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Produção e Produtividade

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Prof. Rodrigo Antonio Chaves da Silva

Contador, Especialista em gestão econômica das empresas, ganhador do prêmio internacional de análise financeira Luis Chaves de Almeida ( 2008/2009)

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Um conceito muito usado por políticos, economistas, contadores, advogados, e administradores é o de produtividade. Embora, qualquer ciência ou aplicação de atividade técnica o use, ele é deturpado francamente na sua utilização lógica, conforme a essência interpretativa que o aufere.

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Surge primeiramente uma pergunta básica ao conhecimento conceitual: o que é a coisa? E no caso da produtividade, poderíamos nos perguntar: significa produzir? É o grau operacional do patrimônio ou da economia em fabricar, montar, e extrair? Claro que dentro da modernidade este conceito é totalmente desviado da sua realidade.

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Produzir, fabricar, montar, são nada mais do que funções ou movimentos do sistema de operacionalidade; como todo patrimônio tende a ter uma produção seja de revenda, produção, ou serviços, esta dinâmica é classificada como atividade operacional, isto é, o próprio conceito o qual se encaixa a produção.

É a operacionalidade patrimonial concernente à produção dos diversos mercados, desde o agropecuário, até mesmo o imaterial, ligado às invenções, marcas, e patentes.

Portanto, uma coisa é PRODUZIR, outra coisa é ter PRODUTIVIDADE.

A produtividade consiste em fazer muito usando os mesmos recursos, ou até mesmo, menos recursos.

É obter rendimento, isto é, trazer o máximo de proveito ou resultado com o mínimo de custo e gasto.

Ser produtivo é evitar desperdícios.

Podemos dar um exemplo no campo do trabalho industrial: o de produzir mais peças em menos tempo, ou produzir muito mais usando o mesmo tempo. Rendendo o tempo, ou fazendo-o render. Aproveitando ao máximo os recursos investidos, temos o movimento de produtividade.

Diferente de produzirmos muito, o correto seria termos a produtividade, isto é, usarmos o máximo de recursos com o mínimo de tempo, evitando o ócio, o desperdício, as rebarbas, os excedentes, e exageros.

Se os setores da economia pensassem mais na produtividade, teríamos menos filas, menos burocracias, menos papelada, menos excessos, menos protelações, muito mais atendimentos, muito mais serviços, muito mais possibilidades, muito mais pontualidades, muito mais acessos, muito melhores salários.

Não adianta esperarmos acontecer, o importante é fazermos, gerando os maiores frutos possíveis no menor tempo possível.

Produção é insuficiente por si, pois, muitas vezes os custos e a mão-de-obra ligados a esta, estão totalmente carentes de eficiência, isto é, de aproveitamento dos valores aplicados com o melhor uso do tempo, portanto, às vezes teríamos muito ou pouco, todavia, sem termos realmente cumprido o tempo, dentro do uso dos materiais, do trabalho, das atividades, processos, e dos métodos.

É o caso de vermos num balanço uma conta de estoques de $ 280.000,00 que geram $ 450.000,00 de vendas, diferente de vemos um estoque de $ 150.000,00 gerando $ 1.200.000,00; obstante, temos vendas, e valores estocados, mas muito mais produtividade, ou eficiência no segundo momento, visto aproveitarmos empatando menos capital ativo, obtendo o maior rigor de método nas compras, nos giros, nos preços, e obtendo o maior retorno possível pelas receitas auferidas.

Produzir então é pouco sem produtividade, este fenômeno é muito mais importante como atividade proveitosa, ou rendimento, gerando cada vez mais resultados, ou diversos resultados no menor tempo.

A solução, pois, das empresas não se encontra em volumes grotescos apenas, mas acima de tudo em tempos e movimentos.

Por isso, que o Japão atingido pela segunda guerra mundial, precisando sair daquela nefasta posição que se encontrava, procurava imaginar como escapar do retrocesso ou do atraso, sendo que em verdade, não compunha de condições geográficas favoráveis, muito menos terra abrangente, ou até esbanjamento dos recursos naturais, surgindo diversas dúvidas com relação à solução para a sua economia.

Este país foi predominantemente rural, e não desenvolvia grandes tecnologias no decorrer das suas épocas.

O pensamento de solução foi o de conseguir a produtividade, nos setores da economia e do conhecimento.

Um dos grandes engenheiros japoneses que foi Toyota, idealizador do modelo Toyota, ao visitar uma sede do McDonalds nos Estados Unidos percebera que esta empresa conseguia entregar sanduíches em no máximo dez minutos, ou muito menos.

O segredo estava em cozinhar e preparar os processos, favorecendo então a “montagem” do mesmo produto.

A sua idéia fertilizou quando comprovava que a eficiência estava não em proporções, mas nas velocidades que se dão às mesmas, e também na organização do trabalho e dos processos conforme o objetivo.

Mesmo o Japão sendo um conjunto de ilhas poderia ter grandes produções, porque a eficiência, e o rendimento, favoreceriam a muita produção, todavia, absolutamente organizada e regrada para os resultados e objetivos.

Uma empresa marítima de fretes japoneses poderia, pois, produzir muito mais com menos tempo, desde que aproveitasse corretamente os espaços, favorecendo a diversos fretes, em vez de acúmulos de estoques e de produção.

Criou ele o modelo “Kaban” (produtividade), que é o uso de cartões, para selecionar, e despachar materiais; sistema simples com grande proveito.

Este processo de organização, aproveitava os espaços, despachando mais rápido os produtos, favorecendo a limpeza, a ordem, o método.

O povo japonês por si já é criterioso e metódico, além de tudo, bastante disciplinado, sendo um dos primeiros países em uso do tempo total do ano no trabalho, com pouquíssimos feriados.

Poder-se-ia questionar se o trabalho com afinco poderia gerar o desemprego, visto que, se investiu muito em tecnologia, para se ter talvez “menos pessoas”, mas ocorrera o contrário, as empresas, mesmo usando grandes máquinas passaram a investir em tecnologias, em pesquisas, projetos, e desenvolvimentos, o que gerou em realidade um grande números de engenheiros, técnicos, operadores, e pesquisadores empresariais, empregando muito, causando inclusive deflação.

A produtividade foi o fenômeno escolhido pelos Japoneses para serem o pais modelo do mundo.

Espaço no Japão é tudo, mesmo sendo bem populada Tóquio, ela o é em aproveitamento dos espaços; até os hotéis aproveitam os espaços da rua, fazendo cápsulas como quartos e habitações, e ainda usando os espaços ociosos das cidades.

O método que alavancou o mundo, privilegiando poucos volumes, a ordem e os processos, a disciplina, era especificamente de produtividade, o que fez uma nação subdesenvolvida ser uma das maiores potências mundiais.

Cada tempo perdido, cada acúmulo de valores, cada desorganização, cada método despreparado, prejudica a noção do tempo, e do uso dos ativos, o que mantém sem dúvida uma improdutividade.

Ser eficiente é manter o máximo de proveito, isto é, rendimento; e evitar os desperdícios, isto é eficiência.

Felizmente não existe economia favorável sem pontualidade, isso vale para todos os setores e atendimentos, para as empresas públicas e privadas, e acima de tudo para a vida de todos; quanto tempo nós perdemos ou ganhamos fazendo as atividades que nos são dadas, principalmente nas empresas as quais trabalhamos? É uma pergunta de reflexão.

Produzir é importante, mas sem produtividade, pode indicar defeitos de estrutura, de movimentos, e acima de tudo, capitais sem eficiência, rendimentos, em prol da rentabilidade das células sociais.  

Rodrigo Antonio Chaves Silva

Rodrigo Antonio Chaves Silva

Contador, especialista em gestão econômica, Perito Judicial, Analista Patrimonial, Auditor, Consultor, ganhador dos prêmios internacionais de história da contabilidade Martim Noel Monteiro, de contabilidade financeira Luis Chaves de Almeida e Rogério Fernandes Ferreira, é autor de 27 livros, sendo 22 pela Editora Juruá, e mais de 350 artigos, imortal da Academia Mineira de Ciências Contábeis, e da Academia de Ciências Letras e Artes de Manhuaçu. https://profrodrigochaves.com.br/

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