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Revista RI completa 23 anos e se consolida como a mais longeva publicação do mercado de capitais

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De Plurale, do Rio

Revista RI , editada por Ronnie Nogueira, – que este mês celebra 23 anos de edições mensais ininterruptas, consolidando-se como a mais longeva publicação de economia e finanças do mercado de capitais brasileiro – traz como destaques da pauta da edição de março 2021, entre outras, reportagens sobre os casos: Petrobras, Vale, GameStop, assim como sobre as questões ESG e a busca das empresas por profissionais de Relações com Investidores (RI), conforme a seguir.

Furacão na Petrobras: Cida Hess e Monica Brandão analisam os impactos da indicação, pelo presidente da República, do general Joaquim Silva e Luna para a presidência da estatal, em substituição ao economista Roberto Castello Branco, que gerou desconfiança de analistas, profissionais de investimentos e investidores do mercado sobre a interferência do governo na governança corporativa e a redução da rentabilidade da Companhia. Tal reação negativa pode ser resultado do temor dos agentes do mercado quanto à possibilidade de se repetir o mesmo que aconteceu durante o governo Dilma Rousseff.

Caso GameStop: Fabiane Goldstein apresenta o perfil de todos os players envolvidos no caso GameStop, onde investidores pessoa física participantes do fórum WallStreetBets do Reddit, detendo informações públicas de vendas a descoberto da empresa GameStop, decidiram virar o jogo contra os grandes hedge funds que apostam nas quedas das cotações de determinados papéis, e passaram a comprar ações da empresa, consequentemente elevando o seu preço, forçando os hedge funds posicionados em vendas a descoberto (short sellers) a recomprarem as ações para fecharem suas posições. Tal movimento levou as ações da GameStop a subir de US$ 17 em 1º de janeiro de 2021 para a máxima de US$ 469 em 28 de janeiro de 2021. Os fundos de hedge que apostavam contra a empresa perderam quase US$ 20 bilhões. O “povo” do WallStreetBets teve ainda o apoio de ninguém menos que Elon Musk, que em 26 de janeiro deu a ajuda final que faltava ao publicar o termo “Gamestonk!!” no seu perfil do Twitter as 4:08hs da tarde, horário de Nova York. Naquele dia, após o fechamento do mercado, as ações pularam mais 140% e abriram no dia 27 de janeiro cotadas a US$ 354,83.

Governança na Vale: Marcelo Gasparino da Silva, membro independente do Conselho de Administração da Vale, destaca a importância da diversidade de opinião nos Conselhos, onde membros da comunidade LGBTQI+, a diversidade étnica e os jovens estejam presentes, abordando também a polêmica questão do “voto contrário” a candidato ao Conselho.

Questões ESG: Os conselheiros de administração Antonio Emílio Freire e Robert Juenemann alertam para os atrasos da agenda ESG e a composição inadequada dos Conselhos Corporativos, destacando que “desde a década de 1980 se fala em Responsabilidade Corporativa, ESG emergiu em 2019 e desde então tópicos como mudanças climáticas, diversidade, bem-estar do trabalhador, abusos dos direitos humanos etc… têm sido assuntos recorrentes no mundo dos negócios, entretanto, embora muitos investidores e CEOs estejam levando ESG a sério em suas tomadas de decisão, um grupo ainda está muito atrasado: Os Conselhos Corporativos.”

Procura-se profissionais de RI: Daniela Rocha questiona: Cadê os RIs? Onde estão? Basta fazer algumas pesquisas no Google, nos sites das companhias, no LinkedIn, além de conversar com headhunters e consultorias de recrutamento e seleção para ver que existe uma série de ofertas de vagas nas áreas de Relações com Investidores. Há posições abertas para – desde estagiários, analistas, passando por coordenadores, gerentes, chegando até diretores. O fato é que de 2014 até o final de 2019, o segmento ficou praticamente parado, com baixíssima mobilidade de profissionais, por conta do período de recessão, de economia fraca e das altas taxas de juros – que vieram caindo mais recentemente. Assim, as empresas mantiveram seus departamentos de RI enxutos e houve um hiato na formação de novos profissionais. Mas, desde o início de 2020 houve uma reviravolta e o mercado de trabalho dos RIs ficou bastante agitado. Apesar da crise causada pela pandemia do Coronavirus, veio uma onda de IPOs. A queda da Selic – chegando ao seu menor patamar histórico – estimulou um fluxo recorde de investidores pessoa física para a Bolsa, tornando o mercado mais atraente para empresas se capitalizarem. Então, por conta desse rápido avanço no mercado acionário, está havendo uma “dança de cadeiras de RIs”, que vem sendo assediados com diversas propostas, e agora existe a necessidade de capacitação de novos profissionais para essas áreas. Segundo especialistas, principalmente os profissionais seniores, aqueles com bastante know-how na linha de frente das companhias, são escassos. “Nunca recebi tanta demanda para preencher cargos de Relações com Investidores, desde o nível de coordenação até de diretoria. Porém, hoje, tem mais oferta de vagas do que quantidade de profissionais disponíveis. Há muita dificuldade para acessar pessoas, que já estão alocadas”, diz Rui Furtado, managing partner da ForGood, consultoria especializada em soluções de recrutamento de executivos. Em menos de um ano e meio, ele preencheu sete vagas de RIs. Para se ter uma ideia do avanço, nos nove anos anteriores, ele atuou em cinco colocações. “Além dos IPOs, muitas empresas estão se estruturando para se atualizarem em procedimentos ESG (Environment, Social and Governance).

Essas e outras matérias desta edição da Revista RI podem ser conferidas no site: www.revistaRI.com.br

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