Por dentro das corretoras: A mulher na Ativa Investimentos

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Com mais de 35 anos de trajetória, a Ativa Investimentos é um personagem da história de transformação que marca o mercado financeiro e de ações no Brasil. Em 2021, a Ativa foi considerada uma das três corretoras que melhor atende os clientes, segundo votação dos usuários do buscador de investimentos gratuitos Yubb No levantamento também recebeu o quinto lugar entre as “Melhores Empresas de Investimentos” e na categoria “Melhores Corretoras” (leia mais sobre o ranking aqui).

A corretora é a primeira retratada na sessão “Por dentro das corretoras” que trazemos aqui no Mulheres Em Ação. A ideia é mostrar como um dos principais agentes do mercado financeiro e de capitais do Brasil – as corretora de valores, casas de análises e empresas de investimento – pensam e tratam a questão da mulher, seja da porta para dentro, considerando as pessoas que fazem o seu dia a dia, ou do lado de fora: seus clientes.

O cenário da Ativa Investimentos acompanha o mercado financeiro de forma geral. As mulheres representam 27,43% dos funcionários e 25% ocupam cargos de liderança. De acordo com Juliana Figueiredo, diretora de Governança Corporativa da Ativa Investimentos, esse é um movimento que deve crescer cada vez mais. “Os investidores vêm pedindo diversidade nos conselhos”, afirma. 

A relação aproximada de um quarto das mulheres também segue em relação aos investidores na bolsa de valores e de clientes pessoa física na Ativa. O ano de 2020 foi de forte crescimento no número de investidores individuais na bolsa de valores, a B3, puxado, entre outras razões, pelo patamar histórico da taxa de juros (Selic) no Brasil, que chegou a estar em 2% ao ano, fazendo com que os investidores buscassem opções mais ousadas para fazer render seu dinheiro, como no mercado de renda variável.

A participação de mulheres no mercado de ações já vinha crescendo. Mas deu um salto nesse ano, crescendo 118% frente a 84% de investidores homens. Mesmo assim, as mulheres representavam 26,2% dos investidores pessoas físicas na bolsa no final de 2020.

Por enquanto a Ativa não tem ação específica voltada paras mulheres investidoras. A maioria das clientes da Ativa Investimentos tem perfil moderado (49,04%), seguido por clientes conservadoras (35,88%) e agressivas (15,08%). Em relação aos produtos preferidos por elas, 59% investem em renda fixa, 52% em ações e 43% em fundos de investimentos (normalmente, as investidoras aplicam em mais de um tipo de produto, a fim de compor um portfólio mais diversificado). 

A empresa trabalha com diversas opções de investimentos, assessoria especializada, com foco no atendimento de excelência. Atualmente, oferece produtos variados como: Renda Fixa, Renda Variável, Fundos de Investimentos, Tesouro Direto, Ações, COE’s, Fundos Imobiliários, Previdência Privada, Câmbio de Moedas, entre outros. 

Conheça um pouco mais de algumas mulheres que fazem o dia da dia da Ativa Investimentos:

Juliana Figueiredo

Diretora de Governança Corporativa da Ativa Investimentos, 31 anos.

Formada em direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Juliana começou sua trajetória na Ativa Investimentos aos 24 anos, na área de Compliance. E ela se adaptou tão bem ao universo do mercado financeiro que, antes dos 30 anos, assumiu a Governança Corporativa da corretora. Atualmente, é diretora de várias áreas e acabou de ter um bebê. Agora, está aprendendo a conciliar a maternidade com a volatilidade do mercado financeiro. Sobre a participação das mulheres no setor, ela reflete: 

“Estamos vivendo um momento de disrupção da liderança. No futuro, empresas que oferecerem ambientes hostis às mulheres serão ainda mais cobradas pela sociedade e dificilmente sobreviverão. Os investidores vêm pedindo diversidade nos conselhos”.

Adriana Runte

Operadora de mesa da Ativa Investimentos. A Adriana tem 56 anos, é formada em Administração e trabalha no mercado financeiro desde 1986.

Ela começou como estagiária da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, uma das primeiras bolsas a entrar em operação no país e que acabou sendo incorporada pela BM&FBOVESPA em 2008. Na época, ela disputou 10 vagas com mais de 100 candidatos, e somente duas mulheres foram aprovadas. “Era como se fosse um trainee na época para rodar a Bolsa inteira. Passei pelo pregão, pela área de risco, e quatro meses depois fui efetivada”, lembra.

Sobre o ambiente masculino, Adriana conta que passou por algumas situações peculiares. “Quando estagiei no pregão, teve bastante confusão. Eu tinha 20 e poucos anos e, quando aparecia, os operadores meio que se alvoroçavam, lançavam olhares. Parecia que estavam em uma festa. O diretor do pregão chegou a pedir pra eu trabalhar sossegada em outro local e voltar ao pregão somente no dia seguinte”, recorda ela, que trabalha na Ativa há um ano.

“Naquela época, também atendia corretoras por telefone, e os homens costumavam jogar charme, mas esse tipo de situação nunca me intimidou”, garante. Para Adriana, as mulheres conquistaram bastante espaço no mercado financeiro, mas ainda podem evoluir mais. “Eu entrei na Bolsa do Rio em uma época em que a mulher estava começando a se fortalecer. Fui contemporânea à primeira Superintendente da Bolsa, e isso foi importante. Porém, acho que ainda precisamos evoluir. Sei que algumas corretoras ainda pagam menos para mulheres porque podem engravidar”, lamenta.

Fabiana Zylbergeld

É operadora de BM&F da Ativa Investimentos. Ela trabalha no mercado financeiro desde 2007 e é a única mulher que opera na Mesa de BM&F no escritório de São Paulo. Sobre o ambiente de trabalho, ela afirma: “Realmente é mais masculino e o segredo é não se deixar intimidar. Tem que se colocar e ganhar espaço”.

Ela já passou por outros corretoras e contou que sentiu diferença na maneira como mulheres eram tratadas.

“Passei por um ambiente bastante hostil em outra corretora. As mulheres eram subestimadas, tinha muita panelinha entre os homens. Quando entrava um cliente novo, por exemplo, não deixavam chegar até mim, e a remuneração das mulheres era diferente também. Hoje, na Ativa, eu não sinto nada disso, até porque a diretora do escritório de São Paulo é uma mulher, e isso com certeza faz diferença”, conclui.

Para conhecer outras iniciativas no mercado financeiro aqui no Mulheres Em Ação:

Lei a matéria que reproduzimos sobre iniciativas de diversidade na Warren.

E conheça a história de uma das referências femininas no mercado financeiro, Sandra Blanco.

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Grazieli Binkowski

Grazieli Binkowski

Grazieli Binkowski tem 37 anos, é mãe do Miguel e do Yorkshire Lilo, casada com o Erik. Vive em Porto Alegre (RS), gosta de ler (quase de tudo), curte jazz, vinhos e é apaixonada pela cultura francesa. É Jornalista, formada pela PUCRS, com uma especialização em Gestão Estratégica pela UFRGS. Tem transitado pelo mercado financeiro desde a universidade, quando começou a colaborar com o Acionista.com.br. Também tem uma história longa com Organizações Não-Governamentais. Acredita que a profissão que escolheu não é só um ganha pão. E essa impressão tem ficado cada vez mais forte ao passar dos anos. E foi por isso que surgiu o Mulheres em Ação.

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