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Evolução do ESG, apesar dos votos em contrário

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Quando a gente tem a convicção de que a democracia é o melhor regime político não para mais de praticá-la. Custe o que custar. Assim é também com outras situações do nosso cotidiano, como a reciclagem. A partir do momento em que você começa a separar materiais inorgânicos, destinados à reciclagem, não para mais.

No mundo corporativo não se passa nada diferente disso. Primeiro veio o estímulo ao progresso, depois a questão da responsabilidade social e os cuidados com o meio ambiente. Logo juntaram-se o que há de mais importante em uma organização: sua capacidade de gerar lucro, a responsabilidade que tem com o meio em que está inserida (inclusos seus colaboradores, comunidades etc) e a questão ambiental, cuidando do que é de todos, indistintamente. Na evolução natural desse processo surgiram os métodos de se fazer a coisa, fundamentados sobretudo na transparência. De uma forma bastante reducionista (neste texto), estava inaugurado o ESG – marcando a gestão ambiental, social e a governança sérias.

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Os ativos mais recomendados e vantajosos no mercado imobiliário

É verdade que existe o greenwashing e outras malandragens no mundo corporativo (como as “marteladas” nos balanços, passivos ambientais tentando ser escondidos, entre tantos outros exemplos), mas é verdade também que há um exército de pessoas preocupadas com empresas melhores, honestas, entregando produtos e serviços adequados, o que remete à democracia corporativa. A evolução do ESG é a consolidação da democracia corporativa.

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Para além das hostilidades do ambiente financeiro, é preciso projetar e/ou acompanhar os cenários institucionais, compreendendo o jogo político também – já que este interfere na performance socioeconômica do país. Não à toa já cobramos, neste espaço, a governança do Poder Público, a exemplo do que se faz com a iniciativa privada. Neste sentido, os arroubos autoritários de um ministro “X” ou “Y” condicionando o próximo pleito presidencial, previamente agendo para 22, não nos servem. Tampouco sugestões nascidas na cabeça de única pessoa, ou de reduzido grupo político, sobre um tal “semipresidencialismo”. A priori, tudo se conversa mas não sem antes de um debate aberto e democrático.  Agir de forma matreira, à sorrelfa, cheira a golpe. E o povo brasileiro já deu demonstrações inequívocas de que está cheio dessa conversinha.

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Combine análises, day trade, swing trade e muito mais

A boa notícia da semana, em contraponto aos “balões de ensaio” oriundos de Brasília, veio da republicana rua XV de Novembro, em São Paulo, com o anúncio da B3 sobre a nova metodologia de cálculo do ISE – Índice de Sustentabilidade Empresarial. A partir de janeiro do próximo ano, o público investidor terá mais subsídios para sua decisão. Com ele, igualmente a sociedade que saberá das notas atribuídas às companhias listadas nesse índice relativamente ao meio ambiente, governança corporativa, capital humano, capital social, modelo de negócio e inovação. O ESG avança e junto deste a prática democrática.   

IPO

Nesta segunda, 26, a AgroGalaxy inicia as negociações de suas ações, na B3, sob o ticker AGXY3. A companhia comercializa insumos agrícolas, produz e beneficia sementes, realiza a originação e prestação de serviços agrícolas e financeiros.  

A AgroGalaxy está listada no Novo Mercado.

TECNO

A Livetch da Bahia, conhecida formalmente no mercado como WDC Networks (ticker LVTC3), movimentou R$ 450 milhões em seu IPO.  A empresa atua no fornecimento customizado de soluções de tecnologia da informação e comunicação de alta complexidade para clientes no Brasil, Colômbia, Panamá e Estados Unidos.

As ações são negociadas desde a sexta-feira última.

INTERNET

Na quarta-feira foi a vez da Desktop (ticker DESK3) fazer sua estreia na Bolsa brasileira. A provedora de serviços de internet captou R$ 715 milhões e prevê crescimento orgânico mais aquisições.

MULTI

Fabricante e revendedora de várias marcas de eletroeletrônicos e utilidades domésticas, a Multilaser Industrial abriu o capital, levantando R$ 1,9 BI em sua estreia, na terça-feira última.

Sob o ticker MLAS3, a companhia, que negocia mais de 5.000 itens de produtos, está no Novo Mercado.

ÂNIMO

A B3 anda bastante animada com o fluxo de negócios. Somente neste ano já ocorreram 32 IPOs. E vem mais por aí. A Unifique, empresa de fibra ótica, será uma das próximas a tocar a campainha. Expectativa é captar R$ 900 milhões com a oferta primária de ações.

Outra é a HumbergAgribrasil (GRAO3), empresa de originação, exportadora de milho e soja, que pretende captar R$ 230 milhões com oferta primária e outros R$ 311 milhões na secundária.  As ações começam a ser negociadas no Novo Mercado da B3 dia 13 de agosto.

ETF

A B3 iniciou, na semana que passou, cotas do ETF TREND ETF SMALL CAPS FUNDO DE ÍNDICE, sob o ticker XMAL11. Já disponível ao investidor, o novo ETF tem como referência o Índice Small Cap (SMLL) da B3, que indica o desempenho médio das cotações de ativos das companhias de menor capitalização.

Ao todo são 110 empresas que integram a carteira, representando variados setores como energia, siderurgia, construção, transporte, vestuário e alimentos, entre outros. “Essa é mais uma opção para o investidor que busca diversificar com exposição nos ativos regionais”, assinala Felipe Paiva, diretor de Relacionamento com Clientes da B3.

CARBONO VERDE

No próximo dia 2 de agosto acontecerá o 20º Congresso Brasileiro do Agronegócio, realizado pela Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) em parceria com a B3. Segundo os organizadores, o evento “mostrará como o desenvolvimento do mercado do carbono verde no País é essencial nessa transição para uma economia mais limpa e como a atuação da cadeia do agro é primordial para contribuir nessa direção”.

Regido pelo tema central “Nosso Carbono é Verde”, o Congresso (online) estará dividido em três painéis: Energia Limpa e Sustentável, Brasil Verde e Competitivo, O Futuro do Agro no Comércio Mundial.

As inscrições estão abertas, são gratuitas e podem ser feitas no site oficial https://congressoabag.com.br/#dica_divi_carouselitem_6

ESCRITURAÇÃO

A Receita Federal prorrogou para o último dia útil do mês de setembro deste ano o prazo de transmissão da Escrituração Contábil Fiscal (ECF), referente ao exercício de 2021, ano-calendário 2020.

Em condições normais, a apresentação da ECF deve ocorrer até o último dia útil do mês de julho de cada ano, mas em razão da pandemia da Covid-19 a Receita reconhece que foram adotadas restrições de circulação de pessoas que resultaram não apenas em restrições para o regular exercício da atividade econômica, mas também, restrições ao exercício de várias atividades profissionais, inclusive a dos profissionais contábeis responsáveis pela elaboração das escriturações societárias e fiscais das Pessoas Jurídicas.

CPC

Dias 01 e 02 de setembro será a vez do  XVIII Seminário Internacional CPC Normas Contábeis Internacionais. Evento tem apoio de divulgação do Portal Acionista e a programação está disponível pelo link http://eventos.facpc.org.br/programacao/XVIIISeminarioCPC.

Já as inscrições poderão ser feitas diretamente no site oficial http://eventos.facpc.org.br/inscricao/XVIIISeminarioCPC

A participação acumulará créditos nos programas de educação profissional continuada, sendo Apimec 2 créditos, CFC/CRCs 8 pontos e IBGC 3 créditos.

ENERGIA

Está na Mesa do presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), documento sobre o modelo regulatório do setor elétrico no Brasil. Depois de dormitar cinco anos no Senado, o projeto agora aguarda votação na Câmara Baixa.  

De acordo com o vice-presidente de Estratégia e Comunicação da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), Alexandre Lopes, a forma como estão propostas as mudanças, tendo um custo médio da potência e energia comercializadas e a possibilidade de o consumidor escolher a empresa pela qual vai receber energia, são modelos já adotados em outros países visando favorecer o mercado consumidor. Informação é da Agência Brasil.  

IMPACTOS

A Unipar, produtora de cloro, soda e PVC, definiu 11 projetos sociais que serão apoiados pela companhia em Cubatão e Rio Grande da Serra, interior de São Paulo, além de programas culturais patrocinados via Lei Rouanet. A empresa estima que as ações tenham potencial para impactar cerca de 12 mil pessoas, incluindo aquelas que vivem nas comunidades próximas às fábricas, contribuindo para o desenvolvimento local.

Os projetos foram selecionados pela companhia ao longo dos meses de maio e junho, e permitirão o acesso a aulas e práticas esportivas e culturais. As iniciativas contam ainda com ações que buscam a ampliação da consciência sustentável entre as crianças e os jovens, com foco na preservação do meio ambiente e recursos naturais.

A ação de patrocínio ultrapassará R$ 1,5 milhão neste ano e será realizada com recursos próprios, incentivos fiscais de Imposto de Renda, além de renúncia fiscal do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

NO AR

A Eve Urban Air Mobility Solutions, empresa controlada pela Embraer, e a Flapper, plataforma independente de aviação privada sob demanda, anunciaram parceria com o objetivo de desenvolver o mercado de Mobilidade Aérea Urbana (UAM) na América Latina. O acordo servirá como prova de conceito para futuras operações regionais do veículo elétrico de decolagem e pouso vertical (eVTOL) da Eve, também conhecido no mercado como EVA (Electrical Vertical Aircraft ou Aeronave Elétrica Vertical) ou simplesmente carro voador.

Este braço da Embraer deverá fornecer à Flapper até 25.000 horas de voo por ano nas principais cidades da América do Sul como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte (Brasil), Santiago (Chile), Bogotá (Colômbia) e Cidade do México (México). As parceiras  planejam promover um sistema de reservas sob demanda para UAM, utilizando operações com helicópteros a fim de coletar dados para o futuro desenvolvimento da EVA. O contrato tem o potencial de trazer até 25 veículos elétricos de decolagem e pouso vertical (EVA) da Eve para a plataforma da Flapper.

MULHER

Embora tenha duplicado o percentual (7%) de cadeiras para mulheres de 2014 até aqui, as companhias abertas ainda não chegam a ter 15% de presença feminina em seus Conselhos no Brasil. Na Europa o percentual é de 30% e nos Estados Unidos são 25%, em média.

Ainda que lentamente, o processo por maior equidade está em curso. Dias atrás a jovem Karina Saade, de 41 anos, assumiu o posto ocupado nos últimos três anos por Carlos Takahashi na operação da BlackRock no Brasil. Ele passou a ser o Chairman da operação. Maior gestora de investimentos no mundo, a BlackRock tem mais de US$ 7 trilhões sob sua responsabilidade.  

DESAFIO

Ainda neste mês de julho, a Suzano captou US$ 1 BI no mercado internacional, atrelando a operação ao compromisso de ampliar a presença de mulheres em cargos de liderança na organização. Até 2025, a companhia deverá ter ao menos 30% de mulheres nos postos de gerência ou cargos acima (ao final de 2020, esse número era de 19%).

Em caso de não se efetivar o compromisso, os investidores receberão uma remuneração adicional pelos títulos (Sustainability-Linked Bonds). Além de ampliar a presença de mulheres em cargos de liderança, a Suzano se compromete a reduzir a intensidade de água captada nas operações industriais.

ESPECIAL

A Federação Brasileira dos Bancos abriu uma nova Categoria, chamada Especial, para o seu Prêmio Febraban de Economia Bancária, que acontece em 13ª edição. 

Concorrerão na Categoria C os trabalhos com foco em ESG. Veja mais no link https://economia.febraban.org.br/?utm_source=akna&utm_medium=email&utm_campaign=Premio-de-Economia-2021-ESG-Lista-Cafe 

QUALIFICADO

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) estuda reduzir o valor de R$ 1 milhão para R$ 627 mil objetivando que o investidor seja definido como qualificado.

Internamente, estuda-se ainda um segundo critério para se atingir tal classificação. Investidor que tenha pequeno patrimônio mas uma renda acima de R$ 15 mil entraria no rol. Ambos os critérios conviveriam e um dos dois seria suficiente para participar de ofertas especiais indisponíveis no varejo.   

ARTIGO


Da economia marrom para a economia das cores: A Revolução ESG em curso
(*) Eduardo Werneck

Oikonomos, uma ilhota grega, também o primeiro significado dado por Xenofontes para economia do lar. Desde essa época, há 2500 anos, lemos diversas histórias, muitas guerras, conquistas, civilizações se formando em ambientes nada amigáveis escravidão, desigualdade de renda etc. Direitos humanos não era uma preocupação.E a Natureza? Vamos direto ao Brasil. A primeira coisa que fizeram foi cortar uma árvore. E assim seguiram até deixarmos de ser quando um inglês Dr. William Perkin descobriu o corante sintético. O Brasileiro, profissão de cortador de pau brasil, teve como prêmio de consolação ser a palavra que expressa a condição de pertencer ao Brasil.

E a economia? Tomando como base Adam Smith e seu livro sobre a Riqueza das Nações, a narrativa tem como base a divisão do trabalho e a remuneração dos fatores de produção. Entretanto, um problema, de imediato, se estabeleceu: esse modelo era incompatível com a escravidão. Quanto à Natureza, acrescentamos a extração de carvão e petróleo. O mundo perfeito para o desenvolvimento da economia marrom, que exacerbou o problema das externalidades a níveis que ainda estamos presenciando no século XXI.

A natureza sempre se pautou pelo reaproveitamento dos produtos. Tudo se cria, tudo se mantém, tudo se renova! É o que a economia marrom desmontou. É simples assim! Para fundamentar nosso sistema econômico, desmontamos a circularidade do processo natural, aproveitando o que é útil, descartando-se o inútil, resíduos, sucatas, esgoto a céu aberto e emissão de carbono a um nível que ainda pouco sabemos as consequências. Imaginamos.

E na perspectiva humana o que fizemos? Bem, continuamos a lidar com escravidão, pobreza, desigualdades econômicas e sociais e, ausência de direitos humanos. Cuidado ao falar disso, pois pode parecer discurso de esquerda. Bem, não é de esquerda, de direita, de centro, de cima ou de baixo. A visão vai muito além. É uma questão de sobrevivência.

Revolução ESG. É onde estamos, resgatando as cores da natureza, o verde das florestas, o branco das águas, o azul dos oceanos e do céu, o amarelo do sol quando usado responsavelmente. No S, é uma questão de respeito às cores que se convencionou representar a diversidade de gênero pessoal, o papel social e profissional da mulher, a representatividade dos nativos e outras minorias. Acima de tudo é o respeito aos direitos humanos, gerando igualdade de oportunidades.

Isso não é moda, isso não é greenwashing, isso não é produto, isso não é momento! É a Revolução ESG, o resgate das cores significando uma economia limpa que suceda à economia dos combustíveis fósseis. Queremos continuar vivendo nesse barco? Então é prudente entender que o movimento é sério. Buscando o verde, o azul, o amarelo, o branco. Por acaso estas são as cores da bandeira do Brasil. Na origem o amarelo é ouro. Mas se olharmos para o Sol, é amarelo pode significar a energia do futuro. E o Brasil tem a 2ª irradiação solar do mundo.

As empresas e investidores tem um papel fundamental nessa revolução. Com uma visão de Governança para stakeholders de preservação do meio ambiente, em que os shareholders são parte importante da equação..



(*) Eduardo Werneck é Senior Advisor da Resultante ESG e Presidente do Conselho Diretor da Apimec Brasil (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimentos do Mercado de Capitais)

Nelson Tucci

Nelson Tucci

Repórter em veículos como Folha de S.Paulo e O Estado de S.Paulo, atuou também como apresentador do programa ECO Negócios, na ECO TV. É MBA em Comunicação e Relações com Investidores e diretor na Virtual Comunicação.

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