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BDR: Mercado Livre (MELI34) rumo ao crescimento estratosférico!

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Imagem: Divulgação/Mercado Livre

Não tem para ninguém na América latina. O “hermano” não só domina o e-commerce como encanta Wall Street. A argentina Mercado Livre (MELI34) está podendo, e muito. Tanto que, embora os efeitos não recorrentes tenham poluído os números do 4T23, e a margem bruta tenha sido um destaque negativo, a empresa  manteve o desempenho superior do comércio eletrônico nos seus principais mercados em relação aos seus pares. Segundo o BTG Pactual, isso reforça a sua vantagem competitiva como ecossistema, que se fortaleceu nos últimos anos.

Ano passado,a empresa registrou um desempenho robusto, com um crescimento expressivo na receita líquida, impulsionado principalmente pelo aumento das vendas de produtos de primeira mão e pelo crescimento das receitas de crédito no segmento de fintech. O Acionista destacou mais de uma vez a empresa.

Conforme os analistas da Toro,o Mercado Livre (MELI34) é uma potência no mercado de comércio eletrônico da região. “A empresa não só facilita a compra e venda de um  grande variedade de produtos através de seu marketplace, mas também lidera iniciativas inovadoras em serviços de pagamento digital e soluções de logística.”

Números de Mercado Livre (MELI34)

  • Receitas: US$ 4,25 bilhões vs. US$ 4,14 bilhões esperado pelos analistas.
  • Lucro por Ação: de US$ 7,39 vs. US$ 7,07 estimado.
  • Valor de mercado de US$ 91 bilhões, P/E (price/earnings) de 92,62, não paga dividendos e no ano as suas dívidas sobem cerca de 15%.
  • A receita líquida alcançou US$ 4,25 bilhões, um aumento de 41,9% em relação ao ano anterior, superando as expectativas de US$ 4,14 bilhões. 
  • O volume total de pagamentos atingiu US$ 56,5 bilhões, um aumento de 57,2%, enquanto o volume bruto de mercadorias cresceu para US$ 13,5 bilhões, representando um aumento de 39,9%. 
  • O lucro por ação ficou em US$ 7,39, acima dos US$ 7,07 estimados.

Top Pick do BTG Pactual

Os analistas do BTG Pactual veem uma tendência secular de crescimento para o e-commerce brasileiro (bem como para alguns mercados latino-americanos), com GMV (e participação no e-commerce) muito mais elevados do que os níveis pré-pandemia. 

“Nos últimos quatro anos, já ajustamos nossas estimativas de mercado endereçável para refletir o faturamento muito melhor dos principais players, um legado que deve persistir muito depois do fim da pandemia (com mais vendedores, tráfego mais forte, melhor sortimento, maior frequência e mais investimentos em nível de serviço, todas vantagens competitivas do MELI). Ainda vemos o MELI como vencedor no e-commerce e pagamentos na América Latina”, comentam.

Mesmo assim os analistas seguem conservadores na exposição ao e-commerce, em termos setoriais, segundo eles. “O valor do seu ecossistema significa que vemos o MELI à frente da concorrência (CAGR de 26% em 4 anos em dólares), com take rates e rentabilidade melhores, reforçando o seu estatuto como nossa Top Pick.” 

Investimentos

Conforme a Toro, além dos dados financeiros, a empresa enfatizou diversos aspectos qualitativos que impulsionaram seu desempenho “top” no ano passado. Destaque para os investimentos em melhorias na experiência do usuário, inovações em categorias específicas e o lançamento de programas de fidelidade como o Meli+ e o MELI Delivery Day (MDD).

“A empresa também expandiu sua rede logística para garantir entregas mais eficientes e investiu em inteligência artificial para melhorar a interação com os compradores e expandir os serviços financeiros, incluindo o cartão de crédito Mercado Pago.”

Estratégias para investidores, segundo os analistas da Toro: 

  • Acompanhar de perto o desempenho operacional e financeiro da Mercado Livre, considerando seu histórico de crescimento e inovação para avaliar o potencial de longo prazo da empresa.
  • A atual valorização do papel sugere a realização de lucros de alguns investidores. Por outro lado, aos interessados em iniciar seus investimentos na empresa, considere acompanhar os analistas e realizar seus aportes com parcimônia.

Forte crescimento, mas algumas decepções

Na análise do Itaú BBA, o Mercado Livre teve um forte crescimento na receita do 4T23, mas as tendências de lucratividade foram mais fracas do que era esperado (e do que o consenso projetava), afetadas negativamente por despesas únicas. Segundo os analistas, ao ajustar esses impactos, a margem EBIT (rentabilidade operacional) aumentou em 2,7 pontos percentuais (pp) em relação ao ano anterior (2,4 pp abaixo do número do Itaú BBA). 

O relatório destaca que as principais diferenças nas expectativas foram na margem bruta, que ficou 3,1 pp abaixo da estimativa, “devido ao aumento da penetração de 1P (vendas que o Mercado Livre atua como vendedor) e custos logísticos mais altos, além de uma alavancagem operacional mais lenta do que o antecipado (devido a despesas de vendas e marketing acima do previsto”, comentam os analistas.

No entanto, o desvio em relação às estimativas de consenso e considerando o sólido desempenho das ações nos últimos meses, espera-se um movimento de realização de lucros na sessão de negociação. “Mantemos nossa postura construtiva sobre a capacidade da empresa de monetizar ainda mais sua plataforma e avaliamos que este possa ser um bom ponto de entrada para investidores de longo prazo. Reiteramos nossa recomendação de “compra”, com preço-alvo de US$ 2.106 ao fim de 2024”, afirmam os analistas.

Entre os destaques do Itaú sobre o Mercado Livre, os números saudáveis para o Mercado Pago em todos os produtos. “O Mercado Crédito foi o destaque, com um ganho de 0,8 pp em relação ao ano anterior na rentabilidade, atingindo 39,8%, com receitas em crescimento e uma redução na dívida ruim como percentual da carteira; e uma queda nos NPLs (índice de inadimplência) atrasados (mais de 90 dias) de 10,9 pp em relação ao ano anterior, para 18,7%.”

Também para os analistas da Ativa, houve alguns “poréns”. O Mercado Livre entregou um bom operacional, com ganhos sequenciais no Brasil e no México, além de um resultado equilibrado na Fintech. “O que poluiu o resultado foram despesas não recorrentes provenientes de processos judiciais relacionados à cobrança de imposto de renda e retorno do DIFAL, ambos no Brasil. Com isso, o Mercado Livre viu sua rentabilidade impactada. 

Entretanto, excluindo os efeitos, os números apresentaram boas expansões na base anual. “Por fim, não acreditamos que estes não recorrentes devem impactar os fundamentos da empresa e reiteramos nossa recomendação de compra”, afirmam.

Genial: batalha antitruste no México?

A Genial destaca uma “bronca” envolvendo o Mercado Livre e a gigante concorrente Amazon. Conforme o relatório, o regulador antitruste mexicano, Cofece, disse que identificou preocupações com a falta de concorrência no mercado de comércio eletrônico, onde Amazon e Mercado Livre dominam mais de 85% das transações. 

“A Cofece recomendou medidas corretivas, incluindo maior transparência para prestadores de serviços e separação de serviços de streaming do marketplace. Acreditamos que as medidas propostas não devem ter um impacto significativo na posição de liderança do Mercado Livre, sendo assim seguimos com nossa recomendação de Compra”, comentam os analistas da Genial.

O fato

O Cofece, identificou possíveis barreiras à concorrência no mercado de comércio eletrônico, o que sera um monopólio da Amazon e Mercado Livre. O relatório preliminar compartilhado no Diário Oficial destacou a formação de efeitos de redes (network effects) entre sellers e usuários em e-commerces, limitando a entrada de novos concorrentes no mercado e representando um desafio praticamente insuperável para os pequenos players.

“O orgão também cita que o tempo e custo para desenvolver as ferramentas tecnológicas, estoques operacionais e publicidade necessária para competir com esses gigantes como barreiras de entradas. Além disso, a concentração de compradores e vendedores em torno de um único marketplace, conhecido como “singlehoming”, agrava ainda mais a situação.”

Recomendações

Conforme o relatório da Genial, Cofece recomendou que o governo ordene às duas gigantes do varejo a implementação de um programa de “medidas corretivas” dentro de seis meses, incluindo maior transparência para os prestadores de serviços e separação dos serviços de streaming da adesão ao marketplace.

“Acreditamos que as medidas propostas não devem ter um impacto relevante na posição do Mercado Livre. Isso se deve ao fato de que tanto o programa de fidelidade MELI+ quanto o serviço de streaming Mercado Play ainda estão em estágios iniciais de adoção, sugerindo que separá-los das atividades principais provavelmente não terá um impacto significativo. Além disso, considerando a eficiência da rede logística do Mercado Livre em comparação com outras opções, é improvável que as alternativas logísticas possam competir de forma eficaz.”

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Cátia Chagas

Editora e produtora de Conteúdo do Portal Acionista e Clube. Foco em mercado de capitais; empresas e ESG. Atua também em Jornalismo de Produto (certificada pelo Knight Center for Journalism in the Americas). Jornalista graduada PUCRS; Especialização em Comunicação Política pela UNISC; MBA em Comunicação e Marketing para Mídias Sociais na Universidade Estácio de Sá; Especialização em Gestão e Governança Corporativa aplicada a práticas ESG. Com passagem pelos veículos G1RS; GZH e Grupo Sinos.
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Editora e produtora de Conteúdo do Portal Acionista e Clube. Foco em mercado de capitais; empresas e ESG. Atua também em Jornalismo de Produto (certificada pelo Knight Center for Journalism in the Americas). Jornalista graduada PUCRS; Especialização em Comunicação Política pela UNISC; MBA em Comunicação e Marketing para Mídias Sociais na Universidade Estácio de Sá; Especialização em Gestão e Governança Corporativa aplicada a práticas ESG. Com passagem pelos veículos G1RS; GZH e Grupo Sinos.

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