Santander divulga sua carteira de ações recomendadas para maio

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Santander divulga sua carteira de ações recomendadas para maio

O Banco Santander divulgou sua carteira de ações recomendadas para maio, conforme relatório encaminhado ao mercado. Trata-se da Carteira Valor.

De acordo com o documento, o portfólio é composto por B3 (B3SA3), Bradesco (BBDC4), Grupo Notre Dame (GNDI3), Totvs (TOTS3), e Vale (VALE3).

Santander divulga sua carteira de ações recomendadas para maio

Santander: confira a tese:

B3 (B3SA3)

▪ Atualmente a B3 é a maior bolsa de valores da América Latina em valor de mercado, e a principal bolsa brasileira. Com uma capitalização de mercado (somando as empresas listadas) de mais de US$ 900 bilhões, a B3 conta com aproximadamente 340 companhias listadas. Entre as diversas mudanças ao longo de mais de um século de atuação, destacamos: (i) em 1935, quando foi rebatizada como Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa); (ii) em 2007, quando ocorreu o IPO da Bovespa; (iii) em 2008, quando se fundiu à Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), passando a ser chamada BM&F Bovespa; (iv) em 2017, quando foi rebatizada para B3, após a fusão com a Cetip.

▪ Vemos a B3 negociando a um valuation razoável de 25x P/L para 2021E, em linha com os pares globais. Nossa perspectiva para este ano é de que o volume diário médio siga em alta – estimamos volume diário médio em R$33 bilhões em 2021, aumentando 12% a/a e impulsionando a receita – o que, combinado com o bom histórico de entrega de resultados e desenvolvimento de novos produtos, justifica um nível de avaliação elevado.

▪ O volume financeiro no segmento de ações bateu diversos recordes em 2020. No 4T20, o volume diário registrou alta de 67,3% a.a. e lucro líquido de R$ 1,097 bilhão, +49,7% a.a. Estes resultados foram reflexo dos fortes ganhos na frente de Listed, com o número médio de investidores ativos em ações aumentando 99,2% a.a. Além disso, a B3 lucrou com a reversão de provisões de R$ 83,6 milhões referente à reclassificação de um processo judicial. Em suma, em nossa opinião, estes números refletem como a B3 está se beneficiando de um ambiente de taxas de juros mais baixas e maior penetração das aplicações financeiras pelos brasileiros.

▪ Além disso, a B3 provou ser não apenas um nome defensivo, mas um dos poucos nomes que realmente se beneficia do aumento da volatilidade, principalmente devido às baixas taxas de juros locais e o subsequente fluxo de recursos para renda variável. Acreditamos que os mercados de capitais podem continuar a apoiar os volumes diários. Espera-se que a série de IPOs e secundárias de 2020 continue ao longo de 2021 como foram no primeiro trimestre do ano.

▪ Interpretamos que a desvalorização de aproximadamente 17% de B3SA3 desde as máximas do ano, vistas no início de fevereiro, abriram oportunidade de compra sobre as ações. Calculamos preço-alvo de R$ 74,00/ação ao fim de 2021, um potencial de alta de 40%.

▪ Direcionadores: (i) implementação de novos produtos (entre eles o Contrato de Opção de Copom, Letra Financeira Garantida, plataforma de seguros, plataforma de energia e imobiliária); (ii) evolução positiva dos volumes diários; e (iii) crescente popularidade do tema de investimentos em renda variável no Brasil.

▪ Riscos: (i) risco de concorrência em ações e renda fixa; (ii) lançamento da CRT4 (plataforma de renda fixa de bancos de médio porte); (iii) discussão judicial sobre o reconhecimento de benefícios fiscais na amortização de ágios; (iv) reforma tributária e seu potencial impacto nos juros sobre o capital; e (v) mudanças regulatórias.

Bradesco (BBDC4)

▪ Com um preço-alvo de R$ 32,00 para o fim de 2021, o Bradesco se configura como a nossa principal recomendação (top pick) dentre as ações de Bancos. Uma combinação de: (i) melhor execução potencial em despesas com vendas & administrativas (esperamos uma redução de 2% a.a. em 2021), (ii) maior pagador de dividendos em 2021 entre os grandes bancos (rendimento esperado de ~10%), (iii) alto retorno potencial (~19% em relação ao preço-alvo) e (iv) alto valor (7% do valor de mercado) em provisões excedentes, criaram o ambiente certo para definir o Bradesco como nossa principal recomendação para os grandes bancos brasileiros.

▪ O Bradesco apresentou bons resultados para o 4T20, com lucro líquido de R$ 6,8 bilhões, +35% t.t e +2% a.a., 21% acima de nossas estimativas e 23% acima do consenso. O ROAE voltou ao nível pré-coronavírus (19,4%), em linha com o 4T19. Os principais destaques foram: (i) o crescimento da carteira de crédito acelerou para 12,4%; (ii) forte geração de receita, com margem com clientes e tarifas crescendo 4% t.t.; (iii) margem com mercado expandindo 41% a.a, (iv) provisões diminuindo 18% t.t. (+15% a.a.), enquanto o índice de cobertura permaneceu em robustos 403% (vs. 398% no 3T20). Adicionalmente, o Bradesco divulgou um forte guidance para 2021, implicando em crescimento de lucro de 10% vs. 2019 e 17% acima do consenso, o que deve levar a uma revisão para cima dos analistas de mercado, em nossa visão.

▪ O Bradesco apresentou sólidas tendências operacionais para o 4T20, corroborando nossa visão positiva sobre os bancos brasileiros. Vemos o Bradesco sendo negociado a 1,5x P/BV (2021E), enquanto nosso preço-alvo implica um múltiplo justo de 1,9x.

▪ Direcionadores: (i) decisões favoráveis ao setor em projetos relacionados a tributação e taxas de juros atualmente em discussão no Congresso; e (ii) uma retomada da economia mais rápida que o esperado.

▪ Riscos: (i) ameaças tecnológicas – “fuga” dos bancos tradicionais – devido ao risco dos bancos digitais e das fintechs; (ii) desaceleração econômica mais pronunciada que o antecipado, com efeitos aparentes nos índices de inadimplência do banco; e (iii) maior exposição (em relação

Grupo NotreDame Intermédica (GNDI3)

▪ Presente em apenas ~40% do mercado brasileiro (com uma participação de 18% contra nosso potencial estimado de 23%) e 30% ainda por vir (ou seja, mercados desocupados), a GNDI tem potencial significativo de ganho de participação no mercado de Saúde. Além disso, o Brasil tem (i) um mercado subpenetrado em termos de planos de saúde (22% da população), (ii) uma população em processo de envelhecimento, (iii) potencial para aumentos de preços de mais de 2x a inflação.

▪ A GNDI também poderia focar no segmento individual (16% da receita, contra 37% para a Hapvida), cujas margens/vantagens competitivas são maiores (em relação aos competidores não integrados verticalmente) do que o corporativo, criando oportunidades de crescimento de até 33%. O potencial de consolidação está apoiado (i) no seu modelo rentável e replicável, baseado na verticalização (70% contra 90% da Hapvida) e (ii) um mercado fragmentado que ainda se encontra nas fases iniciais de coordenação, alinhamento e prevenção em termos de saúde.

▪ No último dia 08 de janeiro a Hapvida tornou pública a intenção de unir suas operações com a GNDI numa operação de troca de ações. A possível fusão, que criaria uma empresa combinada com o dobro de participação de mercado (para 17,7%) e presença nacional, foi bem recebida pelos investidores. De acordo com nossos analistas setoriais, as sinergias poderiam ter um Valor Presente Líquido de R$ 22,5 bilhões de reais, além de fortalecer a posição das empresas em SP/MG e reduzir o risco de concorrência. Apesar da forte valorização recente, seguimos otimistas com a GNDI, pois acreditamos que a operação seria aprovada pelo CADE e traria benefícios de longo prazo para a companhia combinada.

▪ No geral, os resultados de GNDI no 4T20 ficaram em linha com as nossas estimativas (+1% no EBITDA ajustado e -7% no lucro líquido ajustado, ou + 6% e + 26% a/a, respectivamente). O destaque foi o caixa G&A, redução de 0,7 pp a.a. (vs. 0,4 pp no 3T20) nas sinergias de aquisições. Do lado negativo, a receita líquida ficou 3% abaixo do esperado, principalmente devido ao menor crescimento de tickets (2,9% a.a. vs. 3,8% no 3T20), em parte devido a renegociações pontuais e postergação de reajustes de preços no SME e afinidade. O caixa MLR cresceu um pouco mais do que o esperado (3,4 pp para 71,4%), devido à queda na receita, a retomada dos procedimentos eletivos e um aumento nos casos Covid-19. O foco do investidor agora está na conclusão da fusão com a Hapvida (pendência de aprovações dos acionistas e antitruste).

▪ Direcionadores: (i) potencial crescimento orgânico e inorgânico, através de operações de Fusões & Aquisições (M&As); (ii) crescimento por meio de planos individuais; e (iii) retomada dos empregos formais.

▪ Riscos: (i) aumento da concorrência; (ii) execução de M&As; (iii) aumento da sinistralidade médica; (iv) alterações regulatórias; (v) desaceleração econômica prolongada; e (vi) aumento de custos relacionados à pandemia.

Totvs (TOTS3)

▪ Fundada em 1983, a Totvs é uma das principais empresas de software no Brasil. Possui uma gama variada de produtos, de ERP à BI, com soluções para E-commerce, além serviços de consultoria e treinamentos.

▪ A TOTVS apresentou bons resultados no 4T20, com receita crescendo 19% a.a. (em linha com nossas estimativas e consenso). O EBITDA ajustado atingiu R$ 164 milhões, um aumento de 40% a/a (superando nossas estimativas em 3% e o consenso em 9%), levando a uma expansão de margem EBITDA de 340 bps a.a. para 23,8%. No segmento de tecnologia, as receitas aumentaram 10% a.a. (acelerando de +9,4% a/a no 3T20) e a margem EBITDA ajustada atingiu 23,2%, aumentando de 20,4% no ano passado. A divisão “Supplier” surpreendeu positivamente, alcançando uma margem EBITDA de 32%. O desempenho das ações nas últimas semanas tem sido forte, mas continuamos vendo espaço para NOVAS revisões para cima nos lucros a partir de fortes tendências em todos os segmentos de atuação. Apesar das expectativas de uma competição acirrada na indústria de software por alvos de aquisição, acreditamos que ainda exista oportunidades para a empresa expandir seu portfólio na divisão de “Business Performance”, pois também esperamos que a administração continue entregando seu forte histórico de M&A e avance mais com atividades de cross-selling.

▪ O anúncio da aquisição do player de marketing digital RD por R$ 1,8 bilhão (~10x as vendas) foi o grande destaque do Totvs Investor Day realizado no dia 09 de março. A administração também forneceu atualização sobre o seu principal software e sobre a divisão Techfin. Para sistemas de gerenciamento, há espaço para receita contínua de dois dígitos devido ao aumento da penetração do software na base da pirâmide, vendas incrementais, vendas cruzadas e nuvem. O desempenho da Techfin permanece sólido com novos serviços ramp-up e fortes tendências de fornecedores. Embora vejamos upside limitado para o nosso preço-alvo após a alta das ações (+53% nos últimos 12 meses), vemos espaço para uma nova reclassificação conforme a TOTVS se torna mais ativa em iniciativas de comércio digital e de Fintech.

▪ Mesmo sem ter adquirido a Linx em recente disputa com a Stone, acreditamos que a Totvs continua apresentando sólidas perspectivas financeiras e continuará crescendo tanto organicamente com o lançamento de novos produtos, quanto via a aquisição de outras empresas (M&A) com soluções complementares às suas, com enfoque principalmente no segmento de Business Performance.

▪ Direcionadores: (i) atividades de M&A; (ii) recuperação econômica mais rápida que o esperado; (iii) uma constante reavaliação das ações, já que apesar das altas recentes, TOTS3 está sendo negociada com desconto para os pares globais de software; e (iv) parceria entre a Moddo e o Mercado Livre.

▪ Riscos: (i) concorrência mais forte do que o esperado de competidores estrangeiros; (ii) desaceleração macroeconômica prolongada, com impactos que incluem menores orçamentos de gastos com tecnologia para empresas, número de efetivo reduzido e redução de licenças de software; e (iii) experiência limitada em empréstimos (uma nova frente de crescimento da companhia).

Vale (VALE3)

▪ Mesmo com os efeitos da pandemia do coronavírus, acreditamos que a Vale está em boa posição dentro da indústria global de minério de ferro, sua divisão mais importante. Esperamos que a demanda por minério de ferro de alta qualidade continue elevada no curto prazo, em decorrência de medidas de estímulos econômicos adotados na China, como a priorização de obras de infraestrutura, por exemplo, beneficiando a empresa devido ao incremento do projeto S11D (localizado no município de Canaã dos Carajás, no sudeste do Pará), que aumentou a oferta da commodity de maior qualidade da companhia.

▪ No dia 4 de fevereiro a Vale assinou um acordo bilionário com o Estado de Minas Gerais para reparação dos danos ambientais e sociais decorrentes do rompimento da barragem B-1, ocorrido em 25.01.2019 em Brumadinho (MG). O Acordo Global tem o valor econômico de R$ 37,7 bilhões, contemplando projetos de reparação socioeconômica e socioambiental. Apesar do alto valor envolvido, acreditamos que o acordo celebrado melhora a visibilidade em relação aos impactos financeiros totais dos quais a empresa arcará, reduzindo a incerteza em relação ao tema.

▪ Para o 1T21, a Vale publicou EBITDA ajustado de US$ 8,5 bilhões (178% a.a. e -7% t.t.), em linha com as estimativas de consenso. No geral, a empresa apresentou sólidos resultados operacionais, com EBITDA recorde para um primeiro trimestre, uma vez que os volumes sazonalmente mais fracos foram parcialmente compensados pelos preços mais altos do metal. A Divisão de Ferrosos continua sendo o principal destaque positivo, principalmente devido aos preços mais altos do minério de ferro e prêmios de qualidade no trimestre. O FCF foi forte em US$ 5,8 bilhões (alta de 20% no trimestre), reduzindo a dívida líquida expandida, que passou de US$ 13,3 bilhões no 4T20 para US$ 10,7 bilhões no 1T21. Com os preços do minério de ferro persistindo nos níveis máximos e a dívida líquida expandida diminuindo para US$ 10 bilhões, vemos potencial para dividendos mais altos no 2S21.

▪ Apesar do desempenho destacado no acumulado dos últimos 12 meses, somos compradores de qualquer redução no preço das ações da Vale, devido ao seu forte balanço e a sólida geração de caixa. Temos uma visão positiva dos preços do minério de ferro nos próximos anos, pois (i) vemos tendências positivas de demanda da China e (ii) as incertezas relacionadas a oferta global da commodity podem sustentar os preços em níveis elevados.

▪ Além disso, recentemente, o Conselho de Administração da Vale decidiu restabelecer a política de remuneração aos acionistas (suspensa desde janeiro de 2019). Para nós, isso pode indicar maior confiança da empresa nas operações e a redução das incertezas nos negócios em que atua. O anúncio de pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio, representa um yield de 4% (valor bruto de R$ 4,26/ação) com base nos resultados do 2S20.

▪ Acreditamos que o nosso preço-alvo de R$120,00/ação comparado com o preço atual é atraente para investimento na empresa, dada nossa premissa de preços de minério de ferro mais fortes por mais tempo produzindo um fluxo de caixa forte e rendimento de dividendos.

▪ Direcionadores: (i) retomada mais forte da atividade industrial na China; (ii) elevação dos preços do minério de ferro; e(iii) fechamento de um acordo para reparação dos danos em Brumadinho (MG).

▪ Riscos: (i) redução significativa na produção de aço chinesa, levando a uma queda da demanda por minério de ferro, considerando que a China representa aproximadamente metade da demanda global por esse produto; (ii) aumento significativo de passivos relativos ao rompimento da barragem de Brumadinho; (iii) rápida valorização do real, que pode aumentar os custos caixa do minério de ferro medidos em dólares; (iv) queda nos preços do níquel e cobre; e (v) adições inesperadas de capacidade pelos concorrentes.

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