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O protagonismo feminino no mundo financeiro: o que torna as mulheres ótimas investidoras

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Pesquisa da bolsa de valores brasileira, a B3, intitulada “A descoberta da Bolsa pelo investidor brasileiro”, divulgada no mês de dezembro, revelou que nos três últimos anos, 2020, 2019 e 2018, o número de mulheres investindo na bolsa saltou de 179.392 para 809.533. A participação feminina em relação ao total de investidores aumentou de 22,06% para 25,47% no período. Em 2021, até agora, já são mais de 1 milhão de mulheres investidoras, com participação de 27,71% nos negócios da B3.

Se levarmos em consideração a escalada feminina nas últimas décadas, vamos perceber um grande avanço. Foi somente em 1962 que se consagrou o princípio do livre exercício de profissão da mulher casada, permitindo que ela ingressasse livremente no mercado de trabalho, tornando-se economicamente produtiva, aumentando a sua importância nas relações de poder no interior da família.

Este aumento do poder econômico, atrelado há outras conquistas no mercado de trabalho e um maior grau de instrução, abriu espaço para a mulher ingressar no mercado financeiro, embora este ainda seja um ambiente majoritariamente masculino.

Mas, o que torna as mulheres excelentes investidoras?

O que diz a pesquisa

Um estudo realizado pelo banco norte-americano Merrill Lynch revelou que mesmo conservadoras, as mulheres alcançam resultados de 0,4% a 1,8% maiores do que os homens anualmente. Pode parecer pouco, mas com a ação dos juros compostos no longo prazo essa diferença é muito significativa.

Características marcantes

Elas possuem um bom Planejamento

As mulheres são multitarefas. Cuidam da casa, dos filhos, dos negócios, se dedicam a vida profissional e ainda controlam as finanças. Mas, para dar conta de tudo isso, somente com um bom planejamento. É isso que elas fazem, se planejam bem. E as chances de alcançarem melhores resultados financeiros é grande. Elas param, pensam, analisam previamente o perfil, definem os objetivos e só depois montam a estratégia de investimentos.

Elas são prudentes

Enquanto os homens são mais tolerantes ao risco, as mulheres, em geral, são mais conservadoras, costumam ter visão de longo prazo e não mexem nas suas posições o tempo todo. Na maioria das vezes, correm menos riscos e só aplicam naquela opção que conseguem entender como funciona. Procuram sempre agir com cautela e com conhecimento.

Elas são pacientes e aprendem com os erros

 As mulheres costumam ter mais paciência com os investimentos, o que as leva a desenvolver uma estratégia, conduzindo a um resultado sólido e seguro. Sem contar na capacidade de resiliência e perseverança que as ajudam a aprender com os próprios erros.

No mundo dos investimentos, aprender com os erros passados, corrigir falhas e se aperfeiçoar é muito importante e tendem a potencializar os resultados.

Elas são seguras no momento de decisão

As mulheres, na grande maioria das vezes, são mais seguras no momento da tomada de decisão. Isso porque elas se planejam bem e sabem, de fato, para que estão investindo, qual meta e objetivo querem alcançar. Conseguem visualizar as escolhas e os resultados inerentes a elas, e isso é fundamental para obter resultados positivos no mundo dos investimentos.

Elas são realistas

Quando observamos como as mulheres investem, o que se pode verificar é que elas são mais realistas. Elas aceitam desafios, mas não criam expectativas altas demais. Tendo menos excesso de confiança, elas não entram em situações capazes de causar perdas relevantes.

No processo de escolha da melhor aplicação, várias perguntas acabam surgindo, acompanhadas de muita reflexão para que nenhuma atitude seja tomada sem cautela e com uma boa dose de precisão.

Diante de tudo que vimos e vamos continuar vendo, já não há dúvidas de que as mulheres vão alcançar ainda mais espaço. E um desses espaços é o mercado financeiro.

Te convido a experimentar!

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Juliana Barbosa

Juliana Barbosa

Juliana Barbosa é Economista e Educadora Financeira. Especialista em Finanças Empresariais, Gestão Bancária e Gestão Empresarial. Membro da ABEFIN – Associação Brasileira de Educadores Financeiros. Sócia-Diretora da Cifrão Educação Financeira. Franqueada Dsop de Educação Financeira.Instagram |Podcast

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