sexta-feira, fevereiro 28, 2020

Frigoríficos continuam movimentando o mercado

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Sinalização de que as expectativas de benefícios da febre suína africana para os frigoríficos brasileiros não se concretizem derruba ações do setor.

China estaria buscando descontos sobre carne importada do Brasil

Segundo o Valor, o movimento de renegociação dos contratos chineses de carne bovina importada do Brasil levou alguns frigoríficos a trabalhar com margens negativas nas exportações.

Na indústria frigorífica brasileira – em especial as de pequeno e médio porte -, o humor quase não lembra o clima de euforia vivido poucos meses atrás. No auge, a margem de contribuição chegou a 20%, mas os novos contratos e os renegociados embutem uma margem de 8% a 9%.

Por outro lado, exportadores brasileiros acreditam que a demanda será retomada, já que a oferta na China continua apertada, e a esperança é que, após as festividades do Ano Novo Lunar, o mercado chinês comece a se equilibrar.

Em outra notícia do setor, a Alemanha confirmou nesta semana o primeiro caso de grive aviária (do tipo H5N8), verificada em um pássaro selvagem no estado de Brandenburg, próximo à fronteira com a Polônia. Segundo fala do Ministério da Agricultura, trata-se de um caso individual que não envolve frangos de fazendas. As autoridades seguem monitorando evoluções do caso já que surtos já foram verificados em países vizinhos como Eslováquia, Hungria e República Tcheca, além da própria Polônia, desde o final do ano passado.

Os exportadores de carne bovina da América do Sul tentam se recuperar da surpresa negativa vinda da China.

Devido ao massivo movimento de renegociação dos contratos de exportação ao país asiático, os frigoríficos já trabalham com margem negativa nas vendas para seus maiores clientes.

No auge, a margem de contribuição chegou a 20%, mas os novos contratos e os renegociados embutem uma margem de 8% a 9%. No fim, o resultado é negativo.

O dianteiro bovino chegou a ser exportado por US$7,2 mil/ton, atualmente os preços estão próximos de US$4,2 mil/ton.

Na visão dos analistas da Guide, o impacto é negativo, já que mesmo com a falta de oferta na China, os asiáticos estão renegociando contratos e derrubando as margens de exportação da carne bovina da América do Sul .

Fontes: XP Investimentos e Guide

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