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Cresce número de mulheres em cargos de liderança na Europa e no Brasil

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Índice de Diversidade de Gênero, elaborado pela Kantar, indica, porém, que ainda há muito a ser feito para aumentar a participação feminina nas empresas do continente. No Brasil, o cenário é parecido, com avanços, mas um longo caminho ainda pela frente

Países europeus costumam ser considerados avançados em questões de gênero, quando comparados com o resto do mundo. Mas mesmo neles, apesar de progressos recentes, ainda há muito a ser feito. De acordo com a mais nova edição do Índice de Diversidade de Gênero (IDG), elaborado pela Kantar, apenas 10% das 668 maiores empresas do continente com ações em Bolsa têm lideranças com equilíbrio de gênero.

O índice mede a participação feminina em diferentes níveis de governança, em companhias de diferentes indústrias, em 18 países. O objetivo é promover boas práticas de gestão e reconhecer os esforços e avanços das companhias que promovem a igualdade de gênero.

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Ainda que o percentual de empresas com participação equilibrada de homens e mulheres em cargos de gestão seja baixo, o estudo da Kantar indica que avanços importantes vêm sendo feitos. Entre 2012 e 2020, por exemplo, o percentual de mulheres em posição de liderança, como executivas ou fora do meio corporativo, dobrou de 10% para 20%.

Há, contudo, diferenças significativas entre os países estudados. Enquanto o percentual de mulheres em cargos de liderança chega a 25% em países como Irlanda, Suécia, Noruega e no Reino Unido, não passa dos 13% na Itália, na República Tcheca e na Alemanha.

Os países europeus com maior IDG são Noruega, França e Reino Unido, com pontuações de 0,74, 0,67 e 0,64, respectivamente, em uma escala em que 1 representa o balanço ideal entre homens e mulheres em posição de comando. A média das 668 companhias estudadas, nos 18 países europeus, foi de 0,56. Os piores colocados no ranking foram Polônia (0,38), Suíça (0,39) e Luxemburgo (0,41).

Entre as boas notícias, o estudo aponta o crescimento substancial do número de empresas com IDG considerado elevado (acima de 0,8), que dobrou, de 30 para 62. O percentual de companhias que registraram algum tipo de avanço também surpreendeu: 60%. Nos demais casos, em que houve redução do índice, ela foi inferior a 0,1 ponto.

O IDG deste ano traz ainda informações mais detalhadas sobre a participação feminina em posições de comando. Em parceria com a European Women on Boards, a Kantar conseguiu mapear as diferenças de acordo com o nível hierárquico. Uma das descobertas foi a de que as mulheres continuam sub-representadas, principalmente na diretoria das empresas, onde ocupam apenas 14% das vagas. Em compensação, cerca de um terço das corporações estudadas já tem 40% ou mais do conselho de administração composto por mulheres.

A representatividade das mulheres em cargos de direção, de certa forma, se reflete sobre a forma como as companhias tratam a pauta da diversidade em sua comunicação e também na forma como são percebidas. De acordo com a pesquisa #WhatWomenWant? (o que as mulheres querem?), da Kantar, companhias de indústrias como a da moda e da beleza são vistas como promotoras da igualdade de gêneros por mais de 60% dos entrevistados. Já as indústrias de automóveis e de cerveja são avaliadas da mesma forma por não mais de 45%.

Cenário brasileiro

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No Brasil, os números são diferentes, mas os avanços e desafios são semelhantes. O país foi avaliado em 2019 em outro estudo da Kantar, o índice Reykjavik, que mede o quão confortável a sociedade se sente com mulheres e homens em posições de liderança.

Em uma escala que vai de zero a 100, o Brasil alcançou os 66 pontos. O resultado foi considerado relativamente elevado, na comparação com países do G7, o grupo de economias mais desenvolvidas do mundo. Canadá e França, os primeiros colocados, fizeram 77 pontos, enquanto Itália, Alemanha e Japão, os últimos, tiveram 68, 69 e 70, respectivamente. Entre os países avaliados, Rússia (53) e China (48) foram os piores.

Um dos principais achados do levantamento foi o de que 52% das pessoas no Brasil se sentiriam muito confortáveis em ter uma mulher como chefe de governo. O índice, porém, cai no mundo corporativo. Segundo o estudo da Kantar, apenas 41% se sentiriam muito confortáveis em ter uma mulher como CEO de uma grande empresa.

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