Estudo do BC discute objetivos de modalidades de recolhimentos compulsórios

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tweet
Compartilhar no linkedin
Publique
Compartilhar no whatsapp
Encaminhe
Compartilhar no email
Envie

Newsletter

Tire dúvidas sobre investimentos

Receba notícias pelo Telegram

Elite
Um estudo publicado nesta segunda-feira, 17, pelo Banco Central busca discutir as funções e os objetivos das principais modalidades de recolhimentos compulsórios. Uma das conclusões é que o nível atual dos compulsórios sobre depósitos à vista “parece adequado para o cumprimento de sua função de promover a fluidez do sistema de pagamentos”.

O compulsório corresponde a um recolhimento, realizado pelo Banco Central, de parte dos recursos dos clientes depositados nos bancos. A partir dele, o BC controla a quantidade de dinheiro em circulação na economia e forma “colchões de liquidez” para momentos de necessidade de recursos pelos bancos.

Conforme o BC, existem três tipos de compulsórios: sobre depósitos à vista, sobre depósitos a prazo e sobre depósitos de poupança.

No primeiro caso, de acordo com o estudo do BC, os recolhimentos são feitos tendo como principal finalidade “garantir a fluidez do sistema e atender à necessidade de liquidez para realização de pagamentos ao longo do dia”. “Em dezembro/2019 o total dos recolhimentos dessa modalidade era de R$ 45,5 bilhões, com uma alíquota efetiva de 19,6%, e sua incidência altamente concentrada nos maiores conglomerados bancários (93,7% do saldo representado por instituições do segmento S13 )”.

Segundo o BC, “o montante atual dos compulsórios sobre depósitos à vista (cerca de 0,5% do PIB) parece adequado para a fluidez do sistema de pagamentos”. “Esse percentual encontra-se, por exemplo, próximo do observado nos EUA, onde somente são requeridos compulsórios sobre depósitos à vista com a função explícita de prover fluidez para o sistema de pagamentos”.

Em relação aos compulsórios sobre depósitos a prazo, o BC pontuou no estudo que eles “serviram historicamente, e principalmente durante períodos de crise, como fonte de liquidez em última instância para o sistema bancário, mecanismo de incentivo à redistribuição de liquidez no sistema e suporte à estabilidade financeira”.

“Em termos de volume, com o recolhimento de R$ 244,3 bilhões em dezembro/2019, representam cerca de 53,3% do total de recursos recolhidos junto ao Banco Central”, informou a instituição. “Essa modalidade de compulsórios incide principalmente sobre aplicações em CDBs/RDBs”.

Ao avaliar o nível destes recolhimentos, o BC pontuou que “atualmente, a razão dos compulsórios sobre depósitos a prazo sobre o PIB (3,6%) encontra-se pouco abaixo da média histórica, mas bastante inferior ao vigente imediatamente antes das duas crises recentes (4,9% em 2008 e 6,7% em 2011)”.

Conforme a autoridade monetária, “observa-se ainda que esta razão se encontra ligeiramente acima do volume liberado em períodos de crise, para um nível semelhante de crédito bancário sobre o PIB, o que sugere menos espaço, atualmente, caso haja necessidade de atuação semelhante”.

O estudo do BC tratou ainda dos compulsórios sobre depósitos de poupança, que “representam fonte relevante de funding para as operações de crédito imobiliário”. Conforme o BC, o montante recolhido nesta categoria “assume o papel de um colchão de liquidez, podendo ser liberado de forma a reduzir, naquele momento, os efeitos do choque de captação do sistema, contribuindo para o gerenciamento do descasamento entre ativos e passivos do crédito imobiliário”.

O estudo desta segunda-feira do BC já havia sido parcialmente divulgado em outubro do ano passado, por meio do Relatório de Estabilidade Financeira (REF). Clique aqui para ver a íntegra do documento.

Advertência

Declaramos que o Portal Acionista.com.br não se responsabiliza pelas informações divulgadas neste site e qualquer outro canal, tanto referente às matérias de produção própria , quanto matérias ou análises produzidas por terceiros ou reproduzidas de links autorizados, publicados nas nossas páginas a partir de uma seleção criteriosa, porém sem garantir sua integralidade e exatidão.
Matérias e  análises produzidas por terceiros são de inteira responsabilidade dos mesmos. As informações, opiniões, sugestões, estimativas ou projeções referem-se a data presente e estão sujeitas à mudanças conforme as condições do mercado, sem prévio aviso.
Informamos, ainda, que o Acionista.com.br não faz qualquer recomendação de investimento e que, portanto, não se responsabiliza por perdas, danos, custos e lucros cessantes decorrentes de operações financeiras de qualquer tipo, enfatizando que as decisões sobre investimentos são pessoais.
Importante lembrar sempre: ganhos passados, não são garantia de ganhos futuros.

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email

Leia também

Leia também

Conheça o Painel Acionista: em um só lugar tudo o que você precisa saber sobre investimentos