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Mais de quatro meses dos protestos em Cuba

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Prof. Rodrigo Antonio Chaves da Silva

Os temas de economia e política econômica, são fundamentais para todos os contadores, administradores, economistas, e advogados. Especialmente para os economistas (pois, lhe são de especialidade). Todavia, os fatos da política econômica influenciam a vida de todos. Portanto, tanto quanto importante é entendermos e estudarmos também os fatos da política que rege o poder do Estado, e que causa a política econômica.

A economia é sinônimo de “administração patrimonial”( na ótica de Gino Zappa), ou mesmo em casos tradicionais, é o estudo da riqueza geral de uma nação, embora tenhamos muitos economistas que são consultores de empresas, a função do economista – função esta científica – é proceder a planos econômicos de segmentos, perfazer estudos sociais, planejamentos públicos, direcionamentos de diretrizes políticas, projetos sociais, projetos de investimentos de grupos empresariais, entre outras posições que envolvem um “todo”. Será sempre o “segmento”, o “conjunto”, o “complexo”, isto é, a soma das células sociais. Esta definição clássica vem de importantes economistas como Herrmann Júnior, Cibilis da Rocha Viana, Antonio Lopes de Sá, e outros grandes cultores das ciências aziendais e econômicas, grandes contadores que fizeram de sua vida uma base para a literatura nacional.

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Pois bem, o poder econômico, se é que assim podemos mencionar “poder”, é um misto de forças pessoais, familiares, societárias, segmentais, naturais, empresariais, aziendais, que auxiliam na monetização dos bens, na circulação das mercadorias, nas compras e vendas, nos recebimentos e financiamentos, nos pagamentos e no acúmulo de poupança, na diluição dos custos, entre outras operações mais. Sobretudo, o poder econômico facilita a distribuição das riquezas, ou o uso de gestão para a logística de riquezas, de modo que haja consumo, renda, distribuição, gasto, superávit, de acordo com o direcionamento gerencial.

No caso da economia, é impossível a um poder público dominá-la INTEIRAMENTE, nenhum Estado tem o poder de controlar os preços, e quando o faz, o que ocorre, são celeumas incontestáveis no campo social e humano, além de prejuízos lastimáveis a todos os seres dispostos na organização social, porque algo trava a máquina que era para ser livre, gerando retrocessos e danos públicos reais.

A política então DIRIME, DIRECIONA e AJUDA a economia, mas não pode, por meio de ideologia, DOMINAR AUTOCRATICAMENTE, IMPEDIR, CONTROLAR TOTALMENTE, E ABAFAR A FORÇA ECONÔMICA. Quando isso acontece, a destruição da riqueza se produz vagarosamente, e temos uma ausência de prosperidade, ou mesmo uma perturbação: de um lado o PODER POLÍTICO, que domina o PODER ECONÔMICO, então o ESTADO FICA RICO SUMAMENTE, ou PRIVILEGIADO, e de outro, o partido que está por detrás do ESTADO, estará se socorrendo com todos os mananciais financeiros, econômicos, e patrimoniais a seu favor.

Ou seja, temos pois, um Estado autocrático, um partido rico, e uma destruição da economia pelo seu controle total que é impossível. Isso gera uma perturbação social, provocando pobreza, definhamento, e logicamente uma ditadura, pois, para manter uma autocracia só destruindo a democracia. É um tipo de REGIME AUTORITÁRIO como se diz no direito, ou mesmo uma ASSIMETRIA SOCIAL. Em palavras mais nítidas é uma DESORGANIZAÇÃO COM PERTUBAÇÃO SOCIAL, POR/COM PREDOMINIO DE UMA FORÇA SOCIAL.

Um dos regimes que concretiza realmente esta situação é o SOCIALISTA, hoje com outros nomes como SOCIAL DEMOCRACIA (socialismo mais brando), socialismo Fabiano (elitizado e familiar), capitalismo de Estado (o caso Chinês e brasileiro), e por aí vai.

Dizer que há república democrática no regime socialista é uma controvérsia interessante, pelo fato que os regimes socialistas perturbam a sociedade e ainda geram um tipo de domínio POLÍTICO POR SOBRE A ECONOMIA. Ou seja, não se permite que a prosperidade seja livre ou ampla, somente as empresas que tem negociação com o governo (um modelo fascista), ou mesmo o partido comunista que se enriquece. A população não pode ter empresa senão por sobre grande burocracia, e muito menos ter um ganho livre, porque tudo é normatizado e controlado pelo poder político, evitando com isso uma gestão livre, ou uma escolha livre da renda.  

O regime socialista é o que existe em Cuba desde a década de 60, depois da revolução de 1959 (começada em 1953).

 Embora as forças de esquerda elogiem muito a ditadura cubana, por mais que seja ela resistente em mais de 60 anos (talvez seja o encômio dado por esta insistência, em se manter num século o qual a liberdade de opinião é um dever do Estado), sabemos que o modelo político de lá não permite a democracia real, pois, não há oposição, nem concorrência eleitoral, não existe também uma disposição para a liberdade de expressão, e ao mesmo tempo, não há uma produção próspera. São os males teóricos e práticos da concretização de tal regime.

Na época de Batista – outro ditador, este mais liberal – a economia Cubana era a quinta do mundo, hoje ela está entre as cinquenta do mundo, todavia, não acreditamos nestes dados considerando que a perturbação econômica de um regime socialista é evidente com prejuízos fortes para a sociedade, logo deve assumir postos piores, e só não são mais piores devido às multinacionais que lá estão, e as negociações pequenas com outros países, até com os Estados Unidos.

O embargo econômico não é o exagero que falam também: se a culpa dos males da humanidade são os Estados Unidos, por que negociar com eles? Era para se ter mais prosperidade sem eles. E eles não têm. Se é mal, por que eles não crescem sozinhos ou com os outros? Todavia, sempre põe a culpa naquilo que falam que é mal, porém ficam no mal do mesmo jeito. Logo, a ausência dessa causa seria um bem e não o é, no entanto, jogam-na como se fosse um mal, ou seja, pura tautologia.

Um regime socialista empobrece a população, porque suga pelos impostos, e pelo poder político de um partido único, a riqueza do povo.

Não era de se esperar reação diferente do povo cubano, que tenta se libertar de um regime político que não permite a liberdade nem política e nem econômica dos cidadãos escravos da ditadura, ou seja, um regime opressor.

Leiamos bem: todo regime socialista, bolivariano, e coisas que tais, oprime o poder econômico pelo político, e subjugam a população a uma escravidão econômica de dependência do Estado e da ideologia do partido que não consegue se libertar sob as pechas falsas de “justiça social” e “igualdade”, quando no fundo o ataque da ditadura política tenta controlar a economia para o partido. Eles mentem verdadeiramente. Assim numa análise séria a mesma que Boaventura dos Santos fazia, não podemos encontrar outra posição que seja menos conceituadora desse regime como um tipo de ditadura que faz prevalecer o partido. Assim são os regimes marxistas.

Karl Marx (1818-1883) com todas as vantagens de sua capacidade de escrever, e com todas as garantias de sua habilidade, infelizmente cometeu erros graves ao misturar a política e a economia com revolução. Ele pregava a destruição dos patrimônios e das famílias. O fim da Igreja, e a tributação do dizimo. A escola gratuita, mas sob uma ideologia. A destruição das classes e da hierarquia. Portanto, posições contraditórias para o direito e para as ciências sociais. Ao mesmo tempo, no segundo volume da sua obra, ele destacava pontos de defesa patrimonial, e ajuste de gestão dos lucros, contudo, cometia contradição e erro quando pensava que o patrimônio circulante, ou capital circulante, ficava nas mãos dos sócios, o que sempre foi uma falácia sem tamanho.

Portanto um regime desses oprime não apenas a economia, mas as pessoas que dela precisam fazendo com que exista um problema sério em matéria de opressão política, em outras palavras, destruição da riqueza da massa, e poder concentrado nas mãos do Estado e do partido que manda no Estado. Este é o centro da questão socialista.

Era para se esperar, mesmo com muito tardar, que a população cubana reivindicasse algumas coisas fundamentais que não existe no socialismo, ou num modelo socialista tão forte quanto o de Cuba, no dia 11 de Julho deste ano;

  1. Comida e suprimentos
  2. Remédios e assistência
  3. Liberdade de expressão
  4. Liberdade política

Isso é o mínimo que qualquer democracia superior tem que orientar e concretizar, mas são fatos que um regime socialista não consegue fazer operacionalmente.

A questão dos suprimentos, das logísticas que favorecem à distribuição de alimentos e suprimentos, não acontece porque não há liberdade empresarial, com isso os remédios não podem serem distribuídos em quantidade e tempo certos, sem contar que a assistência social sem o dinheiro dos impostos, em uma economia menos livre não é possível.

Num regime que pune a liberdade de expressão, não há democracia. Em uma ditadura como a de Cuba, a liberdade política e de manifestação não existem. Portanto, é contrário ao domínio do partido.

Portanto, para se ter realmente a igualdade e justiça social, que tanto a esquerda, e os socialistas querem, é mister que haja uma economia livre, e com afincos à prosperidade.

Os cubanos pediam o mínimo, e existem pessoas em nosso país que têm tudo e ainda desejam regimes como os de Cuba e seus assemelhados, o que é possível em quem visa interesses partidários. No fundo querem receber da boca do Estado o dinheiro que fica nas mãos dos ideológicos e defensores de partido. Fora disso não há liberdade comercial ou riqueza destruída num regime socialista que normalmente parece bom, mas teoricamente e tecnicamente não propõe o que estabelece. É um regime mentiroso o socialista. E engana a quem quer. Ou quem tem interesse de ser dono de um país com ele.

Lamentavelmente, muitos contabilistas defendem os regimes marxistas, vermelhos, e comunistas, pregando como exemplo ditaduras que pelo poderio militar, e ainda, pelo número de população, conseguiam manter um capitalismo de Estado. Mas veja bem, sempre há um capitalismo. Portanto, para se ter igualdade social é mister a riqueza e o bom uso dela com liberdade comercial. E não o controle da política sobre a economia.

Destarte, esperamos que a ditadura de Cuba se desfaça para o bem dos cubanos, aliás todas as ditaduras socialistas que oprimem a terra, pois, os efeitos do socialismo contra o patrimônio, contra a economia, contra a religião, contra a família, contra a liberdade de expressão, são graves e muito contundentes. Não há democrática em perturbações políticas como a socialista.

Esperamos também o melhor para a população de Cuba, que só pode existir quando se desfizer o regime político de lá, senão continuará sob o julgo da desigualdade e injustiça social, que muitos brasileiros formados querem defender e concretizar no Brasil, sob os rótulos do contrário que nunca existiu/existe na verdade prática desses regimes.

Rodrigo Antonio Chaves Silva

Rodrigo Antonio Chaves Silva

Contador, especialista em gestão econômica, Perito Judicial, Analista Patrimonial, Auditor, Consultor, ganhador dos prêmios internacionais de história da contabilidade Martim Noel Monteiro, de contabilidade financeira Luis Chaves de Almeida e Rogério Fernandes Ferreira, é autor de 27 livros, sendo 22 pela Editora Juruá, e mais de 350 artigos, imortal da Academia Mineira de Ciências Contábeis, e da Academia de Ciências Letras e Artes de Manhuaçu. https://profrodrigochaves.com.br/

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