Queda dos juros aumenta a atratividade dos FIIs

A recente queda dos juros básico do país, a Selic, pode aumentar a atratividade dos FIIs. Segundo BB Investimentos, o mês de abril foi marcado por contínuas medidas de apoio dos governos e expectativas de reabertura das economias estimulou os mercados, em um mês de recuperação.

O IFIX encerrou abril com alta de 4,4%, porém no ano ainda acumula uma queda de 18,6%.

Contrariando nossas expectativas, a Bolsa encerrou abril em forte alta, e o IFIX, apesar de não ter acompanhado no mesmo ritmo, subiu 4,4% no mês. O aumento no número de casos de COVID-19 pelo mundo, as quedas recordes no PIB de grandes economias e as taxas elevadíssimas de desemprego não abalaram os mercados, que avançaram estimulados pela aprovação de novos pacotes de ajuda financeira pelos governos, em especial nos EUA, bem como pelas expectativas de flexibilização da quarentena e reabertura parcial das economias.

No último dia 06 de maio, o Copom fez um novo corte na taxa Selic de 0,75% para 3,0% a.a., seu menor nível histórico, superando as expectativas de grande parte do mercado que acreditava em um corte de 0,5%. Além disso, a depender do cenário fiscal e da conjuntura econômica, o Copom diz considerar um novo corte para a próxima reunião, podendo encerrar o ciclo de ajustes nos 2,25% a.a.

Ainda que o consenso do mercado – no mais recente relatório Focus – esteja estimando uma queda para o PIB do Brasil próxima a -4,0% em 2020, em função dos fortes impactos do coronavírus em praticamente todos os setores da economia, o importante agora, olhando para o mercado de Fundos Imobiliários, é escolher aqueles com exposição a setores cujo impacto será em menor escala.

Ressaltamos que não apenas o declínio recente no preço dos ativos gerou oportunidade de entrada em Fundos Imobiliários (FIIs) que estavam sendo negociados a múltiplos caros, mas a queda na taxa de juros também aumenta a atratividade dos mesmos, visto que a rentabilidade de classes de ativos de menor risco tem perdido o apelo.

Ademais, mesmo diante da atual crise e da relevante volatilidade observada no mercado de renda variável, o número de investidores que migrou para a B3 aumentou em 400 mil nos últimos dois meses, na busca por maior ativos com maior potencial de retorno, ainda que isso implique em assumir um grau mais elevado de risco.

Segundo BB Investimentos

Para maio, mantivemos inalterada nossa carteira. Além da diversificação nos segmentos de logística, varejo, escritórios e recebíveis, e até por meio de um FOF, consideramos que os fundos recomendados nela apresentam resiliência e menor risco de perda de patrimônio, bem como estão distribuídos em setores menos impactados pela crise atual.

Por: BB Investimentos

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