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Best in Class: dividendos em dose dupla

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Duas empresas que não têm os holofotes diretamente voltados para elas, entretanto, atendem aos principais critérios ESG da bolsa, estão na Seleção Best in Class do Acionista e o melhor, pagam dividendos. Entretanto, as performances do último mês causaram um leve desconforto. 

Inicialmente, pode-se dizer que as ações da TIM (TIMS3) tiveram movimentações negativas no mês, sem motivos específicos, segundo a XP Investimentos. A companhia reportou forte resultados do 4T23, impulsionados pelos repasses de preço no segmento Móvel, atingindo o ARPU recorde, sem prejudicar o churn (métrica utilizada para mostrar o número de clientes que cancelam serviço em um determinado período de tempo).

Já sobre a B3 (B3SA3), apesar do início de ano mais fraco para os volumes, o valuation da empresa, de acordo com o BTG Pactual, está começando a parecer atrativo após a recente queda das ações. Soma-se a isso, o risco da concorrência, que os analistas da Ágora destacaram no relatório:“Os recentes anúncios públicos de players dispostos a ingressar no mercado de negociação e pós-negociação de valores mobiliários aumentaram a percepção de risco do mercado com relação à B3”.

Dividendos “sem fronteiras”

A TIM (TIMS3) anunciou as datas dos pagamentos dos dividendos no último dia 28 de março: 1ª parcela: R$ 0,54126661369 por ação, paga em abril de 2024; 2ª parcela: R$ 0,54126661369 por ação, paga em julho de 2024; 3ª parcela: R$ 0,54126661369 por ação, paga em outubro de 2024.

Não só por ser boa pagadora de dividendos, mas a XP destaca que a empresa continua tendo sucesso na conversão dos clientes do pré para o pós-pago e os analistas esperam uma continuidade nos sólidos resultados para o 2024. 

“Nossa tese de investimento é baseada em execução sólida em um negócio maduro, mas resiliente, sem exposição a negócios legados, levando a empresa a aumentar a geração de caixa ao longo dos anos; nova fase da indústria deve ser marcada por maior disciplina de capital e outras sinergias decorrentes da consolidação de mercado; novas linhas de receita além da conectividade, alavancando sua base de clientes e oportunidade 5G e a TIM está negociando com desconto entre seus pares e múltiplos históricos com uma relação risco-retorno atrativa”, justificam os analistas a recomendação de compra.

Boas perspectivas

Conforme o relatório da XP,  o setor de Telefonia Móvel no Brasil está próximo de entrar em uma nova fase que será “marcada por uma maior disciplina de capital nos investimentos em infraestrutura além de outras frentes de eficiência oriundas da consolidação de mercado com a aquisição da Oi Móvel pelas 3 operadoras”. 

Também ressalta que o setor poderá ser impulsionado por novas linhas de negócio como o 5G e outras iniciativas de monetização da base de clientes. “Acreditamos que a TIM está bem posicionada para aproveitar este novo ciclo e apesar da forte valorização da ação em novembro (+21%), ainda vemos as ações negociando com desconto e abaixo de seus múltiplos históricos, sem refletir as várias opcionalidades, incluindo a consolidação de mercado”, defendem os analistas.

Ações

Para os analistas do BTG Pactual, as ações da Best in Class TIM (TIMS3) tiveram um desempenho excepcionalmente bom em 2023, superando o mercado geral – subindo 54%, contra 22% para o Ibovespa. E os analistas acreditam que há espaço para mais crescimento. “O desempenho superior da companhia foi impulsionado por um impressionante momento de resultados e um guidance sólido para 2024, beneficiado pela consolidação dos ativos móveis da Oi.” 

Os analistas do BTG consideram um modelo de negócios estável, uma sólida posição competitiva e a forte geração de fluxo de caixa devem proporcionar aos investidores um retorno substancial. 

A B3 (B3SA3) se recupera

Antes de mais nada, a B3 distribuiu no último dia 5 de abril, os dividendos de R$ 0,06690029 por ação. Fora isso, depois de um início de ano fraco para os volumes, o valuation da B3 está começando a parecer atrativo após a recente queda das ações, conforme o BTG. 

“É naturalmente muito difícil prever o momento exato, mas a combinação de expectativas pessimistas e um posicionamento reduzido (uma pesquisa recente que fizemos com clientes mostrou a B3 como um dos nomes mais “vendidos”) poderia significar espaço para as ações valorizarem, pois geralmente a companhia é vista como uma maneira muito direta e altamente líquida de se expor ao beta do Brasil em caso de melhorias no apetite ao risco do mercado”, comentam os analistas.

Por outro lado, a Ágora ressalta que pelo contexto de volumes ainda baixos no mercado à vista; aumento do ruído sobre a concorrência potencial; e  menor alavancagem operacional do que outros players,  rebaixou a recomendação das ações da B3 de Compra para Neutra, “pois acreditamos que seu a assimetria de risco parece pior no momento”. 

A tal concorrência, exagero?

Os anúncios midiáticos de que a B3 teria um forte concorrente a partir de 2025 tomou o mercado. Isso aumentou a percepção de risco do mercado com relação à B3 devido à concorrência potencialmente maior em seus principais segmentos, segundo a Ágora. 

Sobre esse assunto, os analistas acreditam que as preocupações sobre potenciais riscos de impactos nas receitas da B3 podem ser exageradas, “dada a elevada complexidade das operações e as potenciais perdas graduais/moderadas de participação de mercado para os recém-chegados”.

Todavia, eles ressaltam que, do ponto de vista operacional, o impacto da concorrência potencial pode ser limitado no curto/médio prazo, “o aumento da percepção de risco dos investidores poderá limitar o potencial de reavaliação das ações da B3 nos próximos trimestres”. 

Além disso, outro destaque da Ágora é sobre o crescimento dos volumes de negociações. Segundo os analistas, eles têm superado as receitas da B3, à medida que a empresa aumenta os descontos e compartilha os benefícios dos maiores volumes de negociação em toda a cadeia do mercado, “levando-nos a acreditar que a alavancagem operacional da B3 tende a ser muito menos pronunciada do que o mercado pode pensar”.

Quer saber quais as recomendações para investir na seleção Best in Class? Veja as sugestões e consenso de mercado conforme diversos analistas por aqui.

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Cátia Chagas

Editora e produtora de Conteúdo do Portal Acionista e Clube. Foco em mercado de capitais; empresas e ESG. Atua também em Jornalismo de Produto (certificada pelo Knight Center for Journalism in the Americas). Jornalista graduada PUCRS; Especialização em Comunicação Política pela UNISC; MBA em Comunicação e Marketing para Mídias Sociais na Universidade Estácio de Sá; Especialização em Gestão e Governança Corporativa aplicada a práticas ESG. Com passagem pelos veículos G1RS; GZH e Grupo Sinos.
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Editora e produtora de Conteúdo do Portal Acionista e Clube. Foco em mercado de capitais; empresas e ESG. Atua também em Jornalismo de Produto (certificada pelo Knight Center for Journalism in the Americas). Jornalista graduada PUCRS; Especialização em Comunicação Política pela UNISC; MBA em Comunicação e Marketing para Mídias Sociais na Universidade Estácio de Sá; Especialização em Gestão e Governança Corporativa aplicada a práticas ESG. Com passagem pelos veículos G1RS; GZH e Grupo Sinos.

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