O Carnaval de 2025 deve gerar um impacto econômico de mais de R$ 12 bilhões no Brasil, um crescimento de 2,1% em relação ao ano anterior, segundo estimativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O período se consolida como um dos principais motores da economia criativa e do setor de serviços no país.
Bares e restaurantes lideram as receitas do período, com previsão de arrecadação de R$ 5,4 bilhões, seguidos pelos serviços de transporte, que devem movimentar R$ 3,3 bilhões, e pela hospedagem, com R$ 1,3 bilhão em faturamento. Além disso, o evento deverá criar mais de 32,6 mil empregos temporários, com destaque para o setor de alimentação, que concentrará mais de 22,8 mil vagas.
Com o aquecimento da economia durante a folia, pequenos empreendedores encontram oportunidades para crescer, especialmente nos segmentos de moda, alimentação e turismo. No entanto, segundo especialistas, a chave para manter o faturamento ao longo do ano está na formalização dos negócios.
Profissionalismo e credibilidade no empreendedorismo sazonal
Mesmo em negócios voltados para um período específico, como o Carnaval, a profissionalização é um fator essencial para gerar credibilidade e diferenciação no mercado. Segundo Rafael Caribé, CEO da Agilize, a forma como um empreendedor administra seu serviço, mesmo que temporário, pode definir o sucesso e a possibilidade de expansão para outras oportunidades.
“Mesmo em um negócio sazonal, atuar com profissionalismo faz toda a diferença. Quem trata o cliente com seriedade, oferece um produto ou serviço de qualidade e tem uma operação organizada aumenta as chances de fidelizar consumidores e gerar novas oportunidades, seja para outros eventos ou mesmo para um negócio fixo no futuro”, explica Caribé.
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Formalização e crescimento sustentável
O CEO reforça que a regularização das atividades pode ser um diferencial para os empreendedores que desejam aproveitar o Carnaval como ponto de partida para um crescimento contínuo.
“O Carnaval abre portas para quem quer empreender, mas é fundamental pensar no futuro do negócio. Formalizar-se garante acesso a crédito, emissão de notas fiscais e a possibilidade de expandir as atividades para além do período festivo”, afirma Caribé.
Além disso, essa formalização traz a possibilidade de realização de negócios maiores. “É a chance de firmar contratos que protejam seu patrimônio enquanto pessoa física, separar o que é seu e o que é dos negócios, e ainda ter direito a benefícios previdenciários”, lembra o CEO.
A economia criativa, que engloba setores como moda, audiovisual, música, artesanato e artes cênicas, tem grande participação nesse cenário. Segundo levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), cada folião deve gastar, em média, R$ 805, com fantasias, acessórios, transporte e alimentação, impulsionando a demanda por produtos e serviços locais.
Com recorde no número de turistas estrangeiros no Brasil e uma perspectiva positiva para os próximos anos, o Carnaval segue como um dos eventos mais lucrativos do país, reforçando a necessidade de que pequenos empresários busquem formas de estruturar e expandir seus negócios para além da temporada de festas: “Empreender vai além de aproveitar uma boa oportunidade. Quem se formaliza pode transformar um negócio sazonal em fonte de renda fixa, explorando novos mercados e mantendo o crescimento ao longo do ano”, finaliza Caribé.
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(Fonte: Apex Agência)