Mudanças para um futuro sustentável

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Mudanças para um futuro sustentável
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Com o aumento das conversas sobre meio ambiente e sustentabilidade, começou a surgir uma demanda por meio do público de que as empresas passem a adotar medidas favoráveis a isso. Essas mudanças devem visar o futuro e apresentar maneiras de como elas são beneficentes tanto para a empresa, quanto para o cliente.

Vamos observar algumas dessas transformações, dessa forma você pode refletir sobre o comportamento da empresa que você investe ou quer investir.

Uma das mudanças mais comentadas é o Índice de Carbono Eficiente (ICO2). Criado por meio de uma parceria entre o B3 e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), ele propõe ser um novo índice do mercado que surge por conta das mudanças climáticas.

O ICO2 considera o levantamento do grau de eficiência de emissão de gases de efeito estufa (GEE) de cada empresa. Esses são substâncias gasosas que absorvem parte da radiação infravermelha, emitida principalmente na superfície da terra, e que apresentam dificuldades para realizar uma saída para o espaço. O resultado disso é um aquecimento da Terra.

Outro fator que o ICO2 avalia é o de free float, total de ações em circulação de uma empresa. Todas as empresas que adotam esse índice devem reportar os dados do seu levantamento anual de gases de efeito estufa. O objetivo de evidenciar os resultados é que as empresas passem a atuar em uma economia de “baixo carbono”.

Na página de sustentabilidade do Acionista você encontra um espaço dedicado ao Índice de Carbono Eficiente. Lá você pode observar os resultados de diversas empresas, entre as maiores altas e baixas.

A B3 também disponibiliza em seu site todas as empresas que fazem parte do ICO2, empresas como Lojas Renner, Eletrobras, Localiza e WEG aparecem na lista. Lá você pode encontrar os níveis de emissão de poluentes e também os resultados do ano anterior.

Em 2019, por exemplo, a empresa que mais emitiu gases foi a Petróleo Brasileiro S.A Petrobras, com 61.823.765,42 emissões. A empresa que menos emitiu foi a B3 com 3.028,99 emissões. O cálculo é feito em toneladas de métricas de CO2 eficiente.

A diminuição das emissões de carbono é crucial para evitar o aquecimento da terra em 2ºC. Isso pode parecer pouco, mas vai fazer diferença em nosso ecossistema. De acordo com a The Nature Conservancy, uma organização ambiental internacional, a média de emissão por pessoa é próxima de quatro toneladas. Porém, para evitar um futuro instável, é necessário que a média anual global caia para menos duas toneladas até 2050.

Uma mudança que também vem ganhando destaque é a de empresas tornando-se cruelty free. A tradução desse termo é “livre de crueldade” e ele está mais relacionado com empresas da área de higiene e cosméticos.

Na prática, as empresas não devem testar em animais de forma direta ou indiretamente (terceirizados) e também devem ser livres de quaisquer produtos de origem animal. A organização não governamental People for the Ethical Treatment of Animals, mais conhecida como PETA, organiza um banco de dados das empresas que são ou não cruelty free. Eles atualizam a organização diariamente, conforme surgem empresas para adicionar ou retirar.

Existe também a certificação da Cruelty Free International, uma organização britânica que ajuda a reconhecer marcas de cosméticos, cuidado pessoal e de produtos para casa de diversos lugares do mundo, como livres de crueldade.

A relação de empresas que buscam ou já efetuaram uma extinção de produtos com testes em animais está diretamente ligada com o meio ambiente. Ajudar na preservação vai além de economizar água e de reciclar. Claro que esses atos são importantes, mas a busca por consumo de produtos com ingredientes livres de testes também é necessária. Com o meio ambiente e a sustentabilidade ganhando mais e mais pautas, surge a inevitabilidade de que as empresas comecem a mudar os seus olhares e princípios.

Divulgado pela Anistia Internacional em dezembro de 2019, uma pesquisa avaliou quais as maiores preocupações para o futuro na visão da Geração Z. Essa enquadra aqueles que nasceram a partir de 1996.

Os tópicos mais destacados foram os que envolviam violência contra as mulheres, crimes de ódio, intolerância religiosa, etc. Mas em primeiro lugar: mudanças climáticas. A pesquisa foi feita em 22 países, com mais de 10 mil pessoas entre as idades de 18 a 25 anos.

A importância de englobar mudanças como Índice de Carbono Eficiente e certificações de cruelty free visa o longo prazo. Buscar a sustentabilidade e o cuidado com o meio ambiente ajuda a construir uma empresa mais bem qualificada para o futuro, pois a demanda existe e já está começando a aparecer.

Você como investidor, ou futuro investidor, já parou para pensar como a empresa que você investe, ou vai investir, se prepara para as próximas gerações?

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