‘Louco e gênio’, Elon Musk vive 2020 inesquecível

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De um lado, inúmeras polêmicas: um filho com nome de robô (X-AE A-XII), o apoio ao rapper Kanye West para a presidência dos EUA, a vontade de causar no Twitter e até a capacidade de negar a gravidade do coronavírus. Do outro, uma empresa cujas ações subiram mais de 500% em 12 meses, virando a maior montadora do mundo, e uma companhia que fez sua primeira missão tripulada ao espaço.

Por trás dessas histórias, um homem só: Elon Musk, empresário com fortuna de US$ 66,2 bilhões. No mundo dos negócios, Musk divide opiniões: é chamado de louco e de gênio. Mas, em 2020, o sul-africano de 49 anos está vivendo um ciclo de bonança capaz de fazer o segundo adjetivo sobrepor o primeiro.

Boa onda. Seu principal negócio, a fabricante de carros elétricos Tesla, parece ter entrado nos eixos após anos de problemas. Nesta semana, a empresa divulgou ter quatro trimestres seguidos de lucro pela primeira vez na história. Apesar de ter fábricas temporariamente fechadas pela quarentena, a montadora segue firme para entregar 500 mil veículos em 2020, mostrando que a eletricidade pode, em breve, substituir os combustíveis fósseis.

“Durante muito tempo, houve desconfiança com Musk. A Tesla tinha problemas de entrega e lucro, apesar de seu carro ser bem visto. Agora, se resolveu – e se suas ações sobem, é porque o mercado vê potencial”, diz o professor do Insper David Kallas.

É no potencial que está a maior força da empresa. Afinal, ela vende bem menos carros que a Toyota, vice-líder em valor de mercado entre as montadoras. Em 2019, a japonesa vendeu mais de 10 milhões de carros; já a americana, 367 mil. “(O sucesso da) Tesla tem um pouco de histeria do mercado. Não há motivo para suas ações valerem o que valem. Mas eles fizeram algo inédito: popularizar o carro elétrico”, diz William Castro-Alves, estrategista-chefe da corretora Avenue.

Já a firma aeroespacial SpaceX se tornou a primeira empresa privada a enviar astronautas para a órbita terrestre em maio, numa parceria com a Nasa. Com o reaproveitamento de foguetes como estratégia, a companhia pareceu durante muito tempo um negócio de risco. Agora, atrai investidores, podendo ser avaliada em US$ 44 bilhões após uma nova rodada de aportes.

Ciclo. Nem sempre foi assim: em 2018, Musk viveu uma tempestade de problemas, entre disputas judiciais por difamação, investigações financeiras, além de falhas de produção na Tesla. Para Kallás, o empresário amadureceu. “Ele teve deslizes, mas vem mudando. Dá menos a cara para bater e faz mais a lição de casa”, diz.

Professor da Singularity University, Alexandre Nascimento discorda. “Ele aprendeu a jogar o jogo. Quando aparece fumando maconha, ele está jogando com a atenção das pessoas”, diz. “Ele é um cara complexo, como Steve Jobs também era.”

As comparações não são à toa: tal como o fundador da Apple, Musk é idealista. Ao vender sua parte no serviço de pagamentos PayPal, em 2002, Musk faturou US$ 165 milhões. E investiu todo o dinheiro logo em seguida em duas ideias – a Tesla e a SpaceX. Parecia loucura, mas hoje há quem diga que é visão.

Os projetos de Musk, porém, não se resumem a isso. Ele também aposta em transporte futurista e numa startup que quer conectar PCs aos cérebros humanos. Tem ainda negócios em energia solar, e apostas em criptomoedas e planos para colonizar Marte. “Musk sempre achou que a humanidade corre risco. Agora, capitalizado, faz projetos para salvar as pessoas – e cria oportunidades”, afirma Rubens Massa, professor da FGV-SP.

Cuidado. O futuro é o assunto preferido de Musk – e para analistas, ainda há muito espaço para ele prosperar. Para Castro-Alves, da Avenue, a preocupação ambiental pode ainda dar mais espaço para a Tesla.

Há, porém, muito o que dar errado – um acidente grave da SpaceX ou problemas de produção nas fábricas da Tesla podem mudar o jogo. Ou alguma polêmica tão grande que nem ele é capaz de contornar.

Afinal,a imagem de Musk é um ativo dessas empresas. “Ele consegue atrair talentos e capital, mas, se preferir as polêmicas, pode se comprometer”, diz Kallás. Por outro lado, há quem acredite que é de mais Musks que a tecnologia precisa. “A origem do Vale do Silício está nesse tipo de cara com ideias malucas”, diz Nascimento. “É preciso de gente que desafie o sistema e faça o progresso acontecer.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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