Na semana passada, os dados econômicos trouxeram informações cruciais tanto para o Brasil quanto para os Estados Unidos. O relatório de emprego americano e os dados da produção industrial brasileira foram os principais destaques, assim influenciando as expectativas de mercado.

Na sexta-feira, o relatório de emprego dos EUA revelou a criação de 206 mil novos postos de trabalho em junho, superando a expectativa de 190 mil empregos projetada pelos analistas da Bloomberg. Apesar do número positivo, os meses anteriores foram revisados para baixo em 111 mil vagas, com a média trimestral ajustada para 177 mil empregos e a média semestral em 222 mil, indicando um mercado de trabalho resiliente, mas com sinais de desaceleração. A taxa de desemprego subiu ligeiramente de 4,0% para 4,1%, enquanto o ganho médio por hora trabalhada avançou 0,3% no mês, conforme esperado.

Dados econômicos e as projeções do mercado

Nos EUA, o mercado de trabalho permanece robusto, mas os dados sugerem uma desaceleração gradual. Já no Brasil, a produção industrial em maio registrou uma queda de 0,92% em relação ao mês anterior, puxada pela retração de 2,23% na indústria de transformação, apesar do crescimento de 2,60% na indústria extrativa. Em comparação com maio do ano passado, houve uma queda de 1,01%, um desempenho melhor do que a queda de 1,32% esperada.

Conforme a cobertura do Itaú BBA, para 2024, a projeção de crescimento do PIB brasileiro é otimista, estimando 2,5%, e 2,0% para 2025. Esse otimismo se baseia no consumo forte das famílias, impulsionado por estímulos fiscais, um mercado de trabalho aquecido e melhores condições de crédito.

No entanto, a inflação de serviços permanece resiliente, levando a revisões das projeções do IPCA para cima. Assim, a casa alterou suas estimativas de 4,3% para 4,5% em 2024, e de 4,1% para 4,4% em 2025. Já a taxa Selic deve se manter em 10,50% até o final de 2025.

Dessa forma, o investimento em setores resilientes para adaptar-se ao cenário econômico se faz extremamente necessário. Por isso, considere os Títulos Públicos além de outros como alternativas interessantes para o momento.

Os próximos dados econômicos serão cruciais para confirmar essas tendências e orientar as decisões dos investidores nos próximos meses. Veja no Clube Acionista a tendência do mercado e quais as principais recomendações do momento, por aqui.

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