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É fundamental, e urgente, que os bancos e fundos de investimentos adotem critérios mais rígidos na concessão de financiamentos que impactem o meio ambiente e provoquem as mudanças climáticas.

O texto acima é do Instituto Escolhas, associação civil sem fins econômicos, fundado em 2015, que diz, em sua página na internet, existir muita opinião e pouca informação capaz de promover a real integração do desenvolvimento sustentável às políticas públicas e privadas. Por isso abriu consulta pública para uma proposta que prevê a obrigatoriedade da aplicação de uma matriz de risco ambiental para avaliar a concessão de financiamentos para projetos de infraestrutura.

Via Sustentável vem trazendo o assunto mudanças climáticas para informação e debates com certa insistência, não porque pretenda ir contra ou a favor de certas medidas e entidades, mas, sim, pela necessidade de se clarear a discussão. Não dá mais para ficarmos assistindo a tudo o que vem ocorrendo – em termos de mudanças climáticas –, de forma passiva, se queremos privilegiar o fator ESG na orientação de políticas e postura de organizações empresariais, civis e governamentais. Buscar a transparência se começa com um diálogo franco e aberto.

A chamada taxonomia europeia já classifica as “operações verdes”, dentro da legislação. No Reino Unido os bancos têm o “pratique ou explique”, enquanto na Nova Zelândia o reporte dos riscos climáticos já é obrigatório, como abordamos, neste mesmo espaço, na coluna anterior(https://acionista.com.br/o-mundo-mudou-e-a-sua-empresa/) o trabalho do TCFD (Task Force on Climate-relates Financial Disclosures). No Brasil alguns bancos já tratam de atrelar financiamentos a impactos ambientais mas o Instituto Escolhas propõe que 100% dos projetos de infraestrutura estejam enquadrados na avaliação (rígida!) dos riscos ambientais e de impactos nas mudanças climáticas.  

A consulta está aberta até o próximo dia 10 de março e as sugestões poderão ser encaminhadas pelo email [email protected]

RESULTADOS

Encerrado o pregão desta 2ª, dia 22, a Itaúsa divulgará os resultados consolidados de 2020. Na 3ª, 23, haverá teleconferência com Alfredo Setubal, presidente da Itaúsa, e Pedro Turqueto, VP de Estratégia da Copagaz, nova controlada do grupo.

WEBCAST

Grupo Sulamérica vai apresentar os resultados do 4T20 no próximo dia 24, após o encerramento do pregão. No dia seguinte, 25, haverá webcast (em português, com tradução simultânea para o inglês).

LUNA

Joaquim Silva e Luna será o novo presidente da Petrobras, a partir de 21 de março, se o Conselho da companhia se curvar à vontade do presidente da República que se mostrou irritado com o aumento do preço da gasolina e pediu a cabeça de Roberto Castello Branco.

Luna é general e atual diretor geral de Itaipu, completando dois anos de gestão nesta semana.

ESTRELAS

Ver um presidente fardado, com estrelinhas no ombro, é lembrança que os mais velhos têm do general Ernesto Geisel quando assumiu a petroleira em 1969, passando a presidência ao almirante Faria Lima em 73.  

GOVERNANÇA

No livro “Abamec 30 Anos”, de 2001 (de autoria deste colunista), eu conto uma passagem de um grupo de analistas que foi “peitar” o general-presidente da Petrobras pedindo explicações sobre alguns números, como normalmente se faz em nome da transparência.

Com sua tez germânica (era filho de um imigrante alemão) destacada, o general botou os analisas pra correr, afirmando que não lhes devia satisfação.

Outros tempos…  

IPO

A Eletromídia realizou o IPO dia 17 último. Em cerimônia na B3, a companhia levantou R$ 871,6 Milhões, sendo a primeira do setor de publicidade a se listar na Bolsa brasileira.

Criada em 1993, a empresa pode inspirar concorrentes a fazer o mesmo.

PANORAMA

A Câmara de Comércio Brasil-Alemanha do Paraná promoverá no próximo dia 25 uma webinar chamada “Panorama Ambiental 2021”, atualizando associados e demais interessados no tema.

Especialista em direito ambiental e doutor em Engenharia Florestal, Alessandro Panasolo é o convidado para discorrer sobre legislação ambiental e tendências de mercado, ao lado da advogada Camila Balbinot, pós-graduada em Direito Administrativo.  

A inscrição é gratuita pelo link  http://bit.ly/2N9k7OH

ANUÁRIO

A Vivo estreou com destaque no Sustainability Yearbook 2021, elaborado pela S&P Global ESG. A companhia agora faz parte de um seleto clube que carrega a bandeira da sustentabilidade.

O anuário analisa sete mil empresas que participam do Dow Jones Sustainability Index, servindo como referência a investidores.

LUZ

A Elektro (companhia listada desde 1998 – ticker EKTR4) deverá concluir nesta semana a substituição de 2.800 lâmpadas, por modelos LED, em escolas municipais e estaduais, além dos prédios das prefeituras de Itapirapuã Paulista, Ribeira, Barra do Chapéu, Itaoca e Tapiraí, no Vale do Ribeira (litoral sul paulilsta).

No total foram substituídas 95 mil lâmpadas (desde o ano passado), em 600 instituições públicas. Com isto, a companhia prevê uma economia de 40% de energia.

ARTIGO

Padrão IFRS Sustentabilidade: E agora, será que vai?

(*) Roberto Gonzalez e Bruno Starnini Júnior

Se você esteve distante do Planeta nas últimas semanas por causa do Carnaval (que não rolou…), da pandemia (que não termina…), do COVID-19 (vacina? Quando?) ou, ainda, não trabalha no Setor Contábil, deve ter passado desapercebido pelos olhos (e ouvidos) o anúncio dos curadores da Fundação IFRS – International Financial Reporting Standards, as Normas Internacionais de Informação Financeira, que, em 1º de fevereiro, se reuniram para analisar as respostas da consulta pública sobre os Relatórios de Sustentabilidade. O levantamento, aberto no finalzinho de setembro do ano passado, avaliou a demanda global por padrões de relato para a Sustentabilidade.

A Fundação recebeu 576 cartas de comentários e sugestões de um conjunto diversificado de organizações, entidades, especialistas e indivíduos de diversos países. Todas as respostas estão disponíveis à consulta pública em https://www.ifrs.org/projects/work-plan/sustainability-reporting/.

Nesta consulta, a IFRS quis saber: 1) Se há a necessidade do estabelecimento de padrões globais de Sustentabilidade; 2) Se a Fundação deve liderar esse processo de padronização e, em caso afirmativo; 3) Qual será o escopo (e os requisitos) dessa função normativa. Os curadores, ao analisar as respostas, concluíram que há um desejo por melhorar a consistência global e a comparabilidade nos Relatórios de Sustentabilidade, além do reconhecimento de que medidas urgentes precisam ser tomadas e a ampla demanda para que a Fundação IFRS desempenhe esse papel.

Os curadores vão se reunir em março próximo para produzir uma proposta definitiva (leia-se, um plano de ação com um roteiro e cronograma de implantação) até o final de setembro deste ano. A intenção é anunciar o estabelecimento de um Conselho de Padrões Internacionais de Sustentabilidade – nos moldes do IASB – International Accounting Standards Board, o Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade – durante a reunião da COP26, a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, em novembro.

Tudo muito lindo, tudo muito bom. A IFRS foi chamada à ação pelo público e, claramente, vai implantar normas que atendam a esse anseio manifestado pela consulta. E não poderia ter sido diferente. Afinal, para que a análise dos relatórios seja interpretada pelos leitores (os gestores, os investidores, os analistas, as Empresas, as instituições e toda a gama de stakeholders) é preciso que as características qualitativas como, clareza, confiabilidade, relevância, e o equilíbrio entre custo e benefício na preparação do Relato Integrado, tenham critérios que possam ser compreendidos e aplicados pelas empresas.

A elevação dos temas EESG – Economic, Environmental, Social and Governance como “pauta obrigatória” para toda empresa que divulga aos quatro cantos que “Sustentabilidade está no DNA…” criou um problemão com a existência de muitos frameworks, normas, resoluções e de padrões de sustentabilidade que geram um trabalho grande para as companhias, devido à necessidade de estar em conformidade com conjuntos de normas diversos. Assim, uma padronização internacional para o relato de Sustentabilidade é muito bem vinda, apesar de…

  • …se fosse verdadeiramente relevante, já teria sido tratada de forma igual a toda e qualquer norma contábil IFRS. Por quê, afinal, os curadores demoraram tanto para assumir uma posição? Será que o descrédito nas informações apresentadas nas páginas dos Relatórios de Sustentabilidade (muitos são verdadeiras obras-primas do greenwashing e da contabilidade criativa…) de muitas Empresas, finalmente incomodou?

E só dará certo e será implantada com credibilidade e entendimento pelas empresas – e, acima de tudo, terá utilidade se…

  • …a padronização utilizar, nas práticas que serão descritas, o que já existe, é de conhecimento de todos, como as próprias demonstrações contábeis do IFRS. Um possível vínculo com os indicadores GRI – Global Reporting Initiative, já consagrados quando o assunto é relato EESG não pode ser desprezado e é fundamental.
  • …não cometer o erro do IIRC – International Integrated Reporting Council, o Conselho Internacional do Relato Integrado, de criar algo novo; os tais 6 capitais, uma grande oportunidade de juntar as DCs – Demonstrações Contábeis, com os Indicadores GRI, mas não o fez. Cometeu a insensatez de se tornar um concorrente do GRI.
  • …ter por objetivo a auditoria de informações EESG que apresentem o verdadeiro impacto (as tais internalidades e externalidades) no negócio e nas operações; sem firula e contos da Carochinha.

Para quem não sabe, o IFRS é uma entidade privada com sede em Londres que organiza, avalia e divulga um conjunto de normas internacionais de contabilidade, emitidas e revisadas pelo IASB, para padronizar os procedimentos contábeis e as políticas existentes entre os países e, assim, proporcionar a mesma interpretação das demonstrações financeiras e agora, ao que parece, de Sustentabilidade. Vamos aguardar…

(*) Roberto Gonzalez é sócio-diretor da iBluezone Governança Corporativa & Soluções Associados, membro dos Conselhos das empresas  MCM Corporate, Reviq Parts e na ONG CDP Latin American. E-mail: [email protected] e Bruno Starnini Junior é jornalista especializado em EESG, Sustentabilidade, Responsabilidade Social, Comunicação Corporativa, Gestão de Crises, Imagem & Reputação. E-mail: [email protected]

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