Mulher, o seio da sustentabilidade

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O Dia Internacional da Mulher tem origem na luta por melhores condições de vida e de trabalho. E é sobre isto que vamos tratar. Buscando a qualidade de vida, pela força do seu trabalho, muitas mulheres merecem destaque e os nomes são fartos em uma rápida lista. Poderíamos comentar neste espaço sobre Eufrásia Leite Teixeira, primeira mulher a investir em Bolsa no Brasil: 1873. Seria factível mostrar ainda que até 2023 mulheres vão gerir uma montanha de dinheiro de US$ 93 trilhões (segundo o Boston Consulting Group).

Há que se homenagear – também e principalmente – a mulher que cuida das crianças para a mãe ir trabalhar, daquela que cuida da vó idosa em suas necessidades mais básicas, e da mulher que tira o lixo, lava o banheiro, ajeita a casa etc etc etc. Todas são importantes na sociedade, assim como um sem número de profissionais liberais, como médicas, advogadas, engenheiras, vendedoras e consultoras. Isso sem contar Anita Garibaldi, Maria Quitéria, D. Leopoldina e a Princesa Isabel, em nossa história.

Como motorzinho da economia há várias delas, a exemplo de Luiza Trajano (Magalu), Camila Junqueira (CEO da Endeavor), da francesa Sandrine Ferdane (CEO do BNP Paribas no Brasil) ou da nordestina Ana Fontes (CEO da Rede Mulher Empreendedora). Pode-se comentar a rala presença das mulheres em Conselhos de Administração e que, apesar de tanta força e talento, só conseguem 16,9% dos cargos de liderança no mundo. Sobre mulheres, enfim, há sempre muito o que se dizer. E escutar.  

Mas nesta data vamos tratar de algo mais próximo e, por isso mesmo, tão valioso que não há como se mensurar. É por demais importante homenagear a minha Wal, mulher gigante, fiel companheira de jornada, e a Thais Helena, filha magnânima. É igualmente importante homenagear a quem assistimos botar a mão na massa p´ra valer, sustentando este nosso trabalho no Portal Acionista: Claudia Guerses e Grazieli Binkowski.

Siga os tópicos.

PROTAGONISMO

Formada em Letras e Sociologia, Claudia Guerses cresceu e amadureceu assistindo ao protagonismo da mãe, como mulher e empresária. “Demorei a perceber que defender bandeiras é necessário. Espaços devem ser conquistados pelas minorias, sejam elas de gênero, cor ou etnia, por capacidade sim, mas pelo olhar de inclusão do outro que está na outra ponta e nem sempre percebe a desigualdade, seja por ignorância ou preconceito”, diz a diretora do Portal Acionista.

Para ela, há 21 anos à frente deste que hoje é o maior HUB do Mercado Financeiro, é vantagem ser mulher quando o assunto é foco nos objetivos. “Temos muita sensibilidade às questões cotidianas e somos pró-ativas na apresentação de resultados”, diz Claudia, destacando a conquista que presencia das mulheres na área de Relações com Investidores e de análise de companhias brasileiras, por exemplo. “Eu me orgulho de acompanhar trajetórias de sucesso como a de Paula Picinini, da Lojas Renner, e de Sandra Blanco, da Órama, para ficar só nesses dois exemplos”.

PRESSÂO

Como sabemos, na vida nem tudo são flores. Há desvantagens em ser mulher neste mercado também. Exemplo? “Há uma pressão masculina forte, com uma agressividade e competitividade inata, na cobrança de desempenho, na remuneração inexplicavelmente inferior e, ainda, pela própria mulher achar-se despreparada para pleitear e exigir, por exemplo, seu lugar junto aos Conselhos de Administração das companhias”.

MITIGAÇÃO

Como mitigar o ruim e transformá-lo em bom? A diretora do Portal responde: “No Acionista trabalhamos para conectar todos os elos do mercado. O universo ESG e o `Mulheres em Ação`, têm destaque e abrem espaço, ao lado dos números das companhias abertas, para que mostremos a responsabilidade social como protagonista da transformação de nossa sociedade. A integração destas informações, que necessariamente abrangem a governança e a responsabilidade ambiental, transforma-se em valor para o investidor”.

De forma clara, Claudia Guerses simplifica a receita: “Utilizamos uma linguagem simplificada que, aos poucos, melhora a proximidade com todo o mercado e mostra as oportunidades existentes, sensibilizando as pessoas que ainda têm algum receio”. Um trabalho de formiguinha, cuja paciência e jeitinho femininos ajudam uma enormidade.

MÃO NA MASSA

Jornalista, pós-graduada em Gestão Estratégica, Grazieli Binkowski é outra personagem da turma “mão na massa”.  Idealizadora do “Mulheres em Ação”, espaço crescente no Portal Acionista, ela atua junto ao mercado de capitais há 15 anos ajudando, entre outras, a Associação do Mercado de Capitais do Rio Grande do Sul, a Apimec Sul e a Geral Investimentos (corretora com mais de 50 anos) na comunicação.

Conta que sempre pensou em fazer uma comunicação mais estratégica e dirigida a fim de colaborar com o desenvolvimento financeiro, pessoal e profissional das mulheres. E foi no Portal que encontrou esta oportunidade. “Procuro sempre construir um mundo mais justo, igualitário, diverso e digno de todos; por isso, o espaço e as publicações são voltados a toda mulher que, através de leitura e de conhecimento, entenda que essa também é uma missão e um valor seu como pessoa”.

MULTI

A multifuncionalidade que vem sendo desenvolvida e aprimorada ao longo da história, pode se traduzir em vantagem competitiva da mulher, relata Grazi (como a chamamos, no trabalho), aduzindo a facilidade de comunicação que, no caso, ela possui.

Mas é certo que ainda há muito a se fazer em termos de gênero. E neste Dia da Mulher é mais que oportuno abordar o assunto: “Ainda lutamos contra a falta de valorização, de visão e percepção da sociedade de uma forma geral, pois em certas situações, há mulheres que somatizam o lado negativo dessa desigualdade vindo a desenvolver doenças”.

AÇÃO

A propósito, a página www.acionista.com.br/mulheres, desenvolvida para o compartilhamento de iniciativas, ideias, pesquisas e histórias que possam colaborar para o crescimento financeiro, profissional e pessoal das mulheres, está absolutamente IMPERDÍVEL. Nesta edição oferece conteúdo especial voltado ao Dia Internacional da Mulher.

TALKS

E por falar em iniciativas… as meninas Anatrícia Borges e Sonia Araripe juntaram smarts phones, tablets e canetas com Dario Menezes e formaram um super time para tratar de sustentabilidade. É a Jornada ESG Talks formatada para empresas como forma de conscientização, alinhamento e proposição de valor das organizações.

De acordo com os especialistas, mais do que teorias é esta uma oportunidade de gerar um debate crítico do quão preparada a organização está para este novo contexto e construir novos formatos de atuação. Os treinamentos acontecerão sob demanda. Mais infos pelo email [email protected]

DASA

A Companhia Diagnósticos da América S/A (DASA) pode melhorar o seu esquálido free float de 2,5% aumentando-o para 10%. Isto porque o board estuda uma nova oferta de ações, entre R$ 5 BI e R$ 6 BI.

Lembrando que em dezembro último a DASA incorporou o grupo Leforte (hospitais), pelo valor de R$ 1,77 BI, e pretende seguir na ampliação dos negócios.

PACTO

Imagine que, num passe de mágica, sumissem do mapa 1.217 municípios e, com eles, fossem cancelados 1.217 prefeitos, 1.217 vice-prefeitos, 12.170 secretários, 10.953 vereadores e funcionários nas câmaras municipais, totalizando um exército superior a 30.000 pessoas.

Se isto acontecer, efetivamente, não será propriamente um “passe de mágica”, mas resultado da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 188/2019, conhecida como PEC do Pacto Federativo, apadrinhada pelo ministro Paulo Guedes, da Economia.

EMPATAM

Frutos dos tradicionais “bem-bolados” políticos, os municípios que podem desaparecer como territórios autônomos empatam a vida do contribuinte porque não se sustentam economicamente. Em regra, têm menos de 5.000 habitantes.

Segundo a Revista Oeste publicou, o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), formado com recurso da União, é o principal pilar para sustentar essas cidades que, somadas, reúnem 2% da população brasileira mas consomem 37% do FPM que, somente em 2019, distribuiu mais de R$ 93 bilhões.

Vingando a PEC, deixariam de existir 228 municípios no Rio Grande do Sul; 223 em Minas; 135 em São Paulo; 100 no Paraná e 93 em Alagoas, entre outros estados…

LAB

A Comissão de Valores Mobililários (CVM) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) assinaram convênio para construir, conjuntamente, soluções inovadoras para o mercado de capitais e o desenvolvimento sustentável do país.

O acordo prevê que o Laboratório de Inovação Financeira (LAB), do qual BID e CVM são fundadores, deverá colaborar com o Programa de Financiamento Verde da América Latina e Caribe; Apoio ao Desenvolvimento de Quadros Institucionais, Políticas e Regulamentações de Fintechs na região; Apoio na Supervisão Temática e Técnica de Informações, Temas e Resultados elaborados pelos GTs do LAB.

ARTIGO

Falta de Containers & frete marítimo subindo: o que está acontecendo?

*Por Larry Carvalho

Quem trabalha com Comex ou com Shipping têm reparado que nos últimos meses o mercado tem sofrido com impactos de falta de contêineres, aumento drástico dos fretes marítimos aliado a uma grande redução do período de free time.

Para se ter noção, o frete marítimo de um container de 40ft da Ásia para o Estados Unidos da América bateu máxima histórica recentemente.

Você deve estar se questionando: qual o motivo disso tudo estar acontecendo?

Nas últimas semanas tenho visto muitos absurdos sendo divulgados. Diariamente, vejo pessoas culpando transportadores marítimos e os acusando de serem exploradores.

A premissa basicamente é sempre a mesma: armadores subiram frete para compensar o que deixaram de faturar no primeiro semestre.

Calma! Muita calma nessa hora! Compartilho com vocês que a realidade é outra e bem mais complexa.

O Shipping enfrenta uma verdadeira “Tempestade Perfeita”, como os especialistas têm chamado. Uma tempestade gerada pela pandemia!

Durante o lockdown (março-junho) as atividades econômicas globais foram drasticamente reduzidas. Consequentemente, os portos se viram com mão de obra reduzida para movimentação de contêineres.

Como se isso não bastasse, muitas empresas simplesmente deixaram contêineres parados nos portos, seja porque estavam fechadas e não tinham como receber, ou então, porque simplesmente não possuíam recursos financeiros para pagar impostos e nacionalizar.

Por outro lado, tivemos uma grande redução na quantidade de contêineres sendo transportados.

Portanto, assim como foi feito no setor aéreo, os transportadores marítimos suspenderam linhas deficitárias e aproveitaram para antecipar docagens obrigatórias das embarcações. Consequentemente, reduzindo a quantidade de navios contêineres em atividade.

Entretanto, desde julho as atividades econômicas vêm aumentando progressivamente. Principalmente na China que, como foi a primeira afetada, conseguiu controlar e retomar a recuperação econômica antes dos outros países.

Resultando, assim, em um rápido crescimento das exportações de produtos fabricados na China. Principalmente após setembro, quando historicamente a China começa a enviar para os Estados Unidos e a Europa produtos para as vendas de Natal.

Ocorre que com uma mão de obra reduzida no setor portuário e no setor de Transporte Rodoviário os contêineres têm demorado para sair do porto, bem como, para retornar ao porto vazio. Em alguns países, o tempo para devolução dos contêineres aumentou entre 4/6 dias. Diversos portos têm sofrido com congestionamento devido a lentidão na movimentação de contêineres. Várias nações estão com suas logísticas afetadas e com capacidade reduzida.

Por outro lado, com o número restringido de navios em navegação, os armadores não conseguiram coletar contêineres vazios para fazerem reposicionamento de forma a acompanhar a crescente demanda.

A situação tem piorado dia após dia!

Portanto, como forma de tentar resolver o problema de shortage de container, alguns transportadores marítimos vêm reduzindo período free time de contêineres. Enquanto que o mercado por si só, tem se regulado, com a consequente aumento de fretes em virtude da falta de contêineres disponíveis, principalmente no mercado asiatico.

Especialistas preveem que a situação deve melhorar neste trimestre. A verdade é que só o tempo dirá. Estamos diante de nova onda e novos lockdowns podem postergar a normalidade no setor de Transporte Marítimo, exercendo maior pressão nos fretes marítimos.

Diversas empresas estão tendo seu supply chain interrompido por faltas de navio e de contêineres no mercado, desestabilizando o comércio global. Afinal de contas, o transporte marítimo representa mais de 90% do comércio internacional.

Infelizmente, enquanto os impactos da pandemia persistirem, a “tempestade perfeita” não deve passar!  

*Larry Carvalho é advogado, árbitro em litígios e atua com ênfase em transporte marítimo.

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Nelson Tucci

Nelson Tucci

Repórter em veículos como Folha de S.Paulo e O Estado de S.Paulo, atuou também como apresentador do programa ECO Negócios, na ECO TV. É MBA em Comunicação e Relações com Investidores e diretor na Virtual Comunicação.

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