Radar Empresas: B3, Telefônica Brasil e Eztec

Mais um mês forte para a B3 (B3SA3).

Destaque na prévia operacional da Bolsa em agosto seguiu sendo o volume financeiro de ações, que saltou 84,5% na comparação com a média diária de um ano atrás.

O número de investidores ativos quase dobrou em doze meses e teve bom crescimento de 9,2% apenas nos trinta e um dias de agosto, com quase 115 mil novos investidores em um mês.

No mercado de derivativos, o volume saltou 61,9% em um ano. No mercado de balcão, o volume de novas emissões de renda fixa evoluiu 7,2% no período.

Segundo os analistas da Coinvalores, o papel da B3 segue entre as recomendações dos especialistas da instituição.

Oferta de ações da Eztec (EZTC3).

Para fortalecer o seu landbank e comprar participações em projetos, a companhia anunciou uma oferta de 20 milhões de ações, que pode ter um lote adicional de 7 milhões, o que, considerando o fechamento de ontem, levantaria entre R$ 730,0 milhões e R$ 985,5 milhões.

A oferta será no modelo de esforços restritos, voltada apenas a investidores qualificados. Porém, os atuais acionistas da companhia, terão direito de subscrever ações proporcionalmente a sua participação, no sentido de não serem diluídos. A data ex-prioridade é dia 12/09, mas a quantidade de ações que cada acionista vai poder subscrever só será definida ao final do pregão do dia 19, próxima quinta. Ou seja, são duas datas de corte, uma para definir quem pode participar da oferta e outra para definir quantas ações esses acionistas que podem participar poderão subscrever. O período de reserva para os atuais acionistas é de 13 de setembro até 20 de setembro. O preço será definido por bookbuilding e será anunciado no dia 24 de setembro. Ações passam a ser negociadas no dia 26 ainda desse mês.

Telefônica Brasil: Cia vai vender ativos

A espanhola Telefónica, dona da marca Vivo no mercado brasileiro, informou que pretende acelerar a venda de seus ativos de infraestrutura. Segundo a companhia, a maior parte de seus ativos de infraestrutura estão no Brasil, no Reino Unido, na Alemanha e na Espanha.

Em comunicado, a companhia informou que possui 50 mil instalações voltadas para telefonia móvel e que tais ativos podem gerar aproximadamente € 360 milhões em lucro operacional e receita de € 830 milhões. Serão estudadas nos próximos 12 meses diversas opções para capitalização desses ativos, incluindo o compartilhamento das estruturas com outras companhias. Além disso, a operadora informou ainda que vai gastar € 1,6 bilhão com mudanças no quadro de funcionários e demissões na Espanha. O plano inclui um programa de demissão voluntária voltado para trabalhadores acima de 53 anos e a criação de projetos de qualificação para os funcionários que continuarem na companhia.

De acordo com os analistas da Guide Investimentos o impacto deve ser marginalmente positivo. Pois, segundo os especialistas da instituição, a Telefônica passa por uma reestruturação, com foco na redução de custos operacionais, e melhor alocação de investimentos, em especial, nas operações digitais.