MANHÃ DO MERCADO: Governo começa a preparar terreno para apresentação da “Nova CPMF”

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🌎 CENÁRIO EXTERNO: PMIS PROTAGONIZAM AGENDA

Mercados… Bolsas asiáticas encerraram a sessão com viés positivo, sem grandes destaques. Na zona do euro, índices de mercado já registram altas mais acentuadas: o Stoxx 600; índice que abrange uma gama de ativos de risco da região, registra avanço de 1,3% até o momento. Em NY, índices futuros também esboçam uma abertura mais favorável para as bolsas americanas; com altas da ordem de 0,4%, enquanto o dólar (DXY) registra leve valorização contra os seus principais pares. Na fronte das commodities, ativos operam com desempenhos predominantemente negativos. Na contramão, o preço do petróleo (Brent crude) avança 0,3%, negociado em torno dos US$ 41,80/barril.

PMIs protagonizam agenda… Ativos de risco globais iniciaram a sessão em alta, dando sequência ao movimento de recuperação iniciado ontem. Como principal destaque da manhã, o investidor avaliou a leitura preliminar de setembro dos Índices de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) na zona do euro. O resultado mostrou uma desaceleração maior do que a prevista pelo mercado, com destaque para o bom desempenho da indústria e pela forte piora do setor de serviços no período. Assim, apesar das bolsas ensaiarem um movimento de acomodação, tendo em vista a manutenção de diversas incertezas do cenário (desaceleração econômica, eleições americanas, pacote fiscal americano entre outros…) não descartamos períodos de maior volatilidade nas próximas semanas.

Economia europeia… A leitura preliminar de setembro do PMI composto, que abarca a atividade no setor de serviços e na indústria, registrou forte deterioração em direção à estagnação da economia europeia. A pesquisa, que reflete a confiança dos produtores e serve como termômetro para o nível de atividade econômica da região; trouxe um resultado de 50,1, caindo de 51,9 em agosto (uma leitura acima de 50,0 indica expansão e abaixo, contração da atividade).

Serviços em baixa… No mês, verificou-se um aumento relevante no ritmo de expansão da atividade no setor industrial, com alta do índice de 51,7 para 53,7, desempenho que foi contrabalanceado pela queda do índice de serviços, que caiu de 50,5 para 47,6 no período. No que diz respeito ao nível de emprego, a perda líquida de postos de trabalho continuou em pauta, com leve arrefecimento no ritmo de demissões; melhora atribuída ao bom desempenho da indústria e pela melhora nas expectativas para os próximos meses.

Vírus ainda é maior obstáculo… Com base nestes resultados, fica evidente a recuperação errática entre os setores e a importância da contenção do vírus para uma retomada robusta da economia – em parte de maneira a aliviar o setor de serviços. Este foi o grande prejudicado com a piora do quadro sanitário europeu nas últimas semanas, mas a contenção do vírus é também valiosa para a manutenção da alta nas expectativas, que contribui para um avanço no nível de investimento e emprego.

Na agenda… No restante do dia, as atenções se voltarão aos EUA, onde também sai a leitura preliminar do PMI de setembro, às 10h45, seguido pelos estoques de petróleo bruto do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês), às 11h. Ao longo do dia, o investidor também acompanha falas de Jerome Powell (Federal Reserve) e dos presidentes do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, e do BoJ (BC japonês), Haruhiko Kuroda.

BRASIL: GOVERNO COMEÇA A PREPARAR TERRENO PARA APRESENTAÇÃO DA “NOVA CPMF”

Nova CPMF… Segundo rumores dos bastidores de Brasília, o governo está prestes a apresentar um projeto que cria um novo imposto, com alíquota de 0,2%, sobre toda transação digital. O presidente Bolsonaro, que já rejeitou a ideia no passado, já deu sinal verde para que o projeto seja enviado ao Congresso. Segundo cálculos da equipe econômica, o tributo deve gerar R$ 120 bi/ano em arrecadação para o governo federal. O deputado Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara dos Deputados, foi encargado com missão de angariar apoio para a proposta.

Desoneração da folha… Os recursos devem ser usados para financiar a desoneração de encargos trabalhistas. Para os que ganham até um salário mínimo, os encargos serão zerados, enquanto salários maiores serão beneficiados por descontos. A nova fonte de arrecadação também pode servir como contrapartida para uma expansão da faixa de isenção do IRPF (até R$ 3.000). O governo ainda não determinou se o projeto será apresentando como uma nova etapa da reforma tributária ou como uma proposta avulsa.

Proposta deve ser alvo de muitas críticas… Ao que tudo indica, a proposta deve se tornar um alvo de muitas críticas, em principal do centro não governista liderado por Rodrigo Maia (DEM- RJ). O posicionamento da oposição em relação ao projeto deve ser misto. Os partidos de esquerda já demonstraram apoio a propostas de taxação de transações no passado; mas ressaltar o fato que o governo está descumprido a sua promessa eleitoral de não apresentar novos tributos deve ser o foco da abordagem.

Nossa visão… Sem dúvida, a criação de uma a taxa sobre transações digitais manifestará vários efeitos negativos (desbancarização, cumulatividade, regressiviidade etc.). O novo tributo é especialmente prejudicial para o mercado financeiro; toda operação de compra e venda deve se tornar alvo do novo tributo. A reação imediata do mercado à apresentação deve ser pessimista. Por outro lado, o impacto negativo dos encargos trabalhistas para o combate ao desemprego; a expansão do emprego formal e a retomada econômica não podem ser subestimados. Ficamos no aguardo de maiores detalhes sobre a proposta antes de avaliar o seu mérito.

Bolsonaro discursa na Assembleia Geral da ONU… O presidente Jair Bolsonaro fez o discurso de abertura na 75ª Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas). Devido a pandemia do coronavírus, as participações dos vários chefes de estado ocorrem por meios remotos. O meio ambiente foi o tema mais destacado entre as ponderações do presidente. A defesa da atuação do governo nesta frente ocorre em meio à crescente pressão internacional para conter o desmatamento na Amazônia e uma das temporadas de queimadas mais desafiadoras da história do Pantanal.

Campanha de desinformação… Bolsonaro iniciou a abordagem do tema destacando a relevância do agronegócio brasileiro por garantir a alimentação de “mais de um bilhão de pessoas” e lamentou a “brutal campanha de desinformação” sobre o meio ambiente que supostamente vitimiza o Brasil. Segundo o presidente, a campanha difamatória tem o apoio de instituições internacionais e associações brasileiras; “aproveitadoras e impatrióticas”, que buscam prejudicar o governo e o próprio Brasil.

Sem impacto… Em linhas gerais, o discurso proferido pelo presidente Jair Bolsonaro ontem foi mais proveitoso e menos “problemático” do que o discurso feito na assembleia de 2019. Muitos dos mesmos tópicos abordados no ano passado foram reprisados ontem, mas, em todos os casos, uma abordagem mais amena e menos ideológica foi implementada. O discurso não apaziguou de forma efetiva as críticas da comunidade internacional, mas também não deve ser utilizado como insumo para manchetes negativas impactantes. De qualquer forma, os discursos da China e dos EUA – que se destacaram pelo seu contraste um em relação ao outro – devem emudecer a reverberação internacional das palavras iteradas por Bolsonaro.

Na agenda… O IPCA-15 de setembro protagoniza a agenda local após a ata do Copom confirmar a intenção do BC de manter a Selic estável em 2,0% enquanto as expectativas de inflação não comprometerem as metas do Conselho Monetário Nacional (CMN) de 2021 e 2022. Esperamos que o índice acelere a alta de 0,23% em agosto para 0,30% em setembro; ainda sem mostrar forte contágio dos preços no atacado e dos alimentos (IPA subiu 6,36% no 2º decêndio do mês segundo o Ibre/FGV).

E os mercados hoje?…

Mercados globais iniciaram o dia em tom positivo, dando sequência à trajetória de recuperação iniciada na sessão de ontem. Ao longo do dia, a divulgação dos PMIs de setembro na Europa e nos Estados Unidos protagonizam a agenda enquanto investidores avaliam falas dos presidentes do Fed, BCE e BoJ.

No Brasil, as atenções se voltarão à divulgação do IPCA-15 pela manhã; que ajuda o investidor a calibrar expectativas com os juros após a ata do Copom reforçar a intenção de manter o juro baixo por mais tempo. Na fronte fiscal, a notícia de que líderes do governo negociam a apresentação da proposta de criação e um tributo digital nos moldes da antiga CPMF é destaque.

Assim, esperamos que ativos de risco brasileiros abram a sessão com viés positivo, sujeitos à oscilação do humor externo na falta de grandes desenvolvimentos no âmbito local.

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