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Unidas prepara a compra de 2 mil carros elétricos este ano

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“O Estado de S. Paulo” é o mais antigo dos jornais da cidade de São Paulo ainda em circulação . Em 4 de janeiro de 1875, ainda durante o Império, circulava pela primeira vez “A Província de S. Paulo” – seu nome original.

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De olho no compromisso que anunciou de neutralizar sua emissão de carbono até 2028, a locadora de veículos Unidas separou R$ 370 milhões para adquirir 2 mil carros elétricos neste ano, sendo 400 deles modelos híbridos. Com a compra, a empresa chegará a 2,6 mil veículos à disposição dos seus clientes tanto na área de terceirização de frotas quanto no segmento de locação. A empresa já fechou contratos de compra com montadoras como Renault, BMW e a Stellantis, dona de marcas como Fiat e Peugeot.

De acordo com o chefe da área de frotas, Breno Davis, essa iniciativa é a primeira de uma série de grandes movimentos que a empresa tem para eletrificar o seu portfólio. A Unidas tem como meta ampliar a sua frota de carros elétricos para 80 mil nos próximos cinco anos. Essa iniciativa deve somar cerca de R$ 15 bilhões de investimentos até 2027, levando-se em conta os valores atuais dos veículos.

Mais do que diminuir a sua pegada de carbono, a Unidas quer ser protagonista na adoção de veículos elétricos. “Entendemos que alguém precisa assumir esse protagonismo e perder o medo de investir nesse mercado”, afirma Davis.

Porém, os desafios nesse setor são grandes. Por ora, ainda existem poucos pontos de recarga espalhados pelo Brasil, assim como a revenda de veículos – responsável por uma grande fatia do faturamento e da rentabilidade do setor – ainda patina pela falta de carros e também da própria infraestrutura urbana.

Não por acaso, a Unidas prevê a instalação de mil pontos de recarga até 2027, a fim de atender à demanda que ela mesma está criando. Trata-se de uma iniciativa que a empresa já faz com os seus clientes corporativos de gestão e terceirização de frota. Segundo o executivo, dependendo do pedido da empresa, eles instalam carregadores em prédios da empresa ou até mesmo em casas de executivos.

E esse deve ser o mercado que a empresa vai perseguir no curto prazo. Isso porque os carros disponibilizados no segmento de locação ainda são para clientes que querem experimentar a possibilidade de conduzir um automóvel elétrico. Afinal, os valores são mais altos do que a locação de um veículo a combustão.

Futuro

A Unidas está em meio a um processo de fusão com a Localiza, que é a maior empresa do setor no País. Em dezembro, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a junção da operação por três votos a dois, mas com uma série de remédios amargos para a companhia. Entre as medidas que as empresas precisarão tomar está a alienação de todos os ativos da Unidas no segmento de locação. O principal negócio da empresa, a gestão de frotas, foi poupado.

Diante de tantas burocracias pela frente, faz sentido para a Unidas fazer esse movimento? Para Davis, sim. A Unidas recebeu o selo EV100, uma iniciativa global de empresas que se comprometem com a transição dos veículos a combustão para modelos elétricos até 2030. Além disso, segundo o executivo, a iniciativa faz parte da agenda ESG e ajuda na geração de valor aos clientes. “Mesmo não tendo acesso aos negócios, conhecemos a turma da Localiza e eu tenho certeza que, com a fusão se concretizando, essa agenda ganha ainda mais força com a nova companhia”, diz.

Para Leo Monteiro, analista da corretora Ativa Investimentos para locação de veículos, a iniciativa de investir em carros elétricos faz sentido em um momento em que o ESG já começa a fazer preço nos ativos ao redor do mundo. E, apesar da queda de quase 20% que a Unidas teve em 2021, a Ativa recomenda a compra da ação. “O mercado de locação de veículos no Brasil ainda é incipiente, principalmente no segmento de gestão e terceirização, de maior margem e no qual a Unidas é líder”, afirma Monteiro.

*As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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“O Estado de S. Paulo” é o mais antigo dos jornais da cidade de São Paulo ainda em circulação . Em 4 de janeiro de 1875, ainda durante o Império, circulava pela primeira vez “A Província de S. Paulo” – seu nome original.

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