O presidente Luiz Inácio Lula da Silva / Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse nesta quinta-feira, 27, que este ano o Brasil vai crescer “um pouco mais de 2,5%”, projeção contrária a do governador de São Paulo, Tarcisio de Freitas (Republicanos), que espera crescimento de até 2% no PIB (Produto Interno Bruto)

“Falam que vai haver recessão e o Brasil vai crescer no máximo 2,5%. Vai crescer um pouco mais de 2,5%, pode ter certeza. Em 2024, vamos crescer 3,8%”, disse Lula. 

Os números mencionados pelo presidente quanto ao PIB do ano passado ainda serão divulgados no início de março. 

Lula fez as declarações ao lado de Tarcísio, durante discurso na cerimônia de lançamento do edital do túnel Santos-Guarujá.

“Única coisa que não queremos que cresça é preço do ovo e da carne”, disse o presidente da República.

Além disso, Lula aproveitou o evento para defender as políticas de seu governo, como o Bolsa Família, e investimentos em educação, como o Pé-de-Meia. “Quero dinheiro circulando na mão do trabalhador […] Bolsa Família não é programa para viver a vida inteira, não queremos país de pobres”, comentou.

Por fim, o petista anunciou ainda que vai fazer um instituto federal no Guarujá (SP). “Aquilo que for necessário fazer em cada Estado e tiver dinheiro, vamos fazer”, afirmou.

Queda na popularidade de Lula cria sentimento de ‘FOMO’ nos investidores

queda na popularidade do presidente Lula tem agitado o mercado financeiro, criando um cenário de incerteza política, que gera reações variadas entre os investidores. 

As últimas pesquisas, que apontaram apenas 24% de aprovação ao governo, revelaram o menor índice desde seus três mandatos, provocando um reflexo imediato no mercado.

De acordo com analistas, esse cenário tem alimentado o sentimento de “FOMO” (Fear of Missing Out), uma expressão do inglês que representa o medo de ficar de fora, nas operações de bolsa e câmbio.

O impacto imediato da queda na popularidade de Lula pode ser visto na alta registrada na bolsa após a divulgação do Datafolha. Porém, a análise do JP Morgan destaca que, embora o ambiente político brasileiro comece a gerar certo nervosismo, é cedo para fazer previsões baseadas nas eleições de 2026. 

Em um relatório divulgado em 17 de fevereiro, o banco afirmou: “Embora os investidores no Brasil estejam começando a ficar obcecados com as eleições, achamos que ainda é muito cedo para negociar eleições.”

Apesar da instabilidade política, o Brasil continua a ser um dos mercados de melhor desempenho, especialmente nas ações e no câmbio. O clima de incerteza eleitoral tem levado muitos investidores a entrar na compra de ativos, temendo perder uma possível recuperação ou valorização. 

O fenômeno é descrito como um comportamento de “FOMO”, caracterizado pela busca de oportunidades à medida que os preços sobem. 

“Quando os preços estavam mais baixos, não havia compradores, mas conforme subiram, o interesse aumentou”, dizem os analistas do JP Morgan, destacando que o movimento tem sido impulsionado principalmente por notícias políticas.

O post Lula afirma que Brasil vai crescer um pouco mais de 2,5% em 2025 apareceu primeiro em BPMoney.

Publicidade

Encontre o que

realmente importa