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Variante Ômicron afeta mais ações de small caps do que de grandes companhias

Data da publicação

“O Estado de S. Paulo” é o mais antigo dos jornais da cidade de São Paulo ainda em circulação . Em 4 de janeiro de 1875, ainda durante o Império, circulava pela primeira vez “A Província de S. Paulo” – seu nome original.

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O surgimento da variante de covid-19 Ômicron vem atingindo com maior intensidade as ações de empresas de menor valor de mercado, as chamadas small caps, do que as de grandes companhias ou blue chips. Desde o dia de Ação de Graças nos Estados Unidos, o benchmark Russell 2000 caiu 7,4%. Na semana passada, o índice recuou após um movimento de correção, perdendo mais de 10% em relação ao seu recorde de novembro. Em contrapartida o Índice S&P 500, que reúne grandes companhias, caiu 3,5%.

As perdas atingiram todo o mercado de small caps dos EUA. Foram registradas quedas de ações de empresas do setor financeiro, de tecnologia, saúde e energia. As mais afetadas do Russell 2000 no período foram farmacêuticas e companhias de biotecnologia, que muitas vezes registram grandes oscilações em razão de dados clínicos ou decisões regulatórias, bem como as de software e varejo, que caíram após relatórios de lucros. Registraram queda, ainda, restaurantes e empresas de entretenimento presencial, que poderão ser prejudicados pela redução do número de consumidores, em virtude de preocupações com a exposição ao vírus.

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As ações da rede de restaurantes Cheesecake Factory recuaram 6% desde a notícia da variante; da SeaWorld Entertainment, 10%; e as da Dave & Buster’s Entertainment, 17%.

As small caps tendem a ser mais vulneráveis à decisão de consumidores ficarem em casa ou de autoridades renovando bloqueios porque, geralmente, têm menor diversificação de linhas de negócios do que as concorrentes de maior porte, o que torna as ações uma aposta mais arriscada em tempos de incerteza econômica. “De modo geral, as small caps não estão tão bem preparadas para resistir à tempestade quanto as grandes empresas”, disse o gerente de portfólio do fundo Aberdeen U.S. Small Cap, Tim Skiendzielewski.

Há apenas algumas semanas, o mercado de ações como um todo, e as empresas de pequeno porte em particular, estavam atingindo níveis históricos. Durante a onda de liquidação estimulada pela pandemia no início de 2020, o Russell 2000 caiu mais do que o S&P 500. Mais tarde, no mesmo ano, testes promissores de vacinas contra covid-19 aumentaram as expectativas para a recuperação econômica e contribuíram para um período de liderança das small Caps.

Nesta semana, investidores monitorarão se a onda de volatilidade continua e os sinais de demanda do consumidor em relatórios de lucros da varejista de peças automotivas AutoZone, da fabricante de alimentos Campbell Soup e da fabricante de uísque Brown-Forman Corp. Alguns gestores de fundos avaliam que investidores reagiram de forma exagerada à recente queda e podem voltar às pequenas empresas cedo ou tarde.

Analistas esperam que os lucros das empresas do Russell 2000 cresçam 170% no quarto trimestre do ano, em relação a um ano antes, ante um crescimento de 22% das empresas S&P 500, de acordo com dados da Refinitiv. A contínua recuperação econômica deve impulsionar o desempenho das small caps, dizem eles. “Os fundamentos das small caps são muito melhores do que o mercado está percebendo”, disse o gerente sênior de portfólio do Westwood Holdings, Bill Costello.

(Com Dow Jones)

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“O Estado de S. Paulo” é o mais antigo dos jornais da cidade de São Paulo ainda em circulação . Em 4 de janeiro de 1875, ainda durante o Império, circulava pela primeira vez “A Província de S. Paulo” – seu nome original.

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