Crise na Argentina repercute nas empresas brasileiras

O caos generalizado pelo mercado que prevê a crise na Argentina, repercute nas empresas brasileiras. Segunda-feira (12/08) foi um dia marcante no mercado com a expressiva queda de 37,8% da Bolsa Argentina.

O movimento de extremo pavor foi gerado após as primeiras pesquisas eleitorais serem divulgadas. No qual, informou uma derrota massacrante do atual presidente, Mauricio Macri, conforme divulgado nas pesquisas primárias.

Segundo cientistas políticos, os números que consideram a derrota do atual presidente são praticamente irreversíveis. Fato que não só contaminou os investidores locais, como todo o cenário mundial, pois há temores quanto à volta de Cristina Kirchner (como vice) no poder junto de Alberto Fernández.

Agora, os analistas começam a fazer suas projeções e preveem (se confirmada a volta de Kirchner) uma forte instabilidade na economia do país. Portanto, empresas brasileiras que “apostavam” na recuperação econômica de nossos vizinhos entram em linha de risco a partir de agora.

Crise na argentina repercute nas empresas brasileiras, veja quais:

Marcopolo

Acreditando na recuperação deste mercado, a companhia executou a compra de 49% da Metalsur por US$ 9 milhões. Ou seja, por meio de uma reorganização societária, este ano, a empresa passou a deter 70% do capital social da empresa argentina Metalsur Carrocerias.

Fras-Le, Randon e Mahle Metal Leve

Possuem forte exposição de mercado via exportações de autopeças, portanto cada notícia é capaz de afetar de maneira direta as empresas.

CVC

Em agosto a empresa anunciou a aquisição da companhia argentina Almundo, por US$ 77 milhões. O movimento fez com que a CVC dobrasse de tamanho e, além disso, passou a representar a maior relevância de mercado na argentina com 16%.

Ambev e Alpargatas

Com forte relevância no mercado argentino a exposição é inerente. Ou seja, ambas empresas, sofrem com as questões inflacionárias, volatilidade da moeda e confiança dos consumidores.

Banco do Brasil

Exposição direta por meio do Banco Patagônia. No ano passado o Banco do Brasil passou a deter 80,38% do Banco Patagônia, portanto a receita e os empréstimos no país entram na linha de risco em caso de efetiva crise.