Quatro small caps para ficar de olho no médio prazo

Empresas menos visadas e negociadas pelos investidores – as small caps – podem trazer possibilidade de bons lucros aos seus acionistas. Mas também requerem mais cuidado, pois estão sujeitas a flutuação intensa, já que as ações podem estar concentradas.

Veja as sugestões de três analistas de mercado sobre small caps que valem ser analisadas com atenção para o médio prazo.

MULTIPLAN ON (MULT3): A retomada da economia e a incorporação de novas tecnologias poderá afetar positivamente os resultados da empresa de shoppings, conforme a Mirae Asset.

A receita bruta da Multiplan subiu 6% no trimestre anterior em relação ao 2T18, alcançando R$ 319,4 milhões, apesar do aumento das despesas, puxado por gastos em marketing.

“A empresa está lançando um serviço de aplicativo para ativar as conveniências nos seus shoppings, o que é positivo e tende a impactar nos próximos trimestres”, afirma Fernando Bresciani, analista da Mirae Asset. “Esperamos resultados sólidos e crescentes nos próximos trimestres, em razão da retomada da economia, queda de juro e baixa inflação, que traz aumento no consumo”, completa.

EVEN (EVEN3): Os primeiros sinais da retomada da economia para a construção civil têm irradiado confiança nos analistas de investimentos.

Empresas que vinham amargando prejuízos nos resultados anteriores, mas têm uma gestão eficiente, poderão se beneficiar, como o caso da Even, construtora focada em média e alta renda, com baixa dívida e potencial para aumentar o lucro em relação ao patrimônio líquido.

“As construtoras estão começando a retomar lançamentos e reencontrando os lucros”, explica Eduardo Guimarães, analista da Levante, que afirma que o setor da Even, de média e alta renda, tende a ser promissor daqui por diante. “No caso da Even, a empresa saiu de um prejuízo em 2018 e deve entregar um lucro crescente nos próximos três anos”, afirma.

RUMO ON (RAIL3): A empresa da área de logística tem conseguido entregar lucro que surpreende parte dos analistas, muito em razão da redução das despesas.

De acordo com a Mirae Asset, o lucro líquido foi de R$ 249 milhões no segundo trimestre, com significativo aumento em relação ao 2T18.

“Embora o resultado tenha ficado em linha, continuamos esperando aumento de volumes nos próximos trimestres, maior eficiência em custos e aumento de margens e de lucro, uma vez que esse setor será um dos beneficiados com a expectativa de retomada da economia interna”, aponta Fernando Bresciani, analista da Mirae Asset.

ENGIE ON (EGIE 3): A boa gestão, a eficiência na geração de caixa e o crescimento expressivo no segmento de geração e transmissão de energia via aquisições colocam a Engie como uma das favoritas da Guide Investimentos.

A aquisição da TAG e abertura do mercado de gás traz maior diversificação do portfolio de ativos da companhia. Com contratos com a Petrobras, os ativos mantém o perfil de previsibilidade de geração de caixa, avalia a Guide.

“Cerca de 90% de sua garantia física vendida já está contratada em 2019, a empresa está bem posicionada contra o risco hídrico e mantém ótima perspectiva de fluxo de dividendos. Assim, a empresa não deve sentir os efeitos de uma atividade econômica em recuperação ainda gradual”, avalia Victor Beyruti Guglielmi, economista da Guide.

As Small Caps mais escolhidas para este mês