Na contramão do mundo, mas desta vez no caminho certo”

São Paulo, 10 de setembro de 2019 (TERÇA-FEIRA).


Mercados e Economia:

Hoje (1) a BOVESPA deve subir, para fechar em território positivo pelo quinto pregão consecutivo e assim ampliar a valorização já acumulada no mês (2,2%), ainda beneficiada pela valorização das commodities, pela expectativa de aprovação das reformas e pelo gradativo aumento das “apostas” de recuperação da economia tupiniquim e (2) o DÓLAR pode cair, respeitando a “resistência” dos R$ 4,10, influenciado pela esperada melhora do “humor” na bolsa brasileira, pelos leilões de venda do BC e pela expectativa de aumento do fluxo positivo de recursos externos.

Ontem, no BRASIL, (1) a BOVESPA subiu 0,2% (aos 103.181pts), devolvendo quase todos os ganhos da abertura, quando na máxima atingiu os 104.460pts, em meio à hesitação dos principais índices de NY, com a realização de lucros de ações de varejistas contrapondo a alta firme das ações da Petrobras e da Vale e (2) o DÓLAR subiu 0,5% à R$ 4,10, recuperando as perdas da abertura, quando na mínima atingiu R$ 4,05, em uma sessão com baixo volume de negócios e boa volatilidade, com os investidores aguardando a reunião de política monetária do BC Europeu.

Também ontem, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, Japão 0,6% e China 0,8%, após dados fracos da balança comercial chinesa reforçarem expectativas de que Pequim terá de adotar ainda mais medidas de estímulos para impulsionar a segunda maior economia do mundo, que dá claros sinais de desaceleração, (2) da EUROPA, sem uma tendência única, Inglaterra -0,6%, França -0,3% e Alemanha 0,3%, divididas entre as “apostas” de estímulos monetários por parte do BC Europeu e os impasses com o Brexit e (3) dos EUA, também sem uma tendência única, S&P -0,1%, DJ 0,1% e NASDAQ -0,2%, com as perdas das ações dos setores tecnológico e de saúde compensadas pelos ganhos das ações do setor de energia, enquanto investidores monitoravam declarações otimistas do secretário do Tesouro do país, Steven Mnuchin.

O relatório de empregos mais fraco que o esperado, divulgado na sexta-feira, consolidou expectativas de que o FED (“BC” dos EUA) cortará os juros em -0,25% na próxima semana, porem Steven Mnuchin, secretário do Tesouro do país, traçou um cenário bastante otimista sobre a economia norte-americana e ressaltou que caso os norte-americanos consigam um acordo positivo com a China, irão firmá-lo.

Prejudicando diretamente as exportações e também a economia brasileira, em AGO/19 as importações chinesas recuaram -5,6% na comparação com AGO/18, marcando assim a quarta redução consecutiva nesta base de comparação.

Alheia a “guerra comercial” entre EUA e China, e quiçá até lucrando com ela, em JUL/19 a balança comercial da Alemanha registrou um superávit 20,2bi de euros, o que representou uma alta de 20,2% em relação ao mês anterior.

Acompanhando o movimento de retração visto na maior parte das economias do primeiro mundo, a expansão anualizada do PIB do Japão entre ABR/19 e JUN/19 foi revisada para baixo, de 1,8% para 1,3%.

Indicando que “o pior já passou” e que o Brasil pode estar “na contramão do mundo, mas desta vez no caminho certo”, o “mercado”, apesar de manter, após 3 altas semanais consecutivas, em 0,87% suas previsões para o crescimento da economia tupiniquim neste ano, reduziu, desta vez de 3,57% para 3,54%, suas expectativas para a inflação brasileira em 2019, o que praticamente consolida as “apostas” de novo corte da taxa básica de juros na reunião do Copom da próxima semana.

Ontem, no mesmo dia em que saiu uma pesquisa indicando mais um crescimento do apoio popular às privatizações, Beto Albuquerque, ministro de Minas e Energia, afirmou que o governo deve enviar ao Congresso ainda este mês o projeto de lei, para ser aprovado ainda em 2019, que garante as bases para a privatização da Eletrobras.

Segundo Sandra Pires, analista-chefe da Coinvalores, diante da expectativa de retomada do crescimento doméstico e de aprovação das reformas o Ibovespa tem caminho aberto para continuar sua escalada de alta, buscando até os 120.000pts até o final do ano.

O secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Marcos Troyjo, “avisou” ontem que o Brasil e México iniciaram negociações para um acordo de livre-comércio, numa tentativa de aprofundar os laços entre as duas maiores economias da América Latina num momento em que tensões comerciais ameaça o crescimento global.

Concordando com a opinião da Associação dos Assessores de Investimentos (ABAAI), o Ministério da Economia se manifestou a favor da possibilidade se admitir a organização desses profissionais por meio de uma sociedade empresária e do fim da exclusividade na distribuição de valores mobiliários, como ações e debêntures, em parecer enviado para a CVM.


Política:

Para mostrar ao mundo que, além do apoio dos EUA, o governo Bolsonaro é apoiado pela China, Mourão, presidente em exercício, anunciou na manhã de ontem que o líder chinês Xi Jinping virá ao Brasil em NOV/19, quando participará da reunião dos Brics em Brasília.

Provavelmente decidindo suas posições com base em pesquisas de opinião, Doria, prefeito tucano de SP que pensa 24hrs por dia em ser presidente do Brasil, defendeu mudanças no Ministério Público, cujo “poder paralelo”, segundo ele, ameaça prefeitos, governadores e o presidente.

Mostrando o clima de “poucos amigos” no partido que elegeu o presidente do Brasil, o deputado Luciano Bivar, presidente nacional do PSL, afirmou que Flávio Bolsonaro está articulando para tentar barrar a terceira tentativa de criação da CPI da Lava Toga, ligado para colegas e pedindo a retirada de assinaturas do requerimento.

A bancada do PSL no Senado pode ter duas baixas e assim cair pela metade, já que, cansados de terem seu “filme queimado” com seus eleitores, Major Olímpio e Juíza Selma têm dito a colegas que estão cansados do partido e que podem ir para o Podemos.

Perdendo mais uma oportunidade de ficar calado e dando mais munição para a nefasta imprensa socialista tupiniquim, Carlos Bolsonaro, filho do presidente, escreveu no Twitter que, “por vias democráticas, a transformação do Brasil não acontecerá na velocidade que almejamos”.

Atentando contra a soberania tupiniquim, José Bayardi, ministro da Defesa do Uruguai, afirmou que o Brasil deveria ter expulso do Mercosul por conta da eleição de Bolsonaro e do impeachment da ex-presidenta Dilma.

Aumentando a enorme lista de denúncias contra o maior bandido da história tupiniquim, ontem a força-tarefa da Lava Jato de SP acusou Lula, e desta vez também seu irmão, de corrupção passiva continuada por receber mesada da Odebrecht de 2003 a 2015 dentro de um “pacote de vantagens”.

Feliz com o presente que ganhou de Raquel Dodge, que joga no lixo sua já baixa credibilidade ao sair da PRG, o nefasto senador Renan Calheiros foi ao Twitter para festejar o vergonhoso arquivamento de um inquérito que o investigava, além de Jader Barbalho e do ex-ministro de Minas e Energia Silas Rondeau.

Mais uma vez se baseando em conversar roubadas por um hacker, o PT está pressionando “seus ministros” do STF a tomarem uma medida contra o que a referida organização criminosa travestida de partido considera como “atuação parcial” de Sergio Moro quando ele era juiz federal.


Crítica:

Ótimo negócio para os índios, bom negócio para o Brasil e péssimo negócio para ONGs picaretas e para países oportunistas, o governo Bolsonaro se prepara para anunciar até o fim deste mês sua proposta para regulamentar a exploração mineral em terras indígenas, que poderão escolher entre o pagamento de royalties ou a sociedade nos projetos, como ocorre em países como EUA e Canadá.


PAZ, amor e bons negócios;


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