O Ibovespa, principal índice acionário brasileiro, fechou a sessão desta terça-feira (25) com alta de 0,46%, aos 125.979,50 pontos. O dólar comercial caiu 0,05%, a R$ 5,75.
A recuperação do Ibovespa, após sofrer perdas severas na sessão de véspera, teve apoio no resultado do IPCA-15, que veio mais fraco que o esperado. O recuo nas taxas de DI também ajudou alguns setores mais sensíveis aos juros.
O Gráfico DXY, índice do dólar nos EUA, fechou com baixa de 0,28%, a US$ 106,30.
Conforme dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados nesta terça-feira, o IPCA -15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) – considerado a prévia da inflação – teve um aumento de 1,23% em fevereiro, após um crescimento fraco de 0,11% em janeiro.
Em doze meses, a inflação acelerou de 4,5% para 4,96%. Os preços da energia elétrica lideraram a alta com valorização de 16,33%. Os preços do setor estavam menores em janeiro devido ao bônus energético de Itaipu.
“Outro destaque foi para o grupo da Educação, que trouxe a maior variação devido aos gastos mais elevados nesse período com material escolar, matrículas escolares, entre outros”, salientou Fábio Louzada, economista, planejador financeiro e fundador da Eu me banco Educação.
Além disso, a questão fiscal e as perspectivas com gastos do governo federal também movimentaram o mercado. O pagamento do programa Pé-de-Meia, para estudantes do ensino médio, começou nesta terça-feira. Além disso, o governo também já garantiu que haverá liberação do FGTS, fatores que, segundo análise de Fernando Bresciani, analista de investimentos do Andbank.
“Com essa atitude do Lula, é possível maquiar um cenário de contração, de dificuldade na economia, mas tem que torcer para dar certo, porque se não der, a inflação vai estar muito mais alta e o Banco Central vai ter mais dever de casa para fazer”, afirmou.
No radar corporativo, as ações da Embraer (EMBR3) subiram, após o anúncio da companhia japonesa ANA Holdings sobre a encomenda de pelo menos 77 aeronaves, das quais 20 serão da fabricante brasileira com investimento previsto de US$ 14 bilhões.
“Em dia de queda do minério de ferro e do petróleo, ações dos setores são penalizadas. Entre as quedas, estão Petrobras, PetroRecôncavo, Brava Energia e Vale. Outra queda é de Camil, que caiu depois que o JP Morgan cortou a recomendação para os papéis”, ressaltou Louzada.
Já na ponta positiva do Ibovespa, o recuo dos juros futuros hoje após dados do IPCA-15, impulsionou as ações do setor de varejo como Magalu, Assai, GPA (Grupo Pão de Açúcar) e Petz.
A Azul (AZUL4) liderou os ganhos do Ibovespa, avançando 8,47%. Logo atrás, Magalu (MGLU3) e Locaweb (LWSA3) registraram altas de 7,42% e 7,14%, respectivamente.
Já na ponta negativa, MRV (MRVE3) liderou as perdas, caindo 4,67%. Em seguida, vieram Hapvida (HAPV3) e Yduqs (YDUQ3), com perdas de 4,48% e 4,42%.
Altas e Baixas do Ibovespa: Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4) derretem
No setor petrolífero, as ações da Petrobras (PETR3;PETR4) recuaram 0,86% e 0,45%, respectivamente. Prio (PRIO3) desvalorizou 0,19%.
Entre as mineradoras e siderúrgicas, a Vale (VALE3) caiu 0,97%. Gerdau (GGBR4) registrou alta de 0,31%. Usiminas (USIM5) valorizou 1,55%.
No setor bancário, Itaú (ITUB4) e Banco do Brasil (BBAS3) operaram com altas de 1,01% e 1,51%, respectivamente. Bradesco (BBDC4) e Santander (SANB11) seguiram com valorização 1,20% e 0,65%, em sequência.
Entre as varejistas, Magazine Luiza (MGLU3) subiu 6,99%. As ações das Lojas Americanas (AMER3) avançaram 3,76%. Casas Bahia (BHIA3) valorizou 0,70%.
Índices do exterior fecharam opostos
Os principais índices europeus tiveram desempenhos mistos nesta terça-feira (25). O índice DAX, de Frankfurt, valorizou 0,05%, enquanto o CAC 40, de Paris, recuou 0,49%. Já o índice pan-europeu Stoxx 600 subiu 0,13%.
Em Wall Street, os índices S&P 500 e Nasdaq recuaram 1,35% e 0,47%, respectivamente. Já o Dow Jones avançou 0,37%.
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