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Mulheres em Ação

Sem inclusão não adianta ter diversidade: o case do Grupo Sabin

Data da publicação

Grazieli Binkowski é mãe do Miguel e do Yorkshire Lilo, casada com o Erik. Vive em Porto Alegre (RS), gosta de ler (quase de tudo), curte jazz, vinhos e é apaixonada pela cultura francesa. É Jornalista, formada pela PUCRS, com uma especialização em Gestão Estratégica pela UFRGS. Tem transitado pelo mercado financeiro desde a universidade, quando começou a colaborar com o Acionista.com.br. Também tem uma história longa com Organizações Não-Governamentais. Acredita que a profissão que escolheu não é só um ganha pão. E essa impressão tem ficado cada vez mais forte ao passar dos anos. E foi por isso que surgiu o Mulheres em Ação.

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Na semana passada, publicamos a entrevista da Presidente do Sabin Medicina Diagnóstica, Lídia Adballa, na sessão EUCEO. A executiva lidera 5700 funcionários, 77% deles mulheres, espalhados em 296 unidades, em 12 Estados brasileiros e no Distrito Federal. O Sabin tem uma característica que colaborou – mas não sem um trabalho constante – para que seja reconhecido como uma empresa diversa. O grupo foi fundado por duas mulheres, que hoje estão no Conselho de Administração. O segmento em que atua tem por natureza a presença mais forte de mulheres. Mas as “coincidências históricas” param por aí.

O fato de 74% dos cargos de liderança serem femininos é apenas um dos indicadores mirados e alcançados pelo grupo. Quase 60% dos funcionários se autodefinem como negros e pardos e 49% deles são líderes. Dados como esses são conhecidos e acompanhamento por meio da realização de censos sociais, anualmente, desde 2014. Esse ano marca o início do projeto de expansão geográfica do grupo – que nasceu em Brasília – e de sua diversificação de atuação, que seguiu com a incorporação de outros negócios e empresas do setor de saúde, como nos contou a CEO do grupo durante nossa conversa publicada na semana passada.  

Na ocasião, a nova realidade em que se encontrava o Sabin, trinta anos depois da sua fundação, estimulou que se olhasse além. A presença feminina – de histórica e setorial – se mostrou fortemente cultural.  Quem assumiu pela primeira vez a presidência profissional do grupo – cuja função até então era das fundadoras – foi uma mulher, Lídia Adballa.  

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Como o crescimento da empresa se deu a partir da expansão e diversificação geográfica, e por ter um perfil feminino, a gestão de pessoas passou a focar em políticas, programação e benefícios alinhados a esse quadro. E, em 2018, contratou-se uma consultoria de diversidade para ajudar a consolidar as bases de um trabalho que é realizado até hoje.

Quem contou sobre isso foi a Diretora Administrativa e de Recursos Humanos do Sabin, Marly Vidal. Assim como a Presidente Executiva, Lídia Adballa, Marly tem toda sua história profissional no grupo, que se soma 30 anos. Uma de suas funções é liderar um grupo que chega a 100 pessoas do time de Recursos Humanos (RH), espalhados por todo o Brasil, cobrindo a diversificação geográfica da empresa.

“A diversidade é valor para o negócio. E a riqueza de diversidade é ter pessoas de espaços diferentes, porque atendemos pessoas de locais diversos. Para falar de diversidade, eu preciso, no mínimo, estar diverso”, reflete Marly.

Essa capacidade de ser diverso não existe ou é mantida pelo estar diverso, mas por um esforço estratégico da empresa que tem um histórico-cultural, e que foi endossada com a continuidade e com uma força de trabalho considerável e focada, a partir de um trabalho guiado por uma consultoria especializada.

O primeiro movimento a partir do diagnóstico feito junto à consultoria foi a criação de um Comitê de Diversidade, de indicadores e de grupos de afinidades baseados nos pilares de gênero, raça, LGBTQI+, pessoas com deficiências (PCD) e multigerações.

O segundo passo se deu com o aprimoramento de políticas e programas de desenvolvimento. Esse ponto, segundo Marly, é muito explorado junto a mentorias para a carreira. O mapeamento desses grupos também colabora para que nos processos seletivos se traga esses perfis.

A busca por pessoas que possam contribuir com a diversidade almejada é um dos caminhos explorado no Sabin. A conexão com associações que pudessem ajudar a encontrar candidatos LGBTQI+ e pessoas com deficiências, permitiu que se desse início e foco ao trabalho com esses grupos. Hoje o quadro de funcionários PCD chega a 285 pessoas (5%/0,21% em cargos de liderança). No caso de LGBTQI+, os percentuais são de 1,89% e 2,88%.

Crédito: Divulgação Sabin | As três fotos publicadas nesta matéria foram tiradas antes da pandemia.

Os grupos de afinidade têm um papel fundamental nesse processo. No Sabin eles se reúnem a cada três meses. Partem de temas que os participantes – pessoas de toda a empresa – levam para refletir e contribuir. O grupo se reúne e propõem pautas para os sponsor escolhido para representar o grupo.

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Os assuntos/necessidades selecionados a partir das discussões são levados ao Comitê de Diversidade. Na área de RH há profissionais destinados exclusivamente a compilar e conduzir esses assuntos. Eles também representam a empresa, em diversos quóruns externos sobre diversidade. O Sabin é associado do Movimento Mulher 360, por exemplo, nosso parceiro aqui no Mulheres Em Ação.

Outra estratégia da companhia é ter a diversidade almejada representada entre as lideranças. Na empresa há três pessoas transexuais – uma delas sendo responsável por uma das unidades de atendimento do Grupo Sabin em Salvador (BA). Na visão da Diretora Administrativa e de Pessoas, todas essas ações orquestradas refletem nas notas colhidas em pesquisas de clima realizadas constantemente por institutos independentes na empresa: são sempre superiores a 90%, 95%, porque as pessoas se dizem respeitadas e com liberdade para crescer e se desenvolver no trabalho como são.  

A área de RH tem como um dos responsáveis um cadeirante. “Ele sabe do que está falando, do que é preciso para oferecermos mobilidade e para nossos PCDs estarem integrados. Ou seja, não é uma questão de cumprir cota, mas como ter profissionais de talento e como ajudá-los a desenvolver suas competências para continuarem crescendo na empresa, além de saber receber os clientes na mesma situação”, detalha Marly.

Entre os desafios reconhecidos pela empresa está a inclusão de pessoas pretas, especialmente na liderança. Quando se exclui os pardos da conta dos 49% desses cargos restam 5,78% de pessoas pretas. Como trazer pretos para a liderança? Onde estão essas pessoas? A criação de políticas mais específicas voltados ao grupo tem sido um caminho do Sabin. Assim como o apelo a formas mais claras de alcançar a liderança. Outro exemplo é o pilar multigeração. Entre 2019 e 2020, a empresa abriu vagas para pessoas com mais de 50 anos. Hoje elas representam 3,93% dos funcionários e 5,12% dos cargos de liderança. Mesmo assim, a média de faixa etária dos colaboradores é de 29 anos.

“A nossa organização precisa ter toda esta representatividade porque é de onde viemos. Ela fortalece as pessoas e suas relações”, reforça a Diretora Administrativa e de Recursos Humanos do Sabin, Marly Vidal.

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Grazieli Binkowski é mãe do Miguel e do Yorkshire Lilo, casada com o Erik. Vive em Porto Alegre (RS), gosta de ler (quase de tudo), curte jazz, vinhos e é apaixonada pela cultura francesa. É Jornalista, formada pela PUCRS, com uma especialização em Gestão Estratégica pela UFRGS. Tem transitado pelo mercado financeiro desde a universidade, quando começou a colaborar com o Acionista.com.br. Também tem uma história longa com Organizações Não-Governamentais. Acredita que a profissão que escolheu não é só um ganha pão. E essa impressão tem ficado cada vez mais forte ao passar dos anos. E foi por isso que surgiu o Mulheres em Ação.

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