MANHÃ DO MERCADO: Noticiário morno e mercados com viés de baixa

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INTERNACIONAL: Bolsas oscilam e dólar recua em manhã indefinida

Ações europeias caem e S&P futuro tem baixa discreta, após ensaiar alta mais cedo, enquanto investidores avaliam riscos para a retomada econômica durante uma pandemia que ainda persiste em escala global. Na China, bolsa de Xangai avançou pelo 7º dia em meio a esforços dos reguladores para aumentar a atratividade das ações e diante da esperança de uma recuperação da 2ª maior economia do mundo. Futuros de minério de ferro ampliam ganhos em meio a sentimentos de risco positivo, impulsionados pela demanda de aço resiliente e pelo otimismo econômico subjacente que alimenta os mercados da China. Petróleo opera de lado, em torno de US$ 40 após API indicar alta dos estoques; cobre e níquel têm variações modestas em Londres.

ECONOMIA/PODER: Números da arrecadação federal indicam que o país pode fechar o quinto mês seguido de retração nas receitas

• Congresso e governo negociam solução para manter a desoneração da folha de pagamento para 17 setores que são grandes empregadores, após o presidente Jair Bolsonaro ter vetado a prorrogação do benefício. Segundo líderes do Legislativo, há espaço para que a equipe econômica apresente uma alternativa à medida. No entanto, caso não haja acordo para um novo projeto, há a possibilidade de que o veto presidencial seja derrubado pelos parlamentares. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), se manifestou a favor da manutenção do benefício. (O Globo)

• O Ministério da Economia iniciou processo que pode mudar radicalmente as compras governamentais. A ideia em discussão é a criação de uma central de compras ao estilo dos “marketplaces” privados para que os fornecedores do governo já deixem na prateleira seus produtos que poderão ser adquiridos. Essa central poderá inclusive ser ligada a marketplaces particulares, ampliando a oferta de produtos que poderão ser adquiridos pelo governo. (Valor)

• O secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, defendeu que, na discussão do Renda Brasil, o novo programa social em gestação no governo, também se debata o redirecionamento de recursos públicos hoje dados à parcela mais rica da população, como servidores públicos de carreiras bem remuneradas. (Valor)

• Os números da arrecadação federal indicam que o país pode fechar o quinto mês seguido de retração nas receitas, agravando o cenário de déficit das contas públicas em 2020. Dados prévios colhidos no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) apontam até agora para queda aproximada de 25%, mas os números podem variar conforme são atualizados até o fim do mês. As quedas são observadas em itens como o IPI e Imposto sobre a Importação. Tributos aplicados sobre as operações das empresas, como o Cofins, também mostram retração. (Folha)

• O presidente Jair Bolsonaro afirmou ontem que contraiu o novo coronavírus, após realizar novo exame para detectar o vírus na segunda-feira. “Estou perfeitamente bem”, afirmou Bolsonaro, ao anunciar, de máscara, o resultado positivo para Covid-19 em entrevista para CNN Brasil, Record e TV Brasil no Palácio da Alvorada. O presidente decidiu realizar o teste após sentir sintomas leves: febre baixa e tosse. Em nota, a assessoria do Palácio do Planalto disse que Bolsonaro “mantém bom estado de saúde”. (Folha)

EMPRESAS: MRV teve vendas recordes entre abril a junho mesmo com a quarentena

AZUL (AZUL4) GOL (GOLL4): A Câmara aprovou ontem o texto-base da MP que prevê socorro a companhias aéreas e a possibilidade trabalhadores do setor sacarem recursos do FGTS. A aprovação se deu em votação simbólica. Hoje, os deputados deverão apreciar sugestões de mudanças. Depois, a proposta segue ao Senado. Se não houver alterações, vai à sanção presidencial. A MP, que perde validade em 16 de julho, foi desenhada para apoiar companhias aéreas, que viram uma queda brusca em suas receitas por causa da redução de fluxo de viagens em decorrência da pandemia do novo coronavírus.

AZUL (AZUL4) GOL (GOLL4): O BNDES espera estar pronto para assinar o acordo de capitalização das empresas aéreas Azul e Gol até o fim desta semana, conforme fonte próxima ao governo. A definição dos termos com o banco público é o primeiro passo para que as companhias possam estruturar as captações. Pelo modelo, elas poderão levantar até R$ 2 bilhões cada, com participação do banco de fomento de até R$ 1,2 bilhão. A Azul deve ser a primeira a utilizar os recursos, pois está dedicada a essa operação, enquanto Gol também avalia outras formas de fortalecer seu caixa.

E-COMMERCE (ICON): Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), desde o início da pandemia mais de 135 mil lojas aderiram às vendas pelo comércio eletrônico para continuar vendendo e mantendo-se no mercado. A média mensal antes da pandemia era de 10 mil lojas por mês. A instituição diz que os setores mais aquecidos na abertura de estabelecimentos virtuais são os de moda, alimentos e serviços. “É importante ressaltar que essas 135 mil são lojas ativas e que realmente têm produtos/serviços para oferecer. Ou seja, um número gigante de lojas realmente ativas e vendendo”, diz o presidente da ABComm, Maurício Salvador. Em junho, a associação observou aumento de reclamações relacionadas à demora de entrega de infraestrutura das lojas virtuais. Uma das maiores empresas do ramo, a Vtex, chegou a fazer, ainda em maio deste ano, uma transmissão ao vivo para clientes explicando falhas relativas ao aumento de demanda da sua plataforma Loja Integrada, que atende pequenos varejistas.

ELETROBRAS (ELET3): Na tentativa de tirar da inércia a privatização da Eletrobras, o governo negocia duas mudanças no projeto que está no Congresso: o ressurgimento da “golden share” (ação de classe especial que dá alguns direitos de veto ao governo) e a criação de um fundo destinado especificamente para investimentos na região Norte. Esse movimento vem sendo costurado pela equipe do presidente Jair Bolsonaro com parlamentares. É uma estratégia para desengavetar a capitalização da empresa, cujo processo está parado Câmara. A proposta do governo Michel Temer era privatizar a Eletrobras, mantendo uma ação de classe especial nas mãos da União. Na gestão Bolsonaro, uma nova proposta foi enviada ao Congresso sem a “golden share”, que não contava com simpatia na equipe econômica. Diante da resistência dos parlamentares, a possibilidade agora é reavaliada pelo governo para mover as “placas tectônicas” do Congresso e destravar a privatização, que nunca encontrou um ambiente favorável na Casa.

MRV ENGENHARIA (MRVE3): A MRV teve vendas recordes entre abril a junho mesmo com a quarentena, de acordo com relatório operacional preliminar. As vendas líquidas atingiram R$ 1,813 bilhão no segundo trimestre de 2020, alta de 37,4% em relação ao mesmo período de 2019. A velocidade de vendas (quantidade de unidades vendidas diante do estoque total) chegou a 19,7%, a maior marca desde o fim de 2017. Segundo a MRV, a procura dos clientes continuou em patamares elevados nos últimos meses, apesar da pandemia. Mas, além disso, a companhia tem recorrido a outras formas de reforçar o escoamento da produção de seus canteiros. Uma delas é a oferta de descontos médios na ordem de 5% para deixar a venda mais atrativa. Outro ponto foi a aceleração do desenvolvimento da sua plataforma de vendas online, o que ajudou a contornar as dificuldades de atrair clientes durante a quarentena. O recorde de vendas no trimestre foi obtido apesar do forte recuo de 47,9% dos lançamentos, chegando a R$ 942 milhões. Em termos de unidades, houve uma queda de 51,7%, para 5.349 unidades.

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