Petrobras
Foto: Agência Petrobras

Após as fortes quedas sofridas pelas ações ON e PN da Petrobras (PETR3;PETR4) na sessão desta quinta-feira (27), a empresa perdeu cerca de R$ 24,5 bilhões em valor de mercado. 

A razão da sangria foi a frustração do mercado financeiro com os resultados apresentados pela estatal no quarto trimestre de 2024, bem como os dividendos abaixo do esperado. Os papéis PETR3 caíam 5,56%, a R$ 39,24, enquanto as ações PETR4 tiveram baixa de 3,53%, a R$ 36,61.

Com as novas perdas, o valor de mercado da Petrobras passou de R$ 515,92 bilhões na quarta-feira (26) para R$ 491,42 bilhões nesta quinta-feira.

Enquanto isso, os ADRs da estatal na Bolsa de Nova York já indicavam uma reação negativa nesta quinta-feira. Durante a manhã, os papéis PBR (equivalentes aos ordinários) caíram 4,40% (US$ 13,69), no pré-mercado de NY, enquanto os PBR-A (equivalentes aos preferenciais) tiveram baixa de 3,82% (US$ 12,59). 

Na noite de quarta-feira, a Petrobras registrou prejuízo líquido de R$ 17 bilhões no quarto trimestre, ante um lucro líquido de R$ 31 bilhões no mesmo período de 2023, afirmando que sofreu com impactos de natureza contábil relacionados ao câmbio.

Petrobras (PETR4): prejuízo não reflete momento da empresa, diz CEO

A presidente da Petrobras (PETR4), Magda Chambriard, afirmou esta quinta-feira (27) que os resultados da empresa no quarto trimestre de 2024 não refletem o momento contábil, nem operacional da estatal. 

“A Petrobras está absolutamente determinada a continuar gerando retornos à sociedade e aos acionistas. Continuaremos investindo em projetos rentáveis com disciplina de capital e inovação”, afirmou a presidente em teleconferência sobre os resultados. 

Na avaliação de Chambriard, o ano de 2024 foi muito bom e que 2025 será ainda melhor. O balanço, divulgado na noite de quarta-feira (26), apresentou um prejuízo de R$ 17 bilhões, ao invés do lucro de R$ 29,9 bilhões que o consenso LSEG esperava, o que o mercado financeiro. 

Enquanto isso, o diretor financeiro e de RI da companhia, Fernando Melgarejo, destacou a forte geração de caixa da companhia, comparando com PIB de diversos estados. Quanto ao lucro, ele afirmou que os números foram afetados pela variação cambial em suas subsidiárias no exterior.

“O segundo item vem do ambiente externo: a desvalorização do Brent e do diesel”, disse Melgarejo. Além disso, o executivo da Petrobras citou também a atualização tributária, que causou algum impacto, mas que, em segundo olhar, será muito positivo para a companhia.

Paralelamente, Chambriard deu destaque à participação da companhia em programas de formação. “Estamos agregando ao mercado mão de obra, treinando mão de obra e aliviando a sociedade brasileira deste ônus. Bom para todo mundo”, afirmou a CEO. 

Na  sua visão, é positivo para a Petrobras contar com profissionais mais prontos para atuação na companhia, segundo o “InfoMoney”. “Nosso compromisso na transição energética justa também é concreto”, prosseguiu.

Por fim, a presidente da estatal falou de projetos futuros, que passam por processos de governança e análise de rentabilidade. “Precisam ser lucrativos desde o cenário mais pessimista até o mais otimista entre os projetos da companhia”, afirmou.

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