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Diversificação de investimentos não é pulverização

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Você certamente já ouviu falar do velho jargão do mercado financeiro que diz: “Não se deve deixar todos os ovos em uma cesta só”. Ele é utilizado frequentemente para deixar claro, a importância da diversificação nos investimentos. 

Mas há que se tomar cuidado quando se fala em diversificação, para não cair no erro da pulverização dos ativos de uma carteira. 

A diversificação pode ocorrer de diferentes formas, aqui mostro 3 tipos comuns: 

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  • A escolha de composição com ativos diferentes dentro da mesma classe (ex. títulos do tesouro, CDBs e LCASs para uma carteira de Renda Fixa) 
  • A utilização de instituições diferentes para ativos de mesmo tipo (Ter CDBs do Banco X ou Banco Z, LCIs da Empresa A ou da Empresa B) 
  • Ou a utilização de ativos de classes diferentes e também de instituições diferentes (FIIs de gestoras diferentes, Ações de segmentos ou empresas distintas, Títulos de renda fixa diferentes, como LCIs, Fundos de RF, Tesouro Direto, de instituições emissoras diferentes)

Todas têm a função de diminuir os riscos à limites mais aceitáveis, em conformidade com o Perfil do investidor (Suitability) e buscando a melhor rentabilidade possível.

A Correlação de ativos

Mas para tal é importante também entender que ter uma diversificação não significa ter ativos que apresentem uma baixa correlação.

A correlação é uma medida estatística que varia em uma escala que vai do -1 ao +1. Isso quer dizer que em uma correlação perfeitamente positiva (+1), dois ativos se comportam de maneira idêntica e por isso tem valor +1. 

Já uma correlação perfeitamente negativa quer dizer que dois ativos se comportam de maneira totalmente contrária e por isso tem valor igual a -1. Na prática correlações perfeitas são muito raras e pouco prováveis mas pode-se obter valores próximos a elas. 

Se tivermos dois ativos distintos na carteira, quando um tem a tendência a alta, o outro deve caminhar no sentido contrário, tendo assim uma correlação próxima de -1. Como por exemplo o Dolar (PTAX) e as ações (IBOVESPA), quando um sobe o outro tende a cair e vice versa.    

Isso pode parecer contra intuitivo, porque queremos sempre ganhar e ter rentabilidades maiores. Mas não podemos esquecer que se investirmos em dois ativos com baixa correlação (próximo de +1), na mesma medida que se pode ganhar muito em caso de valorização de ambos, pode-se também amargar prejuízos consideráveis em caso de quedas, o que não é um bom negócio. 

Aqui vemos o grande sentido da diversificação, o equilíbrio!

Mas não se deve incorrer no erro de buscar se construir uma carteira mais diversificada colocando nela muitos ativos distintos, em número exagerado. 

Isso irá trazer a pulverização dos ativos, podendo levar a obtenção de rentabilidades menores que o esperado e ainda não diminuir riscos como se esperava. 

Uma carteira bem balanceada com baixas correlações e um número adequado de ativos irá certamente trazer bons benefícios. 

Não existe um número padrão

Não existe um número mágico para o numero de ativos ideal e isso também depende muito do tipo de carteira e do perfil de investimento. Ter o suporte de um Assessor de Investimentos para essa construção de carteira é a melhor opção.

Mas como orientação geral ao investidor, em minha opinião, uma carteira Conservadora, que dispõe da maioria de produtos de Renda Fixa e um pouco de Multimercado, de 4 a 6 produtos estão de bom tamanho. 

Para carteiras Moderadas, que já contam com produtos de um risco um pouco maior, de 8 a 10 produtos trará uma boa diversificação. Mas isso não significa que ter 6, por exemplo, seja completamente inadequado. Como eu disse, depende muito do tipo de carteira e do perfil do investidor. 

Já para carteiras arrojadas ou agressivas, onde podem exister também carteiras especificas de ações e/ou de fundos imobiliários, pode haver a necessidade de maior quantidade de ativos. Neste caso há que se estudar com mais calma, entretanto de 15 a 20 ativos é um bom ponto de partida.

E não se esqueça que utilizar apenas um ativo ou dois ativos da mesma instituição financeira não é adequado para se balancear risco e retorno, portanto considere sempre a diversificação em seus investimentos.

Se tiver alguma sugestão de tema ou quiser que eu escreva sobre temas específicos do mundo dos investimentos não deixe de me enviar uma mensagem.

E se quiser ler mais sobre investimentos, veja meu artigo sobre “Porque a Renda Fixa pode apresentar valores de rentabilidade negativa”, clicando aqui.

Sucesso em seus investimentos!

“Com educação financeira se vai mais longe”

Luis Botelho

Luis Botelho

Formado e Mestrado em Engenharia, Assessor de Investimentos credenciado na CVM, Mentor e Educador Financeiro, certificado em Inteligência Financeira, Certificação CPA-20 (ANBIMA) e é membro da ABEFIN. Com 15 anos dedicados a programas de educação é também Palestrante, onde atou no SBT, Honda, FMU, Grupo Petrópolis, Comgás e Lello. Redes sociais: Instagram: @inspiratori73 Facebook: inspiratorief Website: www.inspiratori.com.br E-mail: [email protected]

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