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Previdência Privada substitui a Previdência Social?

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– A PREVIDÊNCIA SOCIAL ESTÁ QUEBRADA!

Grita um cidadão.

– Por isso que eu já invisto em Previdência Privada.

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Diz o outro acreditando ter feito uma excelente decisão para não “depender do governo” na hora de se aposentar.

Essa historinha é bastante corriqueira quando se puxa o assunto de aposentadoria em uma roda de amigos. Eu mesma já acreditei que Previdência Privada fosse uma Previdência Social Particular, como se fosse um INSS privado.

E faz todo sentido pensar dessa forma! Afinal, o mundo em que vivemos funciona assim. Mas a verdade é que existe uma falha de entendimento quando o assunto é a Previdência Privada.

As causas dessa pequena falha inclusive já foram detectadas por especialistas da área de psicologia, onde ao nos depararmos com uma determinada situação, nosso cérebro usa “atalhos” para o entendimento. Mas esses atalhos podem provocar alguns vieses no momento de elaborarmos uma compreensão e pode até nos levar ao engano.

E com toda certeza um grande exemplo onde pode haver enganos é no entendimento da Previdência Privada. Nós, desde muito jovens, temos algum esclarecimento de que existem iniciativas, bens e serviços públicos e privados:

– Escolas Públicas e Privadas;

– Hospitais Públicos e Privados;

– Meios de Transporte Públicos e Privados;

– Universidades Públicas e Privadas;

– Bancos Públicos e Privados.

E, de forma análoga, acreditamos que a Previdência Privada é uma versão privada do INSS. Mas não é e não deve ser encarada como tal.

Nota: Eu tenho certeza de que ainda vai surgir alguém aqui para invalidar a minha fala, porém a minha missão aqui é informar e educar a minha audiência de forma que os tornem livres e pensantes.

E por que a Previdência Privada é diferente?

Porque ela deve ser vista como um tipo de Investimento e não como um substituto da Previdência Social. Quando você tem esse olhar, passa a entender que, assim como todo tipo de investimento, você precisa entender:

– Qual a modalidade desse Investimento? (Coletivo ou Individual)

– Como ele rende? (Renda Fixa ou Renda Variável)

– Quais os riscos?

– Quais as regras de pagamento de Imposto?

– Qual o lastro desse investimento? Qual a empresa por trás da emissão desse tipo de investimento?

– Quais as regras e prazos de resgate?

– Como analisar e escolher?

Isso muda tudo! Pois, quando você entende que a Previdência Privada é um tipo de investimento, você entender que:

1-     Você deve analisar e escolher a melhor opção possível;

2-     Você deve monitorar;

3-     Você deve destinar apenas uma fatia dos seus aportes a ela.

Quando você não tem esse entendimento pode simplesmente cair na grande armadilha de concentrar todas as suas reservas destinadas a aposentadoria em uma Previdência Privada de péssimo desempenho que o banco ou cooperativa te empurrou.

É por isso que eu brinco que Previdência Privada é “matar a sede com refrigerante!” Um ‘refri’ geladinho dá a sensação de que você matou sua sede? Sim, mas em realidade o seu corpo precisa de água para se hidratar.

Você pode até ter colocado um refrigerante para compor o seu carrinho de compras do supermercado, mas não deveria contar com ele para se hidratar, pois no longo prazo isso pode te trazer problemas e chegar ao ponto de ser “tarde demais” para voltar atrás.

A Previdência Privada é mais ou menos assim. Ela até pode estar presente na sua carteira, pode inclusive ser interessante em alguns casos para fins fiscais.

Mas ela em si não deve ser vista como “suficiente” para de fato proporcionar que lá na frente você esteja aposentado e vivendo a vida de alto padrão que você merece. Mesmo que em um instante inicial ela traga a sensação de “matar aquela sede” de planejar a aposentadoria, o que verdadeiramente “hidrata” esse plano é a construção de um patrimônio robusto com bens ativos.

Eu digo isso porque hoje me deparo com muitas pessoas que já contribuíram por mais de uma década para a Previdência Privada, nunca se interessaram por outros investimentos e hoje se sentem angustiadas por perceberem que ali não haverá garantia de uma velhice confortável financeiramente.

O que proporcionará a sua aposentadoria é a sua capacidade de fazer com que parte da renda recebida no período de idade ativa seja destinada a investimentos, ou seja, que você consiga ao passar dos anos expandir suas fontes de renda.

Lembre-se! Não há problema algum continuar trabalhando após os 60 ou 70 anos… O problema é ser obrigado a continuar trabalhando após os 60 ou 70 anos de idade.

Você é um ser humano e MERECE uma vida de alto padrão, equilibrada e feliz.

Um grande beijo e ‘vamo investir’!

Laura Pacheco

Laura Pacheco

Sou economista especializada em Finanças, trabalhei no mercado financeiro orientando profissionais de alta renda a sofisticarem suas decisões de investimento e atualmente atuo como educadora financeira. Através de cursos e palestras, mostro que investimento não só pode como deve fazer parte da rotina do cidadão brasileiro. Insta: @economistalaura

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