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Mulheres em Ação

Mulheres são as mais afetadas pela pandemia

Data da publicação

Grazieli Binkowski é Jornalista, formada pela PUCRS, com uma especialização em Gestão Estratégica pela UFRGS. Tem transitado pelo mercado financeiro desde a universidade, quando começou a colaborar com o Acionista.com.br. Também tem uma história longa com Organizações Não-Governamentais. Acredita que a profissão que escolheu não é só um ganha pão. E essa impressão tem ficado cada vez mais forte ao passar dos anos. E foi por isso que surgiu o Mulheres em Ação.

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Sintomas de depressão, ansiedade e estresse. Maior consumo de drogas ilícitas, de cigarros, de medicamentos e de alimentos. Esses foram os comportamentos mais nefastos resultantes da pandemia, e as mulheres fazem parte do grupo mais afetado, segundo uma pesquisa conduzida pelo Instituto de Psiquiatria e pela Faculdade de Medicina da USP.

Três mil voluntários foram ouvidos pela equipe do neuropsicólogo Antônio de Pádua Serafim. O estudo foi realizado entre maio e junho de 2020 com homens e mulheres de 26 Estados brasileiros e do Distrito Federal. Os resultados mostraram que as mais afetadas emocionalmente foram as mulheres, respondendo por 40,5% de sintomas de depressão, 34,9% de ansiedade e 37,3% de estresse.

“Embora a pesquisa não tenha detalhado as razões que levaram as mulheres a terem maior sofrimento psíquico, a literatura médica vem mostrando que são elas que têm maiores impactos pelas condições sociais em que vivem. A pandemia só acirrou essa situação”, relatou o neurologista em reportagem publicada pelo Uol.

De acordo com Serafim, diversas circunstâncias comuns ao dia a dia das mulheres geram estresse e podem ser gatilhos detonadores de doenças mentais. São elas: dupla jornada, acompanhar o desenvolvimento escolar dos filhos, conviver com mais pessoas e preocupações dentro de casa, além das questões relacionadas ao próprio vírus – iminência de contaminação, necessidade de mudanças de hábitos de higiene, redução de convívio social, familiares adoecidos.

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A análise dos dados ressaltou que o sofrimento psíquico também atingiu quem morava sozinha e não tinha filhos. Os níveis mais elevados de estresse, depressão e ansiedade foram relatados por mulheres nestas condições, situação que, provavelmente, estivesse associada a outras variáveis consideradas pela pesquisa e que poderiam estar contribuindo para o adoecimento das entrevistadas: muitas delas estavam desempregadas, tinham histórico de doenças crônicas (25,9%) e relataram ter tido contato com pessoas com diagnóstico de covid-19 (35,2%).

Uma das hipóteses levantadas pelo pesquisador foi que a pandemia tenha deixado esse grupo mais vulnerável a um estado de falta de perspectivas e incertezas quanto ao futuro, o que teria causado mais sensações de desconforto, angústia, ansiedade e desamparo. O resultado da pesquisa foi publicado dia 3 de fevereiro na Plos One sob o título Exploratory study on the psychological impacto of covid-19 on the general Brazilian population.

Fonte: Matéria publicada pela editoria de Equilíbrio – Sessão Viva Bem do Uol Notícias.

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Grazieli Binkowski é Jornalista, formada pela PUCRS, com uma especialização em Gestão Estratégica pela UFRGS. Tem transitado pelo mercado financeiro desde a universidade, quando começou a colaborar com o Acionista.com.br. Também tem uma história longa com Organizações Não-Governamentais. Acredita que a profissão que escolheu não é só um ganha pão. E essa impressão tem ficado cada vez mais forte ao passar dos anos. E foi por isso que surgiu o Mulheres em Ação.

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