Modalmais: Inversão de tendência

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tweet
Compartilhar no linkedin
Publique
Compartilhar no whatsapp
Encaminhe
Compartilhar no email
Envie

Newsletter

Receba notícias por Whatsapp

Receba notícias pelo Telegram

O dia foi de aprofundamento de queda nos principais mercados da Europa e de inversão de tendência no mercado americano e também na Bovespa. Pesou os impactos do recrudescimento da covid-19 em países da Europa (e também nos EUA) e sem definição sobre o pacote de estímulos nos EUA. Aqui, para variar um pouco, preocupações ampliadas com o quadro de déficit fiscal e possibilidade de novo rebaixamento pelas agências de classificação de risco, caso não sigamos o protocolo de maior austeridade.

Coadjuvante a isso, uma agenda cheia de eventos e resultados de empresas importantes no terceiro trimestre. Preocupa ainda mais a postura do Copom com o comunicado posterior a reunião de amanhã e a ata na semana seguinte, sugerindo endurecimento para o futuro, principalmente se reformas forem retardadas ou saírem brandas.

No cenário externo, a eleição americana indefinida, apesar de as pesquisas indicarem Joe Biden. Trump embaralhou um pouco em estados fundamentais, e também não se sabe se haverá maioria nas duas casas do legislativo para o novo presidente ou se o resultado será questionado por Trump, caso seja derrotado. Virou uma grande loteria, e como tal, agrega volatilidade aos mercados de risco.

Na Alemanha, o ministro das finanças pediu medidas de restrição contra a covid-19 enquanto Angela Merkel prevê meses difíceis para o país. Em compensação, o BCE diz que o setor bancário suportará o choque da pandemia. Já a União Europeia fala que está empenhada em fechar acordo com o Reino Unido no pós-Brexit.

Nos EUA, as encomendas à indústria de setembro cresceram 1,9%, quando o esperado era +0,4% e confiança do consumidor do Conference Board caiu para 100,9 pontos em outubro, vindo de 102 pontos. No mercado internacional, o petróleo WTI negociado em NY devolveu em boa parte a queda de ontem e mostrava alta de 2,70%, com o barril cotado a US$ 39,60. O euro era transacionado em leve alta para US$ 1,182 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 0,77%. O ouro e a prata inverteram para altas na Comex e commodities agrícolas com comportamento misto na Bolsa de Chicago.

No segmento local, o Tesouro anunciou que a dívida pública federal cresceu em setembro 2,59%, indo para R$ 4,53 trilhões. A participação dos estrangeiros no total da dívida subiu para 9,44%, vindo de 9,40%. Os fundos passaram a deter 24,39% e as instituições financeiras com 27,43%. Os títulos prefixados representam 32,56% do total e com referencial na Selic em 37,77%. O fluxo maior de investidores não residentes (INRs) não mostra nada de relevante em termos de retorno dos recursos. O Tesouro também voltou a emitir títulos mais curtos, de até um ano. Do lado político, Rodrigo Maia questionou o empenho da base aliada que tem obstruído a pauta e obrigou a encerrar a reunião de hoje.

No dia, a taxa cambial e os DIs foram afetados pelo desconforto fiscal e exterior bem complicado, os bancos também pesaram na queda da Bovespa. No encerramento, o dólar mostrava alta de 1,21% e foi cotado em R$ 5,685. Na Bovespa, na sessão de 23/10, os investidores estrangeiros voltaram a sacar recursos no montante de R$ 198,9 milhões, deixando o saldo de outubro ainda positivo em R$ 2,58 bilhões, mas com saques líquidos em 2020 de R$ 85,17 bilhões.

No mercado acionário, dia negro para as Bolsas europeias, com Londres perdendo 1,09%, Paris com -1,77% e Frankfurt, depois da queda de ontem de 3,71%, nova perda de 0,93%. Madri e Milão com quedas de respectivamente 2,14% e 1,53%. No mercado americano, dia de queda do Dow Jones de 0,80% e Nasdaq com +0,64%. Na Bovespa, dia de queda de 1,40%% e índice em 99.605 pontos, com destaque para queda do setor bancário.

Os balanços do terceiro trimestre anunciados hoje, aqui e no exterior, não contribuíram muito, exceto pelo do Santander, que veio melhor que o previsto. De certa forma acompanhamos a direção do mercado americano, mas perdemos novamente o patamar de 100 mil pontos do Ibovespa.

Na agenda de amanhã teremos a confiança da indústria pela FGV e a decisão do Copom sobre política monetária depois de pregão encerrado, e que ,não deve alterar a Selic, mas sendo mais duro na avaliação. Nos EUA, o saldo da balança comercial de setembro, os estoques de petróleo e derivados, além de discurso do presidente regional do FED de Dallas.

Alvaro Bandeira
Sócio e economista-chefe do banco digital Modalmais
Fonte: www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado

Advertência

Declaramos que o Portal Acionista.com.br não se responsabiliza pelas informações divulgadas neste site e qualquer outro canal, tanto referente às matérias de produção própria , quanto matérias ou análises produzidas por terceiros ou reproduzidas de links autorizados, publicados nas nossas páginas a partir de uma seleção criteriosa, porém sem garantir sua integralidade e exatidão.
Matérias e  análises produzidas por terceiros são de inteira responsabilidade dos mesmos. As informações, opiniões, sugestões, estimativas ou projeções referem-se a data presente e estão sujeitas à mudanças conforme as condições do mercado, sem prévio aviso.
Informamos, ainda, que o Acionista.com.br não faz qualquer recomendação de investimento e que, portanto, não se responsabiliza por perdas, danos, custos e lucros cessantes decorrentes de operações financeiras de qualquer tipo, enfatizando que as decisões sobre investimentos são pessoais.
Importante lembrar sempre: ganhos passados, não são garantia de ganhos futuros.

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email

Leia também

Todos os dias diversas Corretoras e Casas de Análise atualizam seus boletins com as principais notícias do mercado de investimento. Acesse agora!