#2 – A regra de todo investidor

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“Triunfam aqueles que sabem quando lutar e quando esperar”

No livro A Arte da Guerra, de Sun Tzu, a paciência é mostrada como uma das maiores virtudes à se explorar. Por meio dela, algumas vitórias decisivas virão no tempo certo e com a recompensa certa.

O livro, que pode ser um mantra pra muitos, nos serve de exemplo para reforçar a importância de saber quando e como fazer cada coisa. No mundo dos investimentos isso seria a arte de não deixar-se levar pela tentação de retornos rápidos ou de iniciar no mundo dos investimentos direto com a opção de maior risco.

Por isso, antes de se arriscar é preciso estar preparado.

Chegamos até aqui para explicar a importância da reserva de emergência. Sendo definitivamente a primeira regra de todo investidor.

A reserva de emergência entra como peça fundamental no quesito proteção. Na prática, é um valor que você separa para usar em momentos inesperados, naquela situação que você arregala os olhos e diz “e agora? Preciso do dinheiro já!”.

Reconhecemos que ninguém deseja e, muito menos, se programa para os contratempos; mas sabemos que acontecem e, geralmente, são nos piores momentos.

Uma despesa inesperada, a perda de um emprego, um eventual acidente são coisas que jamais desejamos, mas é sempre melhor estar preparado do que precisar decidir, no calor da hora, o que fazer.

Portanto, é fundamental que a primeira parte de seus investimentos seja pensada para a reserva de emergência, com foco no longo prazo e um valor estipulado conforme a sua realidade.

Vida Real – Reserva de Emergência na prática

A decisão do valor estipulado é 100% sua. Na prática, a sugestão de diversos especialistas é que você tenha de 6 a 12 vezes do seu custo mensal, ou seja, com no mínimo meio ano garantido em caso do contratempo de ter todas as suas rendas comprometidas neste período.

Essa proteção lhe permite tempo para buscar novas oportunidades. Assim como a tranquilidade de não precisar comprometer outro lado para cobrir a despesa.

O passo a passo desta construção é considerar que o dinheiro aplicado para isso pode ser acionado a qualquer momento, portanto, é fundamental que ele esteja em uma aplicação de fácil e rápido resgate (de alta liquidez).  

Outro ponto importantíssimo é que ele esteja aplicado em alguma opção que ofereça o menor risco possível.

Onde?

Os investimentos que se enquadram como de menor risco envolvem os títulos de renda fixa, ligados à Selic ou ao CDI.

Dentro do ambiente do Tesouro Direto, o melhor para a reserva de emergência, está o Tesouro Selic (LFT). A rentabilidade do título está atrelada à Selic e tem liquidez diária, você pode resgatar o dinheiro em qualquer dia útil.

Outra opção é via fundos de investimentos, os Fundos Simples de renda fixa.

Fundos são uma modalidade que funciona como um condomínio, você coloca o dinheiro (assim como várias outras pessoas também) para um especialista cuidar dentro das regras estipuladas.

No caso dos Fundos Simples, o foco é investir em títulos públicos. No mercado, você pode encontrar várias opções, ou seja, sua corretora ou seu banco provavelmente tenha. Portanto, pesquise quais opções você possui com menor taxa de administração.

Simples assim!

Agora você tem duas opções para escolher: partir para o Tesouro Direto ou analisar opções de Fundos de Investimentos.

Próximos passos

Escolhido qual das duas opções para a reserva de emergência, valores iniciais transferidos e aplicação realizada.

Vamos aos obstáculos desta trilha com alguns temas que talvez possa solucionar alguma dúvida que você já teve ou possa vir a ter.

É preciso ter TODA reserva de emergência completa antes de começar a investir?

Não. A reserva de emergência pode ser criada com tempo, do mesmo jeito que se sugere para os demais investimentos. Na prática é assim: você estipula um valor para aplicar de forma periódica (exemplo: todo mês) e separar uma parte para reserva de emergência e outra para algum outro objetivo que você tenha.

Este formato ajuda você ter a disciplina de estar sempre investindo. Quando o valor da reserva de emergência chegar ao seu número desejado, então, em teoria, essa “divisão” poderá ser destinada para alcançar outro objetivo e assim sucessivamente percorrendo sua trilha.

Poupança, serve como reserva de emergência?

Poupança só é melhor do que deixar guardado no colchão de sua casa. Provavelmente você já deve ter visto alguém comentar que poupança não é investimento ou algo do tipo, se não escutou ainda, logo irá.

O motivo está no rendimento, pois há outras opções (como as duas sugeridas logo acima) que possuem uma rentabilidade superior a poupança, permitindo uma melhor evolução de sua reserva de emergência.

Aplicar a reserva de emergência em Bancos Digitais (como NuBank, Inter, etc) é uma boa?

Somos grandes defensores da inovação. Acreditamos que essas empresas irão facilitar em muitas coisas para as pessoas aproveitarem oportunidades de qualidade no mercado. Como os atuais modelos destas casas, que são de remunerar em 100% do CDI o dinheiro da conta, fora diversas opções com taxas zero ou muito baratas.

Contudo, apesar de tudo isso, o foco aqui é reserva de emergência, ou seja, estamos falando de alta liquidez e alta segurança. Justificando colocar o dinheiro onde haja o menor risco possível, portanto, os bancos digitais ainda não são os melhores lugares para tal objetivo.

O risco Nubank ou Banco Inter, por exemplo, é significativamente maior do que o de instituições como o Tesouro Nacional, considerado o mais seguro do país. Na sequência, estão os grandes bancos como Itaú, Santander, Bradesco e etc.

Voltamos a reforçar, os Bancos Digitais, são boas alternativas para aproveitar algumas oportunidades. Como deixar aquele dinheiro para maior fluxo e uso no curto prazo, assim caso você não utilize ele não deixa de render. E, vale ficar atento ao limite de R$ 250.000,00 por CPF, coberto pelo Fundo Garantidor de Crédito, em caso de algum problema.

Mais uma etapa da trilha concluída…

Agradecemos sua participação até aqui.

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