A Moody’s elevou a nota de crédito global da Samarco de “B3” para “B2” e revisou a perspectiva de estável para positiva.
Os analistas Bárbara Mattos e Marcos Schmidt destacaram que a elevação reflete a melhoria no fluxo de caixa operacional da mineradora após a expansão de suas operações no final de 2024.
A nova classificação também considera o acordo final sobre o desastre de Mariana (MG), assinado em outubro, que trouxe maior previsibilidade sobre os desembolsos e reduziu os riscos associados ao caso.
A perspectiva positiva se baseia na expectativa da agência de que as operações da Samarco continuarão a melhorar, com redução de custos de produção e fortalecimento da geração de caixa, conforme publicado pelo Valor.
Política monetária pressiona margens e atrasa expansão de empresas, diz Moody’s
O aumento dos juros no Brasil, a alta da inflação e a forte depreciação cambial pressionaram o fluxo de caixa e devem reduzir a rentabilidade das companhias em 2025. Esse cenário envolvendo a política monetária pode limitar a capacidade das empresas de cumprir suas obrigações financeiras, de acordo com a Moody’s.
Os analistas da casa destacaram que a desvalorização do real terá impacto maior sobre organizações que dependem de uma moeda local forte para manter seu fluxo de caixa, além daquelas com grande parte da dívida denominada em dólares.
“Setores com alta alavancagem, como o imobiliário, serviços públicos e telecomunicações, são particularmente vulneráveis, pois geralmente dependem de financiamento baseado em dívida local significativa para manter suas operações e gastos de capital”, comentaram os analistas, segundo o Valor.
A agência de classificação de risco apontou que empresas como Azul, Usina Coruripe Açúcar e Álcool e Oceânica Engenharia e Consultoria estão entre as mais afetadas por esse cenário.
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