Saiba quais taxas “corroem” seus investimentos em ações

O investidor que contrata os serviços de uma corretora para negociar ações é submetido a diversas taxas – que vão bem além da conhecida corretagem que incide sobre as operações. Tarifas de custódia, emolumentos e cobrança pelo uso de plataformas são outras fontes de receita das corretoras e também da Bolsa – e quem paga a fatura é você. Além disso, as empresas podem ganhar com o floating do seu dinheiro parado em conta e até com multas quando se opera alavancado. Portanto, conhecer todas as cobranças é essencial para avaliar a melhor corretora pela qual investir. As informações foram enviadas à reportagem pelas corretoras Rico, Clear e Toro.


Taxa de corretagem

São cobradas pelas corretoras em cada ordem de compra ou venda de ações. Pode ser um valor fixo ou um percentual cobrado sobre cada operação. Para quem opera com valores altos, a taxa fixa é mais vantajosa – em geral, fica em torno de R$ 10 por operação. Se os valores transacionados são menores ou há muita frequência de transferência, como um day trade, por exemplo, a cobrança por percentual costuma ser mais interessante. Sobre a taxa de corretagem, pesa o Imposto Sobre Serviço (ISS), que é de 2% a 5%, variando conforme a cidade. Algumas corretoras zeraram esta taxa, e podem ser olhadas pelo investidor com uma perspectiva mais econômica aos seus aportes.


Taxa de custódia

É cobrada pelas corretoras mensalmente para cobrir os gastos junto à [B]³, que é a bolsa de valores brasileira. Em geral, fica em torno de 0,2% ao ano, mas há várias instituições que passaram a isentar o cliente desta tarifa. Geralmente, a taxa de custódia é um percentual cobrado sobre o total aplicado, que cresce de alíquota conforme aumenta o valor investido. Confira abaixo a comparação de taxas entre algumas das principais corretoras.


Emolumentos

Os emolumentos são as taxas da negociação e de liquidação cobradas diretamente pela [B]³ e pela Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC), respectivamente. Dentre os custos do day trade, este imposto representa o menor valor (fica em torno de R$ 1 por operação) e também é cobrado sobre o volume financeiro negociado. É possível verificar o percentual no site da bolsa neste link: Tarifas Ibovespa.


Multa sobre saldo devedor

São os juros cobrados pelas corretoras quando o cliente fica com saldo negativo na instituição, que podem chegar a 0,3% ao dia. É como se fosse a cobertura de um “empréstimo de urgência”. Ele acontece quando os investidores não conseguem honrar o valor total investido, o que ocorre mais frequentemente em corretoras que permitem um alto grau de alavancagem.


Floating do dinheiro em conta

O floating é gerado pelo dinheiro do cliente parado na conta. Ou seja, quando o investidor não está com o dinheiro aplicado, as corretoras se aproveitam disso para ganhar o rendimento daquele recurso para si própria, em negociações no mercado financeiro.


Plataforma de terceiros

Esta não é uma tarifa, mas um custo a mais que o investidor tem para operar na bolsa, mas nem sempre entra em seu cálculo de gastos. Em parte das corretoras “low-cost”, que isentam tarifas, a plataforma própria nem sempre é a melhor alternativa, o que leva os clientes a usarem sistemas de terceiros. Neste caso, a corretora pode ficar com uma fatia da mensalidade paga pelo cliente a título de comissão, que chega a R$ 250 por mês em alguns casos.


Imposto de Renda

O Imposto de Renda deve ser declarado por todos os investidores que realizam operações em ativos da [B]³, mas apenas é pago por quem atinge mais de R$ 20 mil em ganhos. Caso alcance este valor, o investidor pagará anualmente 15% do lucro, com a corretagem já descontada, para o Leão. Já os ganhos em operações que começam e terminam no mesmo dia (os day trade) são tributados em 20%.