quarta-feira, novembro 20, 2019

Setor de serviços recuou 1,0% em junho

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou que o volume de serviços no Brasil recuou 1,0% em junho de 2019, na comparação com o mês anterior (série com ajuste sazonal), eliminando, portanto, o ganho acumulado de 0,5% observado entre abril e maio.

Em relação a junho de 2018 (série sem ajuste sazonal), o volume de serviços caiu 3,6%.

O acumulado do ano cresceu 0,6%, com ligeira perda de dinamismo frente ao segundo semestre de 2018 (0,8%). Já o acumulado nos últimos 12 meses, ao passar de 1,1% em maio para 0,7% em junho de 2019, voltou a assinalar perda de ritmo de crescimento.

A retração de 1,0% do volume de serviços observada na passagem de maio para junho de 2019 foi acompanhada por todas as cinco atividades de divulgação investigadas, com destaque para o ramo de serviços de informação e comunicação (-2,6%), que devolve parte do ganho acumulado (3,2%) entre abril e maio.

Os demais recuos vieram dos setores de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-1,0%), de outros serviços (-2,3%), de serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,1%) e de serviços prestados às famílias (-0,2%). O primeiro alcançou a terceira taxa negativa seguida, com perda acumulada de 2,4%; o segundo eliminou boa parte do avanço de 2,6% registrado em maio; e os dois últimos, apesar das ligeiras variações negativas apresentadas nesse mês, permanecem com ganhos acumulados de 1,1% e de 2,1%, respectivamente, entre março e junho.

Ainda na série com ajuste sazonal, a média móvel trimestral do volume de serviços recuou 0,2% no trimestre encerrado em junho de 2019 e manteve a trajetória descendente iniciada em janeiro de 2019. Entre os setores, o ramo de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-0,8%) assinalou o resultado negativo mais relevante nesse mês, mantendo, assim, o comportamento negativo desde novembro de 2018.

Vale mencionar ainda a queda de 0,2% do ramo de outros serviços, eliminando parte do ganho de maio (0,5%) Em contrapartida, as expansões desse mês vieram dos setores de serviços profissionais, administrativos e complementares (0,3%), dos serviços prestados às famílias (0,1%) e dos serviços de informação e comunicação (0,1%), com os dois primeiros mantendo trajetória ascendente desde dezembro de 2018; e o último emplacando a segunda taxa positiva seguida.

Das 27 unidades da federação, 19 assinalaram retração no volume de serviços em junho de 2019, na comparação com o mês imediatamente anterior (série com ajuste sazonal). Entre os locais que apontaram resultados negativos nesse mês, destaque para São Paulo (-1,6%) e Rio de Janeiro (-3,4%), com o primeiro devolvendo parte do ganho de 1,9% acumulado nos dois últimos meses; e o segundo eliminando integralmente a expansão acumulada de 2,3% entre março e maio. Vele mencionar ainda os recuos vindos de Santa Catarina (-4,9%) e do Distrito Federal (-4,2%). Em contrapartida, o principal resultado positivo em termos regionais veio do Mato Grosso (4,2%), recuperando-se da queda de 1,8% verificada em maio.

(MR – Agência Enfoque)

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