Por que a bolsa deve bater recorde de IPOs em 2020

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Em busca de fontes de financiamento para se expandir, investir em tecnologia ou reforçar o caixa em meio ao cenário de incertezas, muitas empresas têm aberto suas ações ao longo deste ano – e 2020 já caminha para ser o ano mais movimentado em IPOs (ofertas iniciais) desde 2007.

As ofertas das companhias brasileiras no mercado de capitais somaram R$ 84,2 bilhões no terceiro trimestre e contribuíram para o total de R$ 236,9 bilhões registrados no ano até setembro, de acordo com os dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais)

O volume de emissões em 2020 está 21,4% abaixo do verificado no mesmo período de 2019. No entanto, para os próximos meses, já estão em andamento operações que podem chegar a R$ 18,2 bilhões, além de ofertas em análise (desconsiderando as de ações) que equivalem a R$ 9,1 bilhões.

No ano, 11 IPOs já foram concluídos (somando R$ 13,8 bilhões) e sete estavam registrados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ao final do terceiro trimestre – com o encerramento da distribuição de todos, será o maior número de empresas abrindo capital na bolsa de valores brasileira em 13 anos. Entre os follow-ons (ofertas subsequentes), 18 operações atingiram R$ 55,4 bilhões. Ainda há 42 companhias à espera de registro da CVM para levarem seus IPOs adiante.

“Mesmo ainda enfrentando a pandemia, o terceiro trimestre foi um bom momento para os IPOs”, avalia Sergio Goldstein, vice-presidente do Fórum de Estruturação de Mercado de Capitais da Anbima.

“As operações realizadas até agora mostram que o nosso mercado está mais maduro e sadio e se consolida como importante fonte para as companhias levantarem recursos. Além disso, continuamos com os juros baixos, o que tem favorecido as boas ofertas”, complementa.

Por outro lado, quatro empresas desistiram de suas ofertas iniciais no Brasil no começo de outubro. De acordo com a CVM, a plataforma de aluguel de apartamentos mobiliados Housi, a fornecedora de medicamentos genéricos Elfa, a construtora Patrimar e a comercializadora de eletricidade 2W Energia engrossaram a lista de desistências, elevando para 11 o total de empresas que preferiram recolher os planos de estreia na B3.

De acordo com analistas, as desistências ocorrem depois que algumas das companhias que estrearam recentemente na bolsa paulista precisarem que se submeter a preços abaixo do que desejavam para levarem suas ofertas adiante.

João Arthur Almeira, gestor (CGA) da Suno Research, explica que pode ser interessante ao investidor participar destas ofertas, mas é fundamental que ele se cerque de cuidados.

“Os IPOs podem trazer boas oportunidades, como descobriu quem participou das recentes aberturas de capital da Centauro e do Banco Inter”, exemplifica. “Algumas pessoas acham que o IPO é um pouco caro, que o preço das ações estão sobrevalorizados. Mas o interessante é fazer uma avaliação da empresa sem preconceito”, afirma.

Para Almeira, é preciso analisar quem são os controladores da companhia, qual a finalidade do investimento – fazer novos investimentos ou abrir novas lojas, por exemplo – , fazer o valuation e ler atentamente o prospecto. Este material, obrigatório a quem abre capital, reúne informações dos últimos três anos e mostra a situação das dívidas, do caixa, quem são os principais concorrentes e as oportunidades de expansão.

“O prospecto pode ser bem volumoso, e neste caso pode valer mais a pena começar a leitura pela versão resumida para ter uma ideia mais clara da oportunidade”, completa.

Grazieli Binkowski

Grazieli Binkowski

Grazieli Binkowski tem 37 anos, é mãe do Miguel e do Yorkshire Lilo, casada com o Erik. Vive em Porto Alegre (RS), gosta de ler (quase de tudo), curte jazz, vinhos e é apaixonada pela cultura francesa. É Jornalista, formada pela PUCRS, com uma especialização em Gestão Estratégica pela UFRGS. Tem transitado pelo mercado financeiro desde a universidade, quando começou a colaborar com o Acionista.com.br. Também tem uma história longa com Organizações Não-Governamentais. Acredita que a profissão que escolheu não é só um ganha pão. E essa impressão tem ficado cada vez mais forte ao passar dos anos. E foi por isso que surgiu o Mulheres em Ação.

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