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O que é um governo de cunho Marxista ou com base na ideologia Marxista?

Data da publicação

Contador, especialista em gestão econômica, Perito Judicial, Analista Patrimonial, Auditor, Consultor, ganhador dos prêmios internacionais de história da contabilidade Martim Noel Monteiro, de contabilidade financeira Luis Chaves de Almeida e Rogério Fernandes Ferreira, é autor de 27 livros, sendo 22 pela Editora Juruá, e mais de 350 artigos, imortal da Academia Mineira de Ciências Contábeis, e da Academia de Ciências Letras e Artes de Manhuaçu. https://profrodrigochaves.com.br/

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Prof. Rodrigo Antonio Chaves da Silva

Contador

É um governo que se embasa na taxação progressiva de impostos.

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Basicamente isto. Uma carga tributária completa, crescente, e ascendente, em todas as direções da massa patrimonial ou do movimento de circulação econômica.

Vamos entender um pouco primeiro o que é a ideologia marxista, especialmente o que é uma ideologia, e porque não podemos nominar de filosofia marxista no sentido geral do termo (pela transformação extremista que deram às suas ideias).

Uma ideologia no sentido literal da palavra, seria o estudo de uma ideia, ou mesmo a adoção de um viés que deve ser analisado, criticado, ou promovido. Analisado quando se deve fazer estudos completos e aprofundados sobre ele; criticado quando se o quer contrariar; e promovido, quando se o quer noticiar, ou favorecer ao pensamento, promovendo-o, destacando-o, enfatizando-o, e ainda publicando-o de todos os modos.

Esse é o sentido lógico e terminológico da palavra “ideologia”. Todavia, como a política interviu muito no uso da mesma, inclusive a deturpando, podemos dizer que uma ideologia seria uma ideia viciada sobre um determinado ponto, que não admite opção contrária, e que comete inversão ou erro sempre a favor da mesma ideia.

Veja que o sentido da ideologia se transformou numa ideocracia, e hoje as suas sinonímias são colocadas assim: sempre a favor de uma ideia viciada, sempre a favor de uma ideia má ou errada, sempre relativizando o que é falso, logo, uma ditadura ideológica, nada igual ao que literalmente o termo sucede de entendimento.

O marxismo é um tipo de ideologia, seria uma filosofia quando analisamos as teorias de Marx em conotação com as outras teorias políticas e filosóficas, sobre a economia e o Estado, e não necessariamente quando a utilizamos como um viés superior, no sentido, que em todos os setores que se vai utilizar, se tem que embasar um viés até estranho à natureza marxista como se dela fosse.

Por isso de uma filosofia possível, como sistema de conceitos verdadeiros, ela se ideologizou, e a sua própria natureza é mais ideológica que filosófica, quando as bases e os efeitos das hipóteses de Marx não são princípios, e sim intuições, como se ele tivesse um ordenamento de alguém superior. Ou seja, ele não avaliou seus “mandamentos” para colocá-los como axiomáticos, e sim ordenou, como se quisesse fazer reforma social, só que no seu modo de pensar, que poderia ser nulo ou falso contundentemente.  

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Assim fizeram com as teorias marxistas, e também assim é a sua natureza logica.

Mas da parte dos mais devotos, vimos que eles colocaram suas ideias como se fossem aplicadas ao gênero, à religião, à sociedade, à economia, às demais ciências, sendo que não tinham este objeto de identidade. Uma coisa é a interpretação dele com relação às outras temáticas, e outra coisa seria entender que a visão marxista é totalitária, portanto, todos os vieses se submetem à sua interpretação, como se ela fosse melhor ou a de maior autoridade, o que é falso, ainda se considerarmos a substância de alguns dos seus conteúdos.

Portanto, transformou-se o marxismo numa visão mais viciada, como se as ideias fossem de predomínio não nos campos sociais somente, mas até médicos ou psicológicos, que nada possuem de identidade com a análise social, deixando-a num campo de universalidade que não tem, pois é estranho ao seu objeto que é de crítica ao sistema econômico e especialmente à modalidade do capital.

É de certo dizer que ele comentou coisas sobre a religião, sobre a família, sobre a Contabilidade, sobre muitas outras temáticas, todavia, não quer dizer que ele era especialista nestas áreas, e não é nosso foco aqui explorá-las conforme comentários dele, pois, era mais cientista social do que necessariamente psicólogo, médico, ou até mesmo economista.

No seu manifesto comunista ele coloca inúmeras hipóteses como se fossem verdades inquestionáveis, e as mantém de tal maneira que muitos acreditaram nelas, sem analisar as consequências das suas assertivas.

Numa das suas colocações, que são tratadas à risca pelos mais devotos, é sobre como implantar o comunismo em qualquer país (estágio final depois do socialismo).

O meio mais concreto segundo ele seria a taxação progressiva.

Na verdade, o que é o socialismo? É a apropriação de todos os bens nas mãos do Estado. Fora dessa resposta, todas as disposições são fantasias e romantismo. Não há outro ideal ao socialismo que não apropriar a riqueza da sociedade nas mãos das classes do governo, especialmente nas mãos do partido que detém o poder, por meios lícitos e ilícitos.

Pois bem, para conseguir isso, seria por meios radicais, como o foi em Cuba, e na Coréia do Norte? Ou até mesmo no Vietnam? Não. Os que assim fizeram ultrapassaram a ideia romântica colocando-a como ideia extremista, e mais que verdadeira sendo falsa. Eles literalmente dominaram a democracia, e o sistema jurídico, fazendo a ditadura de tal maneira que fizeram mais do que Marx mandou, mesmo os efeitos sendo perniciosos em todas as aplicações.

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A apropriação do patrimônio privado, nas mãos do Estado, não seria mais que um tipo de roubo por conta de um partido que pensa que possui todo o poder econômico, social, e humano nas mãos.

Portanto, sempre a transferência radical acontecendo de modo ditatorial, ela vai gerar os problemas que vemos hoje em muitos países extremistas, como o aumento de pobreza, quebra da democracia, e eliminação da igualdade social.

Os países que fizeram assim, o resultado não poderia ser outro que não os transtornos sociais que vemos acontecer, como em Cuba, Coréia do Norte, Vietnam, China, Rússia, entre outros (como hoje na Venezuela e Argentina, só que por “meios democráticos”); todos estes ao início fizeram a apropriação privada do capital radicalmente, de um dia para o outro, e os resultados foram os de falimento dos respectivos Estados.

Todavia, o “mandamento” de Carlos Marx era outro: o da TAXAÇÃO PROGRESSIVA.

O que é isto? O acúmulo, ou a plenitude da tributação em todas as esferas sociais e econômicas, de modo que não daria para a pessoa sair um Estado inchado e burocrático, e no momento que acordasse, as entranhas rígidas não poderiam ser modificadas facilmente, seriam até culturais.

A taxação progressiva acontece passo a passo, grau a grau, em todas as esferas da circulação de riqueza, tal qual se pratica no Brasil.

Querendo ou não, devido à alta carga tributária, o Brasil tem a ideologia marxista como primaz de seu governo, igualmente, conteúdo ideológico marxista na Constituição do país, no sentido, que mesmo se for um liberal à frente da presidência, a estrutura tributária é absolutamente favorecedora do Estado inchado.

Assim explicamos de modo simples:

  1. Há tributos sobre a receita bruta do capital – Pis, Cofins, ISS – que são tributados mesmo se o capital tiver prejuízos;
  2. Temos tributos sobre a circulação econômica do capital – ICMS –, sobre a compra e venda;
  3. Temos tributos sobre o lucro empresarial – IR, Cofins -, ou sobre as sobras do período;
  4. Temos tributos sobre a movimentação naturalmente financeira – IOF;
  5. Temos tributos sobre as vendas para fora do país – IE, e as compras internas – II;
  6. Temos tributos sobre os ganhos de capital – IGC;
  7. Temos tributos sobre a transferência de riqueza – ITBI;
  8. Temos tributos sobre inventários e transferências de falecidos – ITCD;
  9. Temos tributos sobre a circulação de automóveis – IPVA;
  10. Temos tributos sobre a moradia – IPTU;
  11. Temos tributos sobre a propriedade rural – ITR;
  12. Temos inúmeras contribuições – como a CIDE que recai sobre os combustíveis -, e de acordo com a lei específica dos municípios;
  13. Temos inúmeras taxas – de iluminação, de saneamento, de manutenção de rua, de limpeza, etc;

No total, são cerca de quase 100 unidades ou tipos de tributos que são cobrados, não apenas nas formas constitucionais de impostos, mas especialmente como taxas e contribuições.

A forma variada e constante na tributação, em todas as esferas patrimoniais, chamamos de TAXAÇÃO PROGRESSIVA.

Muitas dessas, senão a maioria, foi regulada inclusive no REGIME MILITAR, desfavorecendo a tese que os militares eram totalmente contra a visão marxista, pois, cumpriram a taxação progressiva tributária vagarosamente, ao menos os panos de fundo, e os ninhos para o crescimento dessa cobrança.

Em outras palavras, temos uma apropriação de nossa riqueza nas mãos dos Estado; e tanto a ordem social, quando constitucional, querendo ou não, tem um cunho marxista.

Em outras palavras: a filosofia – sendo mais ideologia –, que embasa o estado democrático brasileiro, no campo da economia, é de cunho marxista lamentavelmente, por causa do favorecimento à taxação progressiva.

Isso pois gera os transtornos políticos que sempre vimos acontecer, ligados especialmente à corrupção, e à tentativa de favorecer os mandatários temporários da sociedade nacional ou os políticos, como se fossem os donos do poder permanentemente, constituídos por eles como uma classe fixa. Isso é o que ocorreu e ocorre no Brasil infelizmente.  

Autor

Contador, especialista em gestão econômica, Perito Judicial, Analista Patrimonial, Auditor, Consultor, ganhador dos prêmios internacionais de história da contabilidade Martim Noel Monteiro, de contabilidade financeira Luis Chaves de Almeida e Rogério Fernandes Ferreira, é autor de 27 livros, sendo 22 pela Editora Juruá, e mais de 350 artigos, imortal da Academia Mineira de Ciências Contábeis, e da Academia de Ciências Letras e Artes de Manhuaçu. https://profrodrigochaves.com.br/

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