel Sonder, vice-presidente Financeiro, Corporativo e de Relações com Investidores da B3.

A receita total atingiu R$2,667 bilhões no 1T21, alta de 25,5% em relação ao 1T20, com crescimento de receita em todos os segmentos. Na mesma base de comparação, o lucro líquido atribuído aos acionistas da B3 atingiu R$1,256 bilhão, aumento de 22,5%.

Destaques do 1T21

Segmento Listado: receita de R$1,893 bilhão (71,0% do total), 25,7% maior do que no 1T20. O resultado foi impulsionado pela recuperação do valor dos ativos no segmento de ações à vista, que no fim do 1T20 já sofriam com os efeitos do início da crise causada pela Covid-19, além dos novos IPOs que ocorreram ao longo dos últimos 12 meses, e por maiores volumes negociados nas plataformas, tanto em ativos de renda variável como em derivativos listados, reflexo de uma base maior de investidores e de volatilidade advinda de incertezas político-econômicas no período.

Segmento Balcão: receita de R$ 269,6 milhões (10,1% do total), aumento de 10,6% sobre o 1T20, refletindo o volume de emissões e o estoque de instrumentos de captação bancária registrados no 1T21, que cresceram 6,7% e 38,0%, respectivamente, em função, principalmente, do crescimento de emissões de CDB, que representaram 73,1% das novas emissões durante o trimestre. Já o estoque médio de instrumentos de dívida corporativa aumentou 1,8%, com as debêntures de leasing representando 23,6% do estoque médio de dívida corporativa no 1T21 (vs 29,9% no 1T20). Outro destaque do mercado de renda fixa foi o contínuo crescimento do Tesouro Direto (TD), cujo número de investidores e o estoque em aberto cresceram 21,3% e 3,1%, respectivamente.

Segmento Infraestrutura para Financiamento: R$122,1 milhões (4,6% do total), alta de 17,1%, em razão da retraída base de comparação do 1T20, fortemente abalado pelo início da pandemia de Covid-19 no país, e (i) correção anual dos preços pela inflação (IPCA) e (ii) crescimento dos novos serviços do segmento, em especial as operações da Portal de Documentos e a Plataforma Imobiliária.

Segmento Tecnologia, dados e serviços: receita de R$327,5 milhões (12,3% do total), alta de 24,8% sobre o 1T20. A quantidade média de clientes do serviço de utilização mensal dos sistemas do segmento Balcão aumentou 9,7%, resultado; principalmente, do crescimento da indústria de fundos no Brasil. A quantidade de TEDs processadas diminuiu 4,2%, devido à expansão da utilização do PIX em detrimento às TEDs no período

Reversão de Provisões: R$55,5 milhões (2,1% do total), explicado, principalmente, pela reclassificação da probabilidade de perda; de provável para possível, da disputa judicial com o Banco BMD. Tal reclassificação resultou em uma reversão de provisão de R$53,6 milhões no trimestre; a qual foi reconhecida contabilmente em parte como receita (impacto positivo não recorrente de R$55,5 milhões; e em parte como despesa (impacto negativo não recorrente de R$1,9 milhões).

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