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O “fracasso” do Nubank é o fracasso do Brasil

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Nubank anuncia aquisição da corretora de investimentos Easynvest

A forte alta das ações do Nubank em Nova York nesta quinta-feira mostram o quanto a empresa obteve sucesso nos últimos anos e o quanto o mercado é OTIMISTA em relação aos resultados futuros do banco digital. Não é qualquer empresa que, em menos de uma década, sai de uma garagem e se torna o banco de maior valor no Brasil e em toda a América Latina.

Com o apoio pesado de grandes nomes, como Warren Buffett, o Nubank é visto como um dos principais neo banks do mundo no momento, junto com o alemão N26. Ontem, a abertura de capital da instituição fez alguns merecidos bilionários, que devem ser pessoas muito felizes no momento.

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O problema é que nem tudo saiu como nos planos. E eu nem estou falando do fato de que o valuation foi muito abaixo dos US$ 100 bilhões desejados no primeiro instante – essa expectativa provavelmente era irreal, foi revista rapidamente e não atrapalhou em nada. E não há dúvidas de que o Nubank é uma instituição capaz de alcançar um valuation gigantesco lá na frente.

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O “fracasso” do Nubank nesta história, inclusive, diz menos sobre a empresa e mais sobre o Brasil. De alguma forma, o “fracasso” do Nubank é o fracasso do Brasil. Mas o que deu errado? O número de investidores que aceitaram o seu pedacinho foi bem menor do que o esperado pela empresa, batendo “apenas” 7,5 milhões de usuários dentro do NuSócios.

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A companhia tinha expectativa de “gastar” cerca de R$ 250 milhões distribuindo um BDR, efetivamente um sexto da ação negociada na NYSE, para cada um dos clientes que cumprissem os requisitos (que eram bem simples) e aceitassem a oferta dentro do aplicativo. E, no final, os “gastos” com essa distribuição foram de apenas cerca de R$ 65 milhões.

Bem abaixo.

De acordo com fontes ouvidas pela revista Veja, o Nubank culpou a baixa educação financeira do brasileiro pelo resultado ruim. O BDR era DE GRAÇA para os usuários – e de graça, vale até injeção na testa para muita gente -, mas mesmo assim houve quem não o quisesse. Ok que era um valor muito baixo (no momento, R$ 11,39) e que só poderia ser resgatado daqui um ano, mas… literalmente não custava nada, certo?

O NuSócios foi uma jogada genial para que o Nubank conseguisse atrair milhões de novos usuários para seu canal de investimentos e para a bolsa – o número de pessoas que virou sócio do Nubank supera, em muito, a quantidade de CPFs na B3. Quanto mais gente, melhor.

O mercado de capitais tem uma importância enorme para a economia brasileira, e é fácil esquecer disso quando o que está em debate é só a espuma da Faria Lima. As centenas de pessoas de coletinho andando para cima e para baixo no centro financeiro do Brasil não são a representação do poder democrático da bolsa de valores, trazendo capital acessível para empresas crescerem, gerarem oportunidades, empregos e trazendo oportunidades de enriquecimento para investidores.

Não é coincidência que mais da metade dos americanos invistam na bolsa do país – e que aqui, o número não passa de 5%. Se lá os ganhos da bolsa são compartilhados com os trabalhadores e investidores do país, através de fundos de pensão, fundos de investimento e outros tantos instrumentos – alimentando a economia americana -, aqui demoniza-se a B3 como se fosse um jogo de azar e que nada de bom trouxesse para o Brasil.

A baixa adesão do NuSócios frente ao que era esperado não é algo para deixar ninguém do mercado financeiro feliz, nem mesmo a concorrência do Nubank. É um sinal de que o Brasil está atrasado, sem as ferramentas adequadas para se modernizar, crescer, gerar e distribuir riqueza. O “fracasso” relativo do Nubank em seu programa, portanto, é um fracasso ainda maior para o Brasil, que perde uma chance de incluir a grande massa dentro do mercado de capitais, fundamental para que o Brasil cresça e se torne um sucesso.

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Felipe Moreno

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