Pontos de discussão do sistema socialista-bolivariano

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Contador, especialista em gestão econômica, Perito Judicial, Analista Patrimonial, Auditor, Consultor, ganhador dos prêmios internacionais de história da contabilidade Martim Noel Monteiro, de contabilidade financeira Luis Chaves de Almeida e Rogério Fernandes Ferreira, é autor de 27 livros, sendo 22 pela Editora Juruá, e mais de 350 artigos, imortal da Academia Mineira de Ciências Contábeis, e da Academia de Ciências Letras e Artes de Manhuaçu. https://profrodrigochaves.com.br/

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Prof. Rodrigo Antonio Chaves da Silva

Contador e Analista empresarial

O socialismo tem diversas facetas, sendo uma das poucas ideologias que conseguiu muitos adeptos, ou “deu certo” no sistema de convencimento, embora no próprio processo e teste teórico, e nas suas aplicações práticas, não dera certo em lugar nenhum.

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Há diversos tipos de socialismo nesta mesma métrica. Temos aquele ligado a um tipo de elitização de classe, o chamado Fabiano; temos o direto, que prega uma socialização radical dos bens; temos o revolucionário, que se mantém pela força até as entidades de produção; temos a social-democracia, que é um tipo de capitalismo do Estado, meio positivista, mas com o Estado inchado; temos o socialismo indireto, feito pela taxação progressiva, e temos o atual muito parecido na América Latina, que é o bolivarista, bolivarianista, ou bolivariano, que também tem cunho socialista.

O socialismo, num conceito mais filtrado – absolutamente desprovido da própria fundamentação dos autores socialistas – seria uma socialização dos bens de produção, permitindo uma renda igual, e uma participação completa dos bens de produção, aos seus cidadãos. É um conceito bonito, por demais infantil do termo (até fora das obras marxistas). Todavia, os “princípios” do socialismo são a destruição da família, do Estado, e das leis eternas. E para manter o socialismo é preciso uma ideologia sectária, e um processo que INCHA a força do Estado, cujo poder está por trás de um partido. Aqui temos uma causa, um efeito, e uma forma, todas elas questionáveis. A causa é a que move a doutrina, e ela é a destruição da ordem; o efeito são os fatos de sua aplicação que são de pobreza e destruição da igualdade, inquestionavelmente; e a forma é por meio de um processo anti-democrático, anti-religioso, anti-cristão, e CONCENTRANTE do poder no Estado, o que é falho também. Nestas análises não se mantém o modelo socialista de maneira alguma.

Portanto, tanto em processo, quanto em finalidade, ele é fraco e altamente contraditório. Embora seja uma ideia que no mundo universitário latino tem-se dado um valor que não tem. Na prática o socialismo é apenas um sistema político, que destrói a economia, com um monopólio exclusivo estatal, cuja intenção de controle está num partido de ideologia indiscutível, e absolutamente inquestionável. Quem ganha é uma minoria, e quem perde é a maioria. Em outras palavras, é falso dizer que o socialismo prega os bens repartidos para todos, porque em processo, e em forma teórica, não se sucede assim.

Sempre o processo para se ter o socialismo é um tipo de INCHAÇO DO PODER POLÍTICO MÁXIMO, no caso, de quem manda. Em palavras modernas, seria o INCHAÇO DO EXECUTIVO, de uma “PANELINHA” que comunga dos interesses partidários.

Assim é o modelo do bolivarianismo, ou do socialismo-bolivariano, ele consiste contundentemente, numa concretização do INCHAÇO DO PODER EXECUTIVO.

O poder executivo fica ditatorial.

Como há uma autonomia dos poderes, no BOLIVARIANISMO, esta autonomia se perde por meio da corrupção, há um tipo de concentração de dinheiro por parte do executivo, que compra os outros poderes, de tal maneira que não há a liberdade de decisão tanto do legislativo, quanto do judiciário.

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As decisões ditas técnicas são compradas, ou são colocadas em caráter ideológico, para beneficiar os interesses do “dono” do Estado, o suposto presidente.

Os meios para isso são CORRUPÇÃO, e as maneiras diversas de incentivo: aumento e preconização do tráfico de drogas, valorização da prostituição, da delinquência, uso de milícias, uso de paramilitares, ações terroristas, dinheiro e lavagem de dinheiro, ações judiciárias enviesadas, perseguição dos poderes aos cidadãos, conflito entre os podres, uso da força policial com fins políticos, entre outros.  

Ao mesmo tempo toda OPOSIÇÃO é destruída. O Estado sob o poder do “presidente” compra a mídia que lhe opõe, compra empresas que dão empregos, obriga a venda de sociedades que tem liberdade, elimina toda a potencialidade de poder, e todos os que têm a possibilidade de ter uma autonomia, perseguindo especialmente, toda a opinião televisiva que tenha uma crítica.

As instituições não têm força, muito menos autonomia, porque elas, nas suas representações, se vendem ao modelo, ou são absolutamente patrulhadas, perseguidas, e aparelhadas ideologicamente; porque não existe, uma possibilidade própria de restringir o poder do ditador, sob a figura presidenciável.

Como o “presidente” não é perito em economia, ele vai agir no sistema econômico da maneira que pensa, porque se agisse da maneira correta deveria aceitar a democracia, todavia, isso não pode ser concebido, não pode se aceitar uma liberdade e autonomia de poderes concorrentes, portanto, para manter o seu poder ele interfere de maneira negativa no poder econômico. Considerando que o azar das suas malsinadas ações com base ideológica, não terão efeitos científicos, ele quebrará a cadeia de logística do sistema econômico. Com isso haverá fome, miséria, e falta de produtos, porque quebrando a lógica do sistema, toda a maneira de suprir a população estará arruinada. O resultado da ausência de suprimentos, é a falta de empregos, e aumento de miséria. O efeito real é de empobrecimento da população.

Para conseguir este intento de “igualdade social”, ele cria por sua própria forma, uma “constituinte” lhe dando os poderes máximos de um verdadeiro ditador, como se fora “presidente democrático”.  

A constituição passa a ser manipulada ideologicamente, as instituições passam a ser movidas ideologicamente, e o que se mantém é a ideia socialista, por sobre quaisquer outras possibilidades, e com mentiras que lhe fundamentam.

O poder militar também é favorecido ideologicamente, é absolutamente corrupto, porque este tem a missão em todos os países e constituições, de manter a soberania da nação, e manter as instituições fortes, no caso, como as instituições não têm liberdade e autonomia para coibir o poder das mãos de um dos poderes, os militares se aderem ao interesse do executivo, fazendo com que os desmandos, e os poderes ditatoriais, sob o comando de uma “liderança democrática” se concretizem, fazendo apenas prevalecer a ideia de “igualdade”, fazendo pobreza, porque o modelo ideológico, é absolutamente viciado e repleto de contradições.

A constituição foi criada para barrar os excessos de poder do rei, e não para implantar ditaduras sob a veste de “tecido democrático”.

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Simon Bolívar foi uma figura que queria a libertação da América, contra o modelo colonizador, mas não pensava também que aqui se implantaria, sob o seu nome, uma ditadura que pudesse ter como meta a visão falsa de ser outro império muito pior, do que os que vivem os países socialistas sem democracia, sem igualdade, e sem direitos humanos.

Ou seja, os resultados do modelo bolivariano, são de um super poder executivo, que usa o poder militar para perseguir, aprisionar, escravizar, e matar aqueles que discordam do sistema, sem contar que as instituições são fracas, elas não tem capacidade de coibir o poder de um dos membros do Estado, ou de um dos poderes do Estado.

É uma ditadura socialista com o nome bolivariana, mas que repete, sob às vistas de uma “democracia” tudo o que não presta da visão ideológica marxista.

A destruição da liberdade econômica é o fim do modelo marxista.

O sistema econômico se for destruído, destrói as pessoas que dele precisam, e logo para a humanidade trocar a sistemática atual, teria que reorganizar inteiramente tudo, o que é praticamente impossível.

A verdade é que se um país cresce todos crescem. 

É a lei aristotélica da economia.

 Além disso se mexemos numa parte do mesmo sistema econômico, temos um problema geral. No bolivarianismo se domina tudo, com métodos de FRAUDES E CORRUPÇÃO. 

Os defensores do sistema socialista-bolivariano da Venezuela, Bolívia, e agora Argentina (pois, a crise está ajudando a retórica e a volta desses regimes), dizem que é ótimo porque a gasolina desses países é barata. Como uma economia pode se suprir em todas as suas necessidades só com a gasolina? No fundo eles estão justificando a ditadura por meio da democracia fraudada para manter a ideologia contra a liberdade humana, e o direito de cada um ter o seu patrimônio. Para estatizar a economia DESTRUÍRAM OS PREÇOS, reduzindo-os, mas impediram de entrar produtos do exterior, logo, NÃO HÁ COMIDA, não há produção própria, e qualquer produto INTERNACIONAL está custando em média DOIS SALÁRIOS MÍNIMOS nestes países, portanto, LARGA INFLAÇÃO. Grande oferta, pouco consumo, logo, aumento de pobreza. Destruição de empresas, destruição de empregos, portanto, aumento de desempregados, e da pobreza. Que igualdade tem uma pessoa que ganha 20 dólares. Com aumento da fome e da pobreza? É absolutamente falso tal sistema. Ele é verdadeiro no mal e falso na proposta teórica.

Louvar o sistema bolivariano, porque a gasolina está barata, é o mesmo que dizer que podemos beber gasolina, fazer sopa de gasolina, tomar banho de gasolina, estudar gasolina, e tudo ficaria centrando na gasolina, já que agora os consumidores daquela região não podem comer, e nem beber direito, muito menos fazer as suas necessidades porque não há suprimento básico, para manter o povo e manter a ideologia.

Batamos palmas para o SOCIALISMO-BOLIVARIANO, que na NOIA da IDEOLOGIA, agora fez uma NOVA FORMA DE VER O MUNDO, SOMENTE E TOTALMENTE ATRAVÉS DA GASOLINA, QUE É UM DOS PRINCIPAIS CAPITAIS DA GLOBALIZAÇÃO E DAS GRANDES EMPRESAS, QUE O PRÓPRIO SISTEMA DESTESTA. 

Não sejamos tolos, uma análise séria e até superficial, garante dizer que tal sistema não é concreto no bem que propõe e não traz benefício à população que o tem no sistema estatal, provocando malefícios ao povo, óbices ao crescimento humano e na igualdade social.

Autor

Contador, especialista em gestão econômica, Perito Judicial, Analista Patrimonial, Auditor, Consultor, ganhador dos prêmios internacionais de história da contabilidade Martim Noel Monteiro, de contabilidade financeira Luis Chaves de Almeida e Rogério Fernandes Ferreira, é autor de 27 livros, sendo 22 pela Editora Juruá, e mais de 350 artigos, imortal da Academia Mineira de Ciências Contábeis, e da Academia de Ciências Letras e Artes de Manhuaçu. https://profrodrigochaves.com.br/

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