Neoenergia incorpora gestão do risco climático aos negócios

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De forma inédita no setor elétrico brasileiro, a Companhia desenvolveu projeto em parceria com a COPPE/UFRJ para elaborar estratégia de adaptação climática

UTE – Termopernambuco

O combate às mudanças climáticas é um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS 13) propostos pela ONU, com os quais a Neoenergia tem compromisso. Para garantir que os seus Negócios sejam cada vez mais resilientes aos cenários climáticos futuros e já observados, a companhia firmou parceria com a COPPE/UFRJ em 2019, que contou com pesquisadores e coordenação do Centro Clima, e realizou um projeto piloto pioneiro no setor elétrico brasileiro. A iniciativa concebeu e aplicou uma metodologia de avaliação de risco climático em um ativo da empresa, resultando em uma orientação à adaptação ao risco climático. A planta definida para o projeto piloto foi a usina Termopernambuco (Termope) e, na sequência, a metodologia foi customizada e estendida aos Negócios Renováveis, Transmissão e Distribuição.

“Com base em nossa estratégia de resiliência climática, cuja ação é atuar no mapeamento e na gestão do risco climático, a metodologia desenvolvida com a Termope foi internalizada por nossas equipes e está sendo replicada para os outros negócios da Neoenergia. Essa iniciativa concilia uma base científica com o conhecimento prático da Empresa, contribuindo tanto para a pesquisa acadêmica quanto para o setor elétrico nacional”, afirma o superintendente de Inovação e Sustentabilidade da Neoenergia, Francisco Carvalho.

Ao longo de um ano, entre 2019 e 2020, os pesquisadores do Centro Clima, estudaram cenários climáticos futuros georreferenciados e tendências históricas para variáveis como temperatura, velocidade e geração do vento e precipitação pluviométrica, avaliando seus potenciais impactos sobre a Termope. A partir desses diagnósticos, medidas adaptativas de planejamento, institucionais e físicas, foram identificadas para eliminar e minimizar eventuais efeitos das alterações decorrentes das mudanças climáticas.

“Passamos por diversos trabalhos de formação dos nossos executivos e colaboradores, reforçando a importância de incorporar a questão climática na sua rotina e na tomada de decisão sobre investimentos. A nossa equipe está preparada para realizar a gestão do risco climático, com base no plano de ação de adaptação construído nessa importante iniciativa”, afirma o diretor da Termope, David Benavent del Prado.

Metodologia do projeto

A metodologia elaborada para a avaliação do risco climático está baseada em padrões internacionais para a gestão do risco climático. Foram seguidos os princípios e diretrizes da ISO 14090 (Adaptação às Mudanças do Clima) e ISO 31000 (Gestão de Risco). Outra fonte é a estrutura conceitual de avaliação e gestão de risco da mudança do clima do Quinto Relatório de Avaliação (AR5) do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

Inicialmente, foram identificados os sistemas e equipamentos da planta, os estressores climáticos relevantes, os possíveis impactos biofísicos associados e respectivas consequências na geração de energia elétrica. As avaliações foram realizadas com base nas séries históricas de informações meteorológicas e oceanográficas e projeções até 2040 do modelo numérico de circulação atmosférica Eta/HadGEM2-ES, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que representa de forma matemática os processos físicos e químicos da atmosfera e suas interações com outros componentes do sistema climático global, como biosfera e hidrosfera.

Integração entre universidade e empresa

Diversas atividades foram desenvolvidas ao longo do projeto, além do desenvolvimento da metodologia e sua aplicação, integrando a universidade e a empresa. Uma delas foi um desafio proposto a 12 estudantes de mestrado e doutorado de curso do Programa de Pesquisa Energética (PPE/COPPE/UFRJ), que foram divididos em três grupos para desenvolver soluções com base em situações reais para as gerações térmica e hidráulica, bem como para a área de redes, nos temas de mudança climática e biodiversidade. O desenvolvimento dos desafios integrou conteúdo disciplinar e da avaliação dos alunos do PPE/COPPE/UFRJ.

Além disso, a convite da Neoenergia, o Professor Emilio La Rovere, coordenador do Centro e referência científica nacional e internacional em Mudanças Climáticas, representou o Brasil na quinta edição do Moving for Climate, iniciativa da Iberdrola em apoio à COP25, realizada em Madri, em dezembro de 2019.

A parceria contou ainda com eventos de capacitação para os colaboradores da empresa, ministrados por professores titulares da UFRJ e pesquisadores do Centro Clima, com o objetivo de promover o tema da resiliência climática e adaptação. Os conteúdos foram também disponibilizados a todos os colaboradores da Neoenergia na Plataforma Global de E-learning (GEP), nosso ambiente de treinamento virtual de desenvolvimento organizacional.

SOBRE A NEOENERGIA: companhia de capital aberto com ações (NEOE3) negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo. Parte do grupo espanhol Iberdrola, a empresa atua no Brasil desde 1997, sendo atualmente uma das líderes do setor elétrico do país. Presente em 18 estados, seus negócios estão divididos nas áreas de geração, transmissão, distribuição e comercialização. As suas distribuidoras, Coelba (BA), Celpe (PE), Cosern (RN) e Elektro (SP/MS), atendem a mais de 14 milhões de clientes, o equivalente a uma população superior a 34 milhões de pessoas.

A Neoenergia possui 4 GW em geração, sendo 88% de energia renovável, e está implementando mais 1 GW com a construção de novos parques eólicos. Em transmissão, são 679 km de linhas e cerca de 5.000 km em construção. Por meio do Instituto Neoenergia, fomenta o desenvolvimento sustentável a partir de ações socioambientais e, assim, contribui para a melhoria da qualidade de vida das comunidades onde a empresa atua, sobretudo, pessoas mais vulneráveis, visando sempre pelo desenvolvimento sustentável. A partir de janeiro de 2021, a Neoenergia passa a integrar a carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3 – Brasil, Bolsa, Balcão – que reúne companhias que possuem as melhores práticas de governança e sustentabilidade corporativa.

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