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Mulheres em Ação

Levantamento Percepções do brasileiro sobre feminicídio revela realidade do país

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A edição de 2021 da Pesquisa “Percepções da população brasileira sobre feminicídio”, realizada pelo Instituto Patrícia Galvão e Instituto Locomotiva com o apoio do Fundo Canadá, comprova a urgência em lembrarmos sobre o feminicídio a toda a hora e em atacarmos as suas causas.

O estudo “Percepções da população brasileira sobre feminicídio” divulgado neste 23 de novembro mostra o seguinte retrato da violência contra a mulher no Brasil:

  • 30% das mulheres foram ameaçadas de morte pelo seu parceiro ou ex;
  • 1 em cada 6 já sofreu tentativa de homicídio;
  • 57% dos brasileiros conhecem alguma mulher que foi vítima de ameaça de morte pelo atual parceiro ou ex;
  • 37% conhecem uma mulher que sofreu tentativa ou foi vítima de feminicídio íntimo.
  • 57% dos brasileiros conhecem alguma mulher que foi vítima de ameaça de morte pelo atual parceiro ou ex;
  • 37% conhecem uma mulher que sofreu tentativa ou foi vítima de feminicídio íntimo;
  • 93% dos entrevistados concordam que a ameaça de morte é uma forma de violência psicológica tão ou mais grave que a violência física;
  • 97% concordam que mulheres que permanecem em relações violentas estão correndo risco de serem mortas;
  • 87% entendem que terminar a relação é a melhor forma de acabar com o ciclo da violência doméstica e evitar o feminicídio.

Embora as mulheres heterossexuais, as moradoras da cidade e das periferias e as mulheres pobres e negras sejam percebidas como mais vulneráveis, a maioria considera que todos os grupos de mulheres correm o mesmo risco de feminicídio.

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Saídas para as mulheres sob ameaça

As principais portas de saída são a polícia e os serviços de apoio às vítimas, mas há uma série de desafios a serem enfrentados, como a percepção de baixa eficiência do aparato policial para esse tipo de caso, o desconhecimento de equipamentos de apoio e a sensação de impunidade dos agressores.

  • Para 91%, a delegacia da mulher é o principal serviço que a mulher ameaçada de feminicídio deve buscar;
  • Espontaneamente, 67% citam o telefone da Polícia Militar (190) como referência para mulheres que estejam sendo agredidas ou ameaçadas por um (ex-) parceiro e corram o risco de serem assassinadas e 20% citam o 180 – a Central de Atendimento à Mulher.
  • 95% concordam que se alguém vê ou ouve um homem ameaçando de morte uma mulher essa pessoa deve denunciar e 90% das mulheres (e 80% dos homens) consideram que arma de fogo em casa dificulta que a mulher denuncie e aumenta o risco de que ela seja assassinada.
  • 79% concordam que muitos policiais não acreditam na seriedade da denúncia de ameaça e no risco que a mulher corre. Essa percepção é maior entre as mulheres negras e atinge 84% das entrevistadas.
  • 78% consideram que a justiça brasileira trata a violência contra as mulheres como um assunto pouco importante. Essa opinião é compartilhada por 83% das mulheres e 73% dos homens.

População demanda aumento da rede de apoio e melhoria dos serviços existentes

  • Para 90%, se as mulheres ameaçadas de feminicídio tivessem apoio do Estado elas se sentiriam mais seguras para denunciar e sair da relação violenta.
  • 85% acreditam que os serviços de atendimento à mulher agredida sejam bons, mas estão presentes em poucas cidades e não dão conta de atender as mulheres em todo o país.
  • Maioria é a favor da promoção de campanhas para sensibilizar a população sobre essas questões e estimular a denúncia e também apoiam a capacitação dos profissionais dos serviços de assistência para avaliarem o risco das mulheres, até porque, para 93% da população, mais importante do que punir o assassino é evitar o assassinato da mulher.

Sobre o estudo

A pesquisa Percepções da população brasileira sobre feminicídio foi realizada pelo Instituto Patrícia Galvão e Instituto Locomotiva, com apoio do Fundo Canadá. Participaram do estudo online 1.503 pessoas (1.001 mulheres e 502 homens), com 18 anos de idade ou mais, entre 22 de setembro e 6 de outubro de 2021. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais.

Confira o estudo na íntegra!

Fonte: Instituto Patrícia Galvão

Grazieli Binkowski

Grazieli Binkowski

Grazieli Binkowski é mãe do Miguel e do Yorkshire Lilo, casada com o Erik. Vive em Porto Alegre (RS), gosta de ler (quase de tudo), curte jazz, vinhos e é apaixonada pela cultura francesa. É Jornalista, formada pela PUCRS, com uma especialização em Gestão Estratégica pela UFRGS. Tem transitado pelo mercado financeiro desde a universidade, quando começou a colaborar com o Acionista.com.br. Também tem uma história longa com Organizações Não-Governamentais. Acredita que a profissão que escolheu não é só um ganha pão. E essa impressão tem ficado cada vez mais forte ao passar dos anos. E foi por isso que surgiu o Mulheres em Ação.

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